Por Roger Gonçalves
15 de junho de 2018

Estudo de Caso
O Aquário de Paranaguá está localizado na cidade de Paranaguá, litoral do Paraná. Foi inaugurado em 2014 e construído com recursos da compensação financeira pela Catallini, após os impactos ambientais causados pela explosão do navio Vicuña em 2004. A sua estrutura possui 26 recintos e abriga aproximadamente 200 espécies de animais nativos do Paraná e animais exóticos, entre as principais atrações estão os pinguins (alimentação diária às 11h e às 17h), os tubarões (alimentação diária às 14h), as raias no tanque de toque e o jacaré do Papo Amarelo, sendo o primeiro réptil de grande porte do aquário.

A experiência de estágio no Aquário de Paranaguá se iniciou uma semana após a sua inauguração, quando surgiu uma oportunidade de trabalhar no setor de manejo dos animais. Lá, acompanhei todos os processo de maturação biológicas dos recintos (tanques, filtros, caixas e ate mesmo toda a tubulação que ligam os sistemas), e que sem dúvidas, é um dos maiores desafios de um aquário recém-inaugurado. Isso porque, como prática, todo animal que chega a um local novo deve passar pela quarentena.

Durante o período de estágio, tive a oportunidade de aprender um pouco de tudo, pois semanalmente era feito um rodízio de setores para que tivesse a experiência com todos os animais do Aquário. Conseguimos nosso primeiro sucesso reprodutivo com o tubarões-bambu (Chiloscyllium punctatum) em 2015. Esta espécie de tubarão é exótica e é possível encontrar nos recifes de coral do Oceano Índico e Pacífico. Os tubarões-bambu podem chegar a 1,2 m de comprimento, são bentônicos, por isso, se alimentam de peixes de fundo de mar e invertebrados e vivem em média até os 40 anos. O primeiro tubarão-bambu a nascer no Aquário de Paranaguá, nasceu com 13 centímetros de comprimento e 11,2 gramas. Os tubarões em cativeiro, como no Aquário de Paranaguá, desempenham uma grande importância na educação ambiental, pois são considerados topo de cadeia alimentar e dessa forma desempenham uma função de equilíbrio nos oceanos controlando as populações marinhas.

E como o estágio contribui para a minha formação profissional?
De fato, a maior contribuição do estágio é a vivência prática. Muito além disso, situações externas ao próprio trabalho técnico acabam desenvolvendo uma postura profissional nos envolvidos. Questões como o relacionamento interpessoal, finanças, zelos e o principal, resolver problemas, são rotineiros dentro de qualquer lugar profissional. Outra questão fundamental é o de não ficar apenas na posição de estagiário, ou apenas fazendo o serviço braçal, tentando sempre trazer informações ou discutindo possíveis técnicas novas, buscando a melhoria das práticas aplicadas, mas sempre fundamentadas e muito bem traduzidas para os responsáveis de cada setor.