{"id":968,"date":"2013-09-13T18:41:55","date_gmt":"2013-09-13T21:41:55","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/resultados-paranapanema\/"},"modified":"2013-09-13T18:41:55","modified_gmt":"2013-09-13T21:41:55","slug":"resultados-paranapanema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/resultados-paranapanema\/","title":{"rendered":"Resultados Paranapanema"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><strong><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; color: #597382;\">S\u00edntese de resultados<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Os parques aqu\u00edcolas propostos para os oito reservat\u00f3rios do rio Paranapanema tiveram como premissa atender todos os crit\u00e9rios, sejam ligados \u00e0s quest\u00f5es ambientais, sociais, econ\u00f4micas, legais, favorabilidade para o cultivo de til\u00e1pias em tanques-rede e gaiolas, entre outros, e mais a an\u00e1lise dos mapas e de produtos de SIG apresentados em vers\u00e3o digital. Alguns conflitos (declarados ou t\u00e1citos) de interesses entre os usu\u00e1rios dos reservat\u00f3rios tamb\u00e9m foram considerados para a demarca\u00e7\u00e3o dos parques aqui propostos. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">A demarca\u00e7\u00e3o dos parques aqu\u00edcolas foi realizada dentro das \u00e1reas classificadas como mais favor\u00e1veis, de acordo com os crit\u00e9rios t\u00e9cnicos adotados neste estudo. Conforme os crit\u00e9rios de n\u00edvel de favorabilidade adotados, n\u00e3o foram classificadas \u00e1reas como muitos adequadas ou mesmo como adequadas para o cultivo de til\u00e1pias em taques-rede e gaiolas nos reservat\u00f3rios do rio Paranapanema (quer por limita\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, de circula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua ou por outras raz\u00f5es ambientais). A \u00e1rea total analisada foi de 176.933,46 ha (100%), sendo que 102.715,21 ha (58,05%) foram classificados como \u00e1reas inadequadas ao cultivo de til\u00e1pias; 61.320,50 ha (34,66%) foram classificados como \u00e1reas pouco adequadas e 12.897,75 ha (7,29%) s\u00e3o \u00e1reas classificadas como moderadamente adequadas ao cultivo de til\u00e1pias em tanques-rede e gaiolas. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Foram analisados os poss\u00edveis impactos na qualidade da \u00e1gua da implanta\u00e7\u00e3o de parques aqu\u00edcolas nos oito reservat\u00f3rios do rio Paranapanema. Com este objetivo, dois cen\u00e1rios foram simulados com o uso do sistema de modelagem MOHID, considerando modelos previamente validados para cada reservat\u00f3rio:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">\u2022 Cen\u00e1rio I \u2013 \u00e1rea total ocupada pelos parques aqu\u00edcolas igual a 1% da \u00e1rea superficial considerando a deple\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, conforme a <a href=\"http:\/\/www.ibama.gov.br\/documentos-recursos-pesqueiros\/instrucao-normativa\" target=\"_blank\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa Interministerial n\u00ba 7, de 28 de Abril de 2005<\/a>;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">\u2022 Cen\u00e1rio II \u2013 \u00e1rea total dos parques aqu\u00edcolas obtida a partir do modelo estat\u00edstico de Dillon &amp; Rigler (1974). Para o c\u00e1lculo da capacidade de suporte, utilizado atualmente pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA) como base para a emiss\u00e3o de outorgas para atividades de aquicultura. No caso da \u00e1rea total ser maior que 1%, respeitou-se o limite da legisla\u00e7\u00e3o, deixando a \u00e1rea m\u00e1xima em 1%.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">O primeiro cen\u00e1rio aponta para uma produ\u00e7\u00e3o anual potencial de aproximadamente 161 mil toneladas de peixe. Nesse cen\u00e1rio, os resultados do progn\u00f3stico da qualidade da \u00e1gua para esta produ\u00e7\u00e3o mostram uma tend\u00eancia de aumento do estado tr\u00f3fico em todos os reservat\u00f3rios, alterando-se o estado mesotr\u00f3fico (presente na maioria dos reservat\u00f3rios atualmente) para eutr\u00f3fico e at\u00e9 supereutr\u00f3fico.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">No segundo cen\u00e1rio, determinou-se a \u00e1rea total dos parques aqu\u00edcolas atrav\u00e9s da metodologia seguida atualmente pela ANA para a emiss\u00e3o de outorgas, utilizando-se do modelo estat\u00edstico para o c\u00e1lculo da capacidade de suporte de Dillon &amp; Rigler (1974). A produ\u00e7\u00e3o potencial anual para este cen\u00e1rio seria de aproximadamente 63 mil toneladas de peixe por ano. Neste cen\u00e1rio, o estado tr\u00f3fico de forma geral se manteve praticamente inalterado em rela\u00e7\u00e3o ao observado no diagn\u00f3stico at\u00e9 o reservat\u00f3rio de Canoas II, a n\u00e3o ser em algumas regi\u00f5es pr\u00f3ximas a parques aqu\u00edcolas neste reservat\u00f3rio e em Jurumirim. A partir do reservat\u00f3rio de Capivara houve uma tend\u00eancia para o estado eutr\u00f3fico. Isso pode ser explicado pelo aumento das cargas de nutrientes provenientes dos reservat\u00f3rios \u00e0 montante, devido aos dejetos produzidos pelas atividades aqu\u00edcolas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Na tabela abaixo s\u00e3o mostradas as \u00e1reas totais dos parques aqu\u00edcolas propostos obtidas para ambos os cen\u00e1rios apresentados (I e II) e tamb\u00e9m o n\u00famero total de parques propostos para cada reservat\u00f3rio. Apenas nos reservat\u00f3rios maiores (Capivara, Chavantes e Jurumirim), a \u00e1rea calculada no Cen\u00e1rio II foi inferior \u00e0 obtida previamente no Cen\u00e1rio I, considerando o limite de 1% da \u00e1rea superficial no ponto de deple\u00e7\u00e3o m\u00e9dio previsto na legisla\u00e7\u00e3o. Nestes casos, parte dos parques delimitados no Cen\u00e1rio I foi exclu\u00edda e a parte restante foi reduzida para atender aos pr\u00e9-requisitos para demarca\u00e7\u00e3o de \u00e1rea no Cen\u00e1rio II.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0in 0.0001pt; line-height: 14.25pt; text-align: center;\">&nbsp;<strong style=\"text-align: center; font-size: 11px;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana, sans-serif; color: #1f497d;\">Tabela <\/span><\/strong><strong style=\"text-align: center; font-size: 11px;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Verdana, sans-serif; color: #1f497d;\">&#8211; Quantidade total de \u00e1reas (em ha) identificadas nos parques aqu\u00edcolas, em cada um dos reservat\u00f3rios da calha do rio Paranapanema, nos dois Cen\u00e1rios estudados.<\/span><\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-967\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/tabela-resultados-paranapanema.JPG\" alt=\"tabela resultados paranapanema\" width=\"602\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/tabela-resultados-paranapanema.JPG 602w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/tabela-resultados-paranapanema-300x139.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/tabela-resultados-paranapanema-440x204.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\" align=\"center\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><span><span style=\"font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: 'Gill Sans MT', sans-serif;\"><span><span style=\"font-size: 11pt; line-height: 115%;\"><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: 'Gill Sans MT', sans-serif;\"><span>* Dillon, P. J. E F. H. Rigler. 1974. The phosphorus-chlorophyll relationship in lakes. <\/span><\/span><span style=\"font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: 'Gill Sans MT', sans-serif;\">Limin. Oceanogr. 19: 767-773.<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00edntese de resultados Os parques aqu\u00edcolas propostos para os oito reservat\u00f3rios do rio Paranapanema tiveram como premissa atender todos os crit\u00e9rios, sejam ligados \u00e0s quest\u00f5es ambientais, sociais, econ\u00f4micas, legais, favorabilidade para o cultivo de til\u00e1pias em tanques-rede e gaiolas, entre outros, e mais a an\u00e1lise dos mapas e de produtos de SIG apresentados em vers\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":967,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-968","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-publicacoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/968","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=968"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/968\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/967"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=968"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=968"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=968"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}