Os mesmos cuidados tomados no PLDM Paraná também foram adotados no PLDM Sergipe, como por exemplo, a ocupação desordenada do meio ambiente, o que pode comprometer o sistema e os recursos hídricos.

De forma similar, o mesmo modelo foi adotado para a região, porém as particularidades de cada local foram avaliadas. No caso de Sergipe, a salinidade foi o critério primeiramente considerado para seleção das áreas por espécie, dada a sua relevância para a distribuição e regulação do metabolismo dos organismos. Etapa na qual foram identificadas áreas consideradas como ideais, viáveis, de risco e inviáveis para cada espécie avaliada. Lembrando que foram tomadas as situações extremas de salinidade levantadas na área de estudo.

Posteriormente, foram identificadas as áreas de potenciais conflitos e de exclusão, e a partir das áreas desimpedidas, foi realizada a avaliação de sistemas de cultivo com base em parâmetros como: a profundidade, velocidade de corrente e tipologia de fundo. Para gerar as superfícies numéricas utilizadas nos cruzamentos, interpolaram-se estes dados utilizando o método de ponderação do inverso da distância (IDW), que assume que cada amostra de ponto tem uma influência local sobre o ponto a ser interpolado, atribuindo pesos maiores a pontos mais próximos. Esta influência diminui conforme a distância. Desta forma foi possível obter os modelos numéricos de cada parâmetro.

O produto obtido com o cruzamento das áreas técnica e ambientalmente mais adequadas, com as áreas de exclusão, resultou em mapas indicativos das regiões onde os parques aquícolas poderiam ou (no futuro) poderão a vir a ser demarcados. Regiões de maior viabilidade ou de riscos também foram identificadas. 

Dessa forma a metodologia utilizada foi baseada sempre na identificação de áreas potenciais de cultivo segundo o conceito de “pior cenário” (worst casescenário).  Se existirem áreas ideais para o cultivo de uma espécie mesmo nos piores cenários avaliados de temperatura e salinidade, a segurança para eventuais investidores será maior que naqueles casos em que as condições ambientais médias medidas ou modeladas de fato comprometam o crescimento ou a sobrevivência dos animais cultivados.

Segue nos menus abaixo os mapas (resultados) obtidos nos dois estuários analisados em Sergipe, o do Rio Piauí e do Rio São Francisco.