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O objetivo deste estudo foi gerar bases técnicas para a produção do goby de cabeça vermelha Elacatinus puncticulatus avaliando o seu comportamento reprodutivo, seu desenvolvimento embrionário e larval. Cinco casais foram mantidos em condições controladas por 30 dias. O comportamento de coorte, o período de desova e o número de ovos produzidos foram registrados. Para a avaliação do desenvolvimento embrionário, os ovos foram amostrados em 12, 18, 24, 48, 72, 96, 120, 144 e 168h após a fertilização. Foi avaliada a influência do tempo de incubação no comprimento e na altura das larvas. Após seis ou sete dias de incubação, os ovos foram expostos à iluminação, através de uma lanterna,  durante 30 min. Observou-se que isso induziu a eclosão das larvas. Em outro experimento, avaliou-se aos de três dietas diferentes sobre a sobrevivência das larvas: Euplotes sp.; rotíferos Brachionus rotundiformis e Brachionus plicatilis e Paramecium sp.; plâncton coletado na natureza. Durante o período reprodutivo, os machos apresentam cabeça cinza, amarela e preta e corpo com coloração pálida. As fêmeas exibem fortes cores vermelho e preta até três dias antes da desova, que ocorrem em intervalos de 7 a 10 dias. A taxa de eclosão obtida foi de 98-99 %. Os comprimentos e alturas médios das larvas foram 3,05 e 2,95 milímetros (p > 0,05 ) e 0,37 e 0,48 milímetros (p< 0,05) para os tratamentos de  7 e de 6 dias, respectivamente. No entanto, os dois grupos apresentaram alta mortalidade 5 dias após a eclosão. Após 8 dias, as taxas de sobrevivência variavam de 0 a 4% no máximo, mostrando que a alimentação das larvas será o grande desafio a ser superado para a produção de Elacatinus puncticulatus em larga escala em cativeiro.

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