{"id":900,"date":"2013-07-29T18:31:29","date_gmt":"2013-07-29T21:31:29","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/emergentes\/"},"modified":"2013-07-29T18:31:29","modified_gmt":"2013-07-29T21:31:29","slug":"emergentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/emergentes\/","title":{"rendered":"Crust\u00e1ceos"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><strong><span style=\"font-size: 12pt; font-family: Verdana, sans-serif; color: #597382;\">Camar\u00e3o-rosa (<i>Farfantepenaeus paulensis<\/i>), Camar\u00e3o-branco (<i>Litopenaeus schmitti<\/i>) e Camar\u00e3o-cinza (<i>Litopenaeus vannamei<\/i>)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Os cultivos de camar\u00e3o s\u00e3o o grande destaque da aquicultura brasileira e talvez aqueles que mais despertem a aten\u00e7\u00e3o de eventuais investidores que pensam em ingressar na atividade. Quando se fala em atrair o interesse das comunidades pesqueiras para a maricultura, tamb\u00e9m s\u00e3o os cultivos de camar\u00f5es que parecem mais atrativos a esse p\u00fablico, afinal, o camar\u00e3o \u00e9 um dos nossos mais valiosos recursos pesqueiros. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">No entanto, a tecnologia verdadeiramente desenvolvida, testadas, validadas e prontas para a aplica\u00e7\u00e3o nas mais diferentes escalas de produ\u00e7\u00e3o e n\u00edveis de tecnifica\u00e7\u00e3o dizem respeito aos cultivos realizados em viveiros. Muito pouca tecnologia est\u00e1 dispon\u00edvel em n\u00edvel suficiente ou ent\u00e3o os resultados ainda s\u00e3o muito inconstantes para que se possa fomentar o investimento em escala comercial quando se trata da produ\u00e7\u00e3o em outros sistemas. No \u00e2mbito dos PLDM, os camar\u00f5es poderiam, ao menos teoricamente, ser cultivados em dois sistemas: tanques-rede ou cercados. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">A tecnologia para cultivo em tanques-rede come\u00e7ou a ser desenvolvida no Brasil, na Bahia, durante a d\u00e9cada de 80, gra\u00e7as \u00e0 iniciativa e aos investimentos da empresa Sansuy S\/A, que vislumbrou na atividade uma oportunidade de envolvimento de pequenos produtores na carcinicultura. Naquele caso, depois de anos de tentativas, os tanques-rede se mostraram somente eficientes para a forma\u00e7\u00e3o de plantel de reprodutores, ou seja, mantendo-se densidades de povoamento muito baixas. Se, por um lado, o povoamento em baixas densidades pode inviabilizar a produ\u00e7\u00e3o de animais destinados ao consumo humano, por outro, torna vi\u00e1vel, tanto t\u00e9cnica quanto economicamente, o cultivo e a comercializa\u00e7\u00e3o de reprodutores destinados aos laborat\u00f3rios de produ\u00e7\u00e3o de p\u00f3s-larvas. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">No Paran\u00e1, no final dos anos 1990 e in\u00edcio dos anos 2000, com a carcinicultura apresentando grande destaque no pa\u00eds, produ\u00e7\u00e3o de camar\u00e3o marinho em tanque-rede come\u00e7ou a atrair o interesse de investidores e produtores (Pereira, 2004). No entanto, depois de envolver com mais de 80 investidores e cerca de 600 tanques-rede instalados na ba\u00eda de Guaratuba para cultivo do camar\u00e3o-cinza, <i>L. vannamei<\/i>, a falta de uma tecnologia consistente para enfrentar os problemas t\u00e9cnicos e econ\u00f4micos naturais de qualquer atividade nova provocou um colapso total do empreendimento e os cultivos em tanques-rede foram definitivamente abandonados. A partir de ent\u00e3o, ao menos do estado do Paran\u00e1, tanques-rede s\u00f3 s\u00e3o utilizados por vendedores de camar\u00f5es para isca-viva. Neste caso, os juvenis s\u00e3o apenas estocados nos tanques por alguns dias (no m\u00e1ximo 10-15), enquanto esperam por compradores, n\u00e3o chega a haver de fato um cultivo.&nbsp; No entanto, os cultivos em escala experimental continuam a ser realizados no pa\u00eds. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Desde 1994, pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Universidade Federal do Rio Grande &#8211; FURG v\u00eam trabalhando para o desenvolvimento de um pacote tecnol\u00f3gico para o cultivo do camar\u00e3o-rosa <i>F. paulensis<\/i> em estruturas alternativas de baixo custo &#8211; gaiolas e cercados. Neste sentido, j\u00e1 foram realizadas diversas pesquisas que v\u00e3o desde a indu\u00e7\u00e3o \u00e0 matura\u00e7\u00e3o dos reprodutores at\u00e9 a engorda dos camar\u00f5es em gaiolas, viveiros e cercados (Cavalli <i>et al<\/i>., 1997; Cavalli <i>et al<\/i>., 1998; Wasielesky <i>et al.<\/i>, 1999). Entretanto ainda existem muitas lacunas a serem preenchidas para estabelecer as melhores condi\u00e7\u00f5es para o seu crescimento nesses sistemas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">J\u00e1 os cultivos de <i>L. schmitti<\/i> foram realizados em algumas regi\u00f5es durante as d\u00e9cadas de 1970 e 1980. Com a entrada de <i>L. vannamei<\/i> no pa\u00eds, os cultivos do camar\u00e3o-branco foram abandonados, pois n\u00e3o havia tecnologia apropriada para o cultivo da esp\u00e9cie, nem forma\u00e7\u00e3o de planteis selecionados de reprodutores ou insumos espec\u00edficos para este camar\u00e3o, o que proporcionava uma competi\u00e7\u00e3o totalmente desigual com <i>L. vannamei<\/i>. No Paran\u00e1, a esp\u00e9cie foi cultivada na Fazenda Borges, mas os \u00edndices zoot\u00e9cnicos obtidos nunca chegaram tamb\u00e9m a rivalizar com os alcan\u00e7ados nos cultivos de <i>L. vannamei<\/i>. N\u00e3o foram encontrados registros do cultivo desta esp\u00e9cie em cercados ou em tanques-rede.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Pode-se afirmar que atualmente n\u00e3o existe ainda tecnologia suficientemente desenvolvida para cultivo em escala comercial em tanques-rede ou em cercados para nenhuma das tr\u00eas esp\u00e9cies potencialmente cultiv\u00e1veis de camar\u00e3o no litoral paranaense (<i>F. paulensis<\/i>, <i>L. schmitti<\/i> e <i>L. vannamei<\/i>). Sem o dom\u00ednio dessa tecnologia e da viabiliza\u00e7\u00e3o comercial dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o de camar\u00e3o em \u00e1reas da Uni\u00e3o, \u00e9 absolutamente prematura a demarca\u00e7\u00e3o de \u00e1reas para cultivo de no \u00e2mbito dos PLDM. Por essa raz\u00e3o, as tr\u00eas esp\u00e9cies s\u00e3o aqui apresentadas apenas como &#8220;esp\u00e9cies potenciais&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"color: #000000; font-family: monospace; font-size: 12.222222328186035px; background-color: #eaeaea;\">[widgetkit id=52]<\/span> <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 7pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Cavalli, R. O.; Scardua, M. &amp; Wasielewsky Jr., W. 1997. <\/span><span style=\"font-size: 7pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Reproductive performance of different-sized wild and pond reared Penaeus paulensis females. J. World Aquac. Soc.28(3): 260-267.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 7pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Cavalli, R. O.; Peixoto, S. M.&nbsp; &amp; Wasielewsky Jr, W. 1998. Performance of Penaeus paulensis (P\u00e9rez-Farfante) broodstock under long-term exposure to ammonia. Aquaculture Research, 29:815-822.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 7pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Pereira, L. A. 2004. Cultivo do camar\u00e3o branco do Pac\u00edfico, Litopenaeus vannamei (Boone, 1931), em tanques-rede no litoral paranaense: estudo de caso. Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado. Curso de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Veterin\u00e1rias. Curitiba, PR. 104 p.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 7pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Wasielesky Jr. W.; Jensen, L.; Peixoto, S.; Poersch, L. H. &amp; Bianchini, A. 1999. Cultivo do camar\u00e3o-rosa Farfantepenaeus paulensis em cercados no estu\u00e1rio da Lagoa dos Patos. Resumos Expandidos\/XII Semana Nacional de Oceanografia. Rio de Janeiro: UERJ, 1:325-327.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Camar\u00e3o-rosa (Farfantepenaeus paulensis), Camar\u00e3o-branco (Litopenaeus schmitti) e Camar\u00e3o-cinza (Litopenaeus vannamei) Os cultivos de camar\u00e3o s\u00e3o o grande destaque da aquicultura brasileira e talvez aqueles que mais despertem a aten\u00e7\u00e3o de eventuais investidores que pensam em ingressar na atividade. Quando se fala em atrair o interesse das comunidades pesqueiras para a maricultura, tamb\u00e9m s\u00e3o os cultivos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-900","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-publicacoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/900","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=900"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/900\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}