O cultivo de camarões e peixes exigem sistemas mais complexos e elaborados, parte devido à necessidade de impedir a dispersão dos animais que possuem comportamento ativo de natação e parte devido à necessidade de alimentação artificial, uma vez que a manutenção dos animais confinados os impede de explorar o ambiente.

A carcinicultura marinha ficou conhecida mundialmente devido a sua rápida expansão, tendo como principal propulsor o cultivo em sistemas de viveiros escavados e a utilização da espécie L. vannamei, exótica ao Brasil. Entretanto, diversos problemas são encontrados nesse tipo de sistema, assim, a viabilização de sistemas alternativos como cercados e cultivos em tanques-rede poderia abrir um novo horizonte para a atividade no Brasil, possibilitando o aprimoramento do cultivo das espécies nativas e a utilização de águas de domínio da União.

Cercados

Cercados são estruturas que ao redor do mundo têm sido empregadas para o cultivo de peixes em regimes usualmente de baixa intensificação. No Brasil, por sua vez, sua utilização tem sido estudada principalmente para o cultivo de camarões marinhos em regiões de baixa amplitude de marés, sendo adequados para áreas rasas e com baixas velocidades de corrente. Sua construção é feita com materiais de custo reduzido e disponibilidade local, como varas de bambu, fios galvanizados e cordas.

Tanque-rede de pequeno volume

Tentativas de cultivo de camarões em tanques-rede de pequeno volume foram feitas no litoral do Paraná e na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. Neste segundo caso, os tanques tinham dimensões de 2,0  x 2,0 x 1,4 m (comprimento x largura x altura), eram construídos com poliéster revestido por PVC (abertura de malha de  1,5 milímetros),  apoiados no fundo por varas de bambu. Em cada tanque-rede eram estocadas 200 PL26/m2 (Vaz et al., 2004).

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Vaz, L.J.; Wasielesky, W.J.; Cavalli, R.O.; Peixoto, S.; Santos, M.H.S. & Ballester, E. 2004. Growth and survival of pink shrimp (Farfantepenaeus paulensis) postlarvae in cages and pen enclosures. Scientia Agricola, Piracicaba, 61: 332-335