{"id":974,"date":"2013-09-20T18:51:09","date_gmt":"2013-09-20T21:51:09","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/capacidade-de-suporte\/"},"modified":"2013-09-20T18:51:09","modified_gmt":"2013-09-20T21:51:09","slug":"capacidade-de-suporte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/capacidade-de-suporte\/","title":{"rendered":"Capacidade de suporte"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">O termo &#8220;Capacidade de Suporte&#8221; vem sendo utilizado por pesquisadores desde o final do s\u00e9culo 19. Seu conceito tem sido empregado por diversos profissionais, para o desenvolvimento atividades nas \u00e1reas de biologia, sanitarismo, antropologia, geografia, manejo de pastagens, pesca, aquicultura, turismo, manejo da vida silvestre, entre outros (Starling <i>et al<\/i>., 2005).<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Apesar de receber v\u00e1rias defini\u00e7\u00f5es, a &#8220;Capacidade Suporte&#8221;, tem sido historicamente abordada por cientistas das mais diversas \u00e1reas como um indicador ambiental. O termo, que come\u00e7ou a ser empregado na d\u00e9cada de 1950, \u00e9 uma tentativa de se definir uma unidade de grandeza que estime a quantidade de determinado elemento ou de organismos que podem ser mantidos em um dado espa\u00e7o ou ambiente, sem deteriorar ou modificar significativamente as caracter\u00edsticas elementares desse ambiente.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Em \u00e1reas onde se pratica a aquicultura, a capacidade de suporte pode ser compreendida como sendo a biomassa m\u00e1xima que pode ser mantida em um ecossistema, a fim de maximizar a produ\u00e7\u00e3o, sem afetar negativamente a sua taxa de crescimento. Tem-se, portanto, que o conceito de capacidade de suporte aplicado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de organismos aqu\u00e1ticos enfatiza os danos ambientais oriundos da aquicultura (Smaal <i>et al<\/i>., 1998).<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Entretanto, o uso de indicadores da capacidade suporte de ecossistemas aqu\u00e1ticos capazes de estabelecer medidas e cen\u00e1rios confi\u00e1veis \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de atividades e seu gerenciamento \u00e9 fundamental e indiscut\u00edvel. Contudo, dados os aspectos din\u00e2micos do ambiente, tornam-se recomend\u00e1veis estudos de longa dura\u00e7\u00e3o e que considerem os processos biogeoqu\u00edmicos que controlam o fluxo e a ciclagem de subst\u00e2ncias que ingressam no recurso h\u00eddrico, as diferentes fontes, fluxos de \u00e1gua e materiais, indicadores biol\u00f3gicos e tend\u00eancias de mudan\u00e7as nos usos do entorno, al\u00e9m dos fatores clim\u00e1ticos.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">De modo geral, a metodologia utilizada foi coleta, processamento e an\u00e1lise de dados ambientais (dados prim\u00e1rios e secund\u00e1rios de qualidade da \u00e1gua), dados zoot\u00e9cnicos e avalia\u00e7\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00f5es comerciais e composi\u00e7\u00e3o estimada de excreta, e os resultados obtidos encontram-se em formato de tabelas no trabalho completo e foram utilizados na modelagem para demarca\u00e7\u00e3o dos parques aqu\u00edcolas. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 8pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Smaal, A. C.; Prins, T. C.; Dankers, N.; Ball, B. 1998. Minimum requirements for modeling bivalve carrying capacity. Aquatic Ecology, v. 31, p. 423-428.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 8pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Starling, F. L. R. M.; Pereira, C. E.; Angelini, R. 2005. <\/span><span style=\"font-size: 8pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Defini\u00e7\u00e3o da capacidade suporte do reservat\u00f3rio de furnas para cultivo intensivo de peixes em tanques-redes: Estudo t\u00e9cnico-cient\u00edfico visando a delimita\u00e7\u00e3o de parques aqu\u00edcolas no lago da usina hidroel\u00e9trica de Furnas-MG. UFMG.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O termo &#8220;Capacidade de Suporte&#8221; vem sendo utilizado por pesquisadores desde o final do s\u00e9culo 19. 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