A ÉTICA NA PRATICA DO BOM SENSO

(O BOM SENSO COMO FERRAMENTA BÁSICA DO DIA-DIA)

Diego Junqueira Stevanato

(10/08/2014)

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Muitos sistemas produtivos, laboratoriais, escritórios, e outros setores profissionais, seguem à risca códigos de ética cujas normas e diretrizes são meramente leis descritivas. É fundamental que todo serviço profissional seja cumprido de maneira que em sua execução, contribua sempre que possível para o desenvolvimento do trabalho coletivo.

Em laboratórios comumente os profissionais seguem regras voltadas ao uso de equipamentos, regras para permanência em determinados setores, subordinações e interferências dos próprios colegas de trabalho.

Para que os integrantes do coletivo trabalhem de forma harmônica, ou em um relacionamento profissional, alguns pontos devem ser adicionados aos códigos estabelecidos dentro das profissões, porém devem ser seguidos como conduta dentro e fora do setor profissional. Normas sempre são cabíveis de mudanças, tecnologias sempre são passíveis de transformações. As atitudes tomadas, nem sempre devem seguir o mesmo intuito. Essas devem impreterivelmente ser praticadas com atos de bom senso.

O bom sensoé definido como a capacidade que uma pessoa possui, ou deveria possuir, de se adequar às regras e costumes, fazendo bons julgamentos e escolhas em consideração às posteriores consequências. Esse vai muito mais além da capacidade de discernir o certo do errado.

O mesmo pode ser aplicado mesmo quando existem falhas ou quando cometemos atos que saiam fora do considerado normal. Nesse momento regras podem ser deixadas de lado, e o interesse deve ser coletivo.

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Figura 1. O remédio que deveria ser utilizado por todos, sem restrição.

Hoje as organizações estão contratando profissionais que tenham e pratiquem valores compatíveis aos seus. Não basta apenas a capacitação técnica, é preciso ser ético. Ser legal não é ser ético. Ser amigo de todos não é ser ético. Ser o puxa saco do chefe é menos ético ainda. Ser ético vai muito mais além de bons bate papos dentro da área de trabalho mais sim pelas condutas tomadas por esse determinado indivíduo tem dentro de um ambiente comum.

Sempre quando há “algo” de novo no ambiente de trabalho, e que esse tenha sido feito por alguém desconhecido, se o mesmo for algo considerado “bom”, notavelmente surgem inúmeras pessoas dizendo que foram as respectivas autoras. Se a mesma novidade ocorre, mais em contrapartida de aspecto maléfico, olhares são cruzados de maneira discriminativa, e ninguém assume o fato.

E o que fazer? Muito pode ser rapidamente mudado com atitudes tomadas a partir do bom senso. Parte-se em primeira etapa resolver o problema abordado e posterior busca do culpado. O coletivo deve trabalhar em equipe, no intuito de sempre, independente da causa, corrigir os erros, e depois tomar atitudes de punições, ao invés de já, em primeira etapa, punir o culpado enquanto o erro continua sem ser resolvido.

E se o ambiente requer um pouco mais de seriedade, o melhor é sempre observar os colegas mais antigos e experientes, de forma a manter o padrão de comportamento o mais semelhante possível, nunca esquecendo de praticar o bom senso em todos os atos do dia.