{"id":978,"date":"2013-10-25T18:28:58","date_gmt":"2013-10-25T20:28:58","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/toxicologia-de-peixes\/"},"modified":"2013-10-25T18:28:58","modified_gmt":"2013-10-25T20:28:58","slug":"toxicologia-de-peixes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/toxicologia-de-peixes\/","title":{"rendered":"Toxicologia de peixes"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 9pt 0in; text-align: center;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #597382;\">Projeto de Pesquisa<\/span><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Verdana, sans-serif; color: #597382;\">:&nbsp;<\/span><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">\u201cCitometria de fluxo como ferramenta para a avalia\u00e7\u00e3o dos efeitos t\u00f3xicos causados pelo \u00f3leo diesel e suas fra\u00e7\u00f5es sobre esp\u00e9cies nativas de peixes de ambientes dulc\u00edcolas do estado do Paran\u00e1\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">A intensifica\u00e7\u00e3o da atividade humana, tanto urbana quanto industrial, vem aumentando os aportes dos mais diferentes tipos de produtos qu\u00edmicos nos rios. Os hidrocarbonetos de petr\u00f3leo e poluentes org\u00e2nicos s\u00e3o exemplos de subst\u00e2ncias que podem afetar os corpos de \u00e1gua e, dessa forma, prejudicar o funcionamento desses ecossistemas. Acidentes ambientais, como derramamentos de petr\u00f3leo, agravam este problema e geram uma demanda por estudos de biomonitoramento, com o objetivo de avaliar os efeitos negativos sobre o ambiente.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">A polui\u00e7\u00e3o resultante da libera\u00e7\u00e3o de \u00f3leo para o ambiente aqu\u00e1tico, devido acidentes recentes, tornou-se uma preocupa\u00e7\u00e3o mundial por consequ\u00eancia de seus efeitos sobre os ecossistemas aqu\u00e1ticos. No estado do Paran\u00e1, recentemente dois graves acidentes foram registrados. Em julho de 2000 aproximadamente quatro milh\u00f5es de litros, ou cerca 25 mil barris de \u00f3leo cru, vazaram do oleoduto OSPAR, proveniente da Refinaria Presidente Get\u00falio Vargas (REPAR) localizada no munic\u00edpio de Arauc\u00e1ria, Paran\u00e1. Mesmo com o uso de conten\u00e7\u00e3o, para evitar a dispers\u00e3o, o \u00f3leo alcan\u00e7ou 45 km, a jusante do arroio Saldanha, contaminando o Rio Barigui e o Rio Igua\u00e7u. Alguns meses ap\u00f3s este acidente, em fevereiro de 2001, ocorreu o rompimento do poliduto OLAPA, liberando derivados leves de petr\u00f3leo na Serra do Mar Paranaense.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Poluentes de diferentes grupos qu\u00edmicos presentes no petr\u00f3leo como, metais pesados, hidrocarbonetos polic\u00edclicos arom\u00e1ticos (HPAs), bifen\u00f3is policlorados (PCBs) e surfactantes s\u00e3o capazes de alterar diferentes etapas da resposta imune inata de diferentes esp\u00e9cies de peixes. Como resultado deste efeito, popula\u00e7\u00f5es inteiras de peixes podem apresentar doen\u00e7as ocasionadas pela imunossupress\u00e3o induzida por esses agentes t\u00f3xicos.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">A exposi\u00e7\u00e3o aguda e cr\u00f4nica de peixes ao petr\u00f3leo tamb\u00e9m pode causar a diminui\u00e7\u00e3o da convers\u00e3o alimentar resultando em redu\u00e7\u00e3o do crescimento; altera\u00e7\u00e3o no metabolismo energ\u00e9tico; dist\u00farbios na habilidade respirat\u00f3ria, por altera\u00e7\u00f5es hematol\u00f3gicas e por inj\u00farias ao sistema imunol\u00f3gico; e, altera\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas, fisiol\u00f3gicas e gen\u00e9ticas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Entre os m\u00e9todos existentes de avalia\u00e7\u00e3o da resposta imune, a citometria de fluxo (CF) tem sido testada no estudo de popula\u00e7\u00f5es de peixes com sucesso. A CF \u00e9 um m\u00e9todo preciso, r\u00e1pido e eficaz na avalia\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos par\u00e2metros celulares, tanto estruturais como funcionais, propiciando a separa\u00e7\u00e3o e o estudo de diferentes popula\u00e7\u00f5es e subpopula\u00e7\u00f5es celulares. H\u00e1 algumas d\u00e9cadas esta ferramenta de an\u00e1lise tem sido rotineiramente utilizada na hematologia, imunologia e oncologia. Recentemente, estudos tem utilizado esta ferramenta para a avalia\u00e7\u00e3o de impactos resultantes da exposi\u00e7\u00e3o de peixes a compostos derivados do petr\u00f3leo.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Portanto, esse projeto de p\u00f3s-doutorado ir\u00e1 testar protocolos de CF em peixes de ambiente dulc\u00edcola do estado do Paran\u00e1 expostos a \u00f3leo diesel e suas fra\u00e7\u00f5es, para estabelecer subs\u00eddios para estudos de biomonitoramento. Permitindo, desta forma, identificar de forma mais precisa a interfer\u00eancia de incidentes com \u00f3leo diesel, em ambientes aqu\u00e1ticos continentais. Al\u00e9m disso, pretende-se interpretar o mecanismo de a\u00e7\u00e3o do \u00f3leo diesel e suas fra\u00e7\u00f5es sobre a capacidade de resposta imune de peixes e avaliar a rela\u00e7\u00e3o entre a presen\u00e7a de Prote\u00ednas de Estresse e a exposi\u00e7\u00e3o de peixes de ambientes dulc\u00edcolas ao \u00f3leo diesel e suas fra\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #708090; text-decoration: none;\"><a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K4776520A6\" target=\"_blank\">Gisela Geraldine Castilho-Westphal<\/a><\/span><\/strong><\/span><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: justify;\">&nbsp;possui gradua\u00e7\u00e3o em Medicina Veterin\u00e1ria pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (2003), mestrado em Ci\u00eancias Veterin\u00e1rias (2006), doutorado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas &#8211; Zoologia (2012) e p\u00f3s-doutorado em Zoologia em andamento, pela mesma institui\u00e7\u00e3o. Atualmente \u00e9 pesquisadora do Grupo Integrado de Aquicultura e Estudos Ambientais (GIA\/UFPR), onde tamb\u00e9m coordena o Laborat\u00f3rio de Histologia e Microbiologia. Tem experi\u00eancia nas \u00e1reas de Microbiologia, Histopatologia e Aquicultura, atuando principalmente nos seguintes temas: microbiologia, produ\u00e7\u00e3o e doen\u00e7as de animais aqu\u00e1ticos, avalia\u00e7\u00e3o de impactos ambientais, sanidade animal e sa\u00fade p\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt; text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000; font-family: monospace; font-size: 12.222222328186035px; background-color: #eaeaea;\">[widgetkit id=16]<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto de Pesquisa:&nbsp;\u201cCitometria de fluxo como ferramenta para a avalia\u00e7\u00e3o dos efeitos t\u00f3xicos causados pelo \u00f3leo diesel e suas fra\u00e7\u00f5es sobre esp\u00e9cies nativas de peixes de ambientes dulc\u00edcolas do estado do Paran\u00e1\u201d. 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