A piscicultura marinha apresenta algumas espécies sendo cultivas em escala industrial em áreas abrigadas, como por exemplo, o salmão cultivado no Chile e na Noruega; e o bijupirá, em Taiwan. Mais recentemente abriu-se uma nova fronteira com cultivos em mar aberto, denominados cultivos offshore, estes estão, principalmente voltados para a produção do bijupirá nos EUA e Porto Rico e do atum no Mediterrâneo e na Ásia. Em contraste, a piscicultura em cercados e tanques-redes de pequeno volume ainda continua a ser praticada, principalmente na China e em países do sudoeste asiático como fonte de subsistência e complemento de renda.

Cercados

A construção e instalação de cercados para o cultivo de peixes seguem os mesmos para camarões marinhos, sendo adequados para áreas rasas e de baixa dinâmica. Sua construção também é feita normalmente com materiais de custo reduzido e de disponibilidade local.

No Brasil atualmente não há relatos de produção comercial utilizando este sistema em escala comercial ou mesmo familiar. Porém, em alguns locais os cercados são adaptados em currais de pesca, onde os peixes de menor porte que foram aprisionados podem ser mantidos em cativeiro, recebendo alimento até atingirem o tamanho de comercialização.

Tanques-Rede e Gaiolas Flutuantes de Pequeno Volume

Os tanques-rede e gaiolas para cultivos de peixes marinhos ou estuarinos são ainda uma novidade no país. Por isso, ainda são raros os casos em que este sistema de cultivo tenha sido testado e avaliado.

Como não há uma definição clara dos limites que separam tanques-rede e gaiolas considerados de pequeno ou de grande volume. Para efeito de sistematização, no PLDM foi considerado um tanque-rede ou gaiola de pequeno volume aquele com volume útil entre 4 e 20 m³. As telas e flutuadores empregados na construção das estruturas de cultivo são constituídos por diversos materiais, dependendo principalmente do ambiente em que está inserido.

Tanques-Rede e Gaiolas de Grande Volume (Flutuantes ou Submersíveis)

Provavelmente, nenhum sistema de cultivo de organismos marinhos apresenta tantas variações conceituais, estruturais, funcionais, de tamanho e de design quanto os tanques-rede e gaiolas de grande volume.

As estruturas de cultivo podem ser fixas ou flutuantes, quadradas, hexagonais ou circulares. No início, eram basicamente de madeira, atualmente são feitas quase que exclusivamente de aço ou de materiais plásticos.  

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