Bijupirá (Rachycentron canadum)

O bijupirá é uma espécie de crescimento muito rápido em cultivos, podendo alcançar de 6 a 8 kg em um ano, em condições ambientais adequadas, o que representa uma taxa de crescimento pelo menos duas vezes maior que a observada em salmões cultivados (Chang, 2003). Além do seu grande potencial zootécnico, apresenta taxas de conversão alimentar que variam de 1,5 a 1,8 e é muito valorizado no mercado internacional, onde o quilo é comercializado entre US$ 4,60 a US$ 5,60 (Pan, 2005).

Além de áreas com temperaturas superficiais adequadas (entre 23 e 32°C), águas com alta transparência e não poluídas são fundamentais para a criação de bijupirás de alta qualidade. Assim, os cultivos realizados em águas oceânicas apresentam resultados superiores aos realizados em áreas costeiras ou abrigadas. Entretanto, os cultivos oceânicos exigem elevados investimentos em tecnologias e equipamentos apropriados de cultivo, vigilância, despesca e armazenagem de insumos.

Segundo dados do MPA , há solicitação de áreas para instalação de cultivos na Bahia (Cairu, Itaparica, Taperoá), em Pernambuco (Recife), no Paraná (Guaratuba), no Rio de Janeiro (Angra dos Reis, Cabo Frio, Itaguaí, Mangaratiba, Parati), em São Paulo (Iguape, Ilha Comprida, Ilhabela, Ubatuba). Mas, até o presente, apenas o projeto da Aqualider, no litoral pernambucano, destaca-se por estar produzindo regularmente em escala comercial.

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Chang, D. 2003. O Cultivo de bijupirá em Taiwan. A escolha de um peixe de carne branca para consumidores exigentes. Panorama da Aquicultura 13(79): 43-49.

Pan, J. 2005. Um jeito taiwanês de criar bijupirá. O olhar de um brasileiro sobre o cultivo comercial do bijupirá em Peng Hu, Taiwan. Panorama da Aquicultura 15(90): 36-39.