{"id":887,"date":"2013-07-19T18:33:14","date_gmt":"2013-07-19T21:33:14","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/moluscos-bilvalves\/"},"modified":"2013-07-19T18:33:14","modified_gmt":"2013-07-19T21:33:14","slug":"moluscos-bilvalves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/moluscos-bilvalves\/","title":{"rendered":"Moluscos bilvalves"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Capazes de ocupar diversas zonas no ambiente marinho, os moluscos bivalves se destacam como um dos grupos mais vers\u00e1teis da aquicultura, adaptando-se a uma s\u00e9rie de sistemas de cultivos bastante diversos entre si. Assim como as macroalgas, estes organismos requerem baixo grau de manejo, necessitando, basicamente, de um substrato de fixa\u00e7\u00e3o ou para se enterrarem, al\u00e9m de ficar submersos parte do dia ou o dia todo para a realiza\u00e7\u00e3o de sua particular forma de alimenta\u00e7\u00e3o, a filtra\u00e7\u00e3o. Naturalmente, existem particularidades entre as in\u00fameras esp\u00e9cies de bivalves cultiv\u00e1veis, que influenciam na sele\u00e7\u00e3o dos sistemas. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Os <i>long lines<\/i> (espinh\u00e9is), as mesas e as balsas s\u00e3o os sistemas mais empregados em cultivos comerciais no mundo, sendo largamente difundidos, desde a \u00c1sia (China, Mal\u00e1sia), Europa (principalmente Espanha e Fran\u00e7a), at\u00e9 as Am\u00e9ricas (Canad\u00e1, Estados Unidos, Chile, Venezuela e Brasil).<\/span> <span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Tais sistemas permitem o cultivo de uma grande quantidade de moluscos utilizando-se pouca \u00e1rea, j\u00e1 que exploram a coluna d\u00b4\u00e1gua e ocupam, assim, tridimensionalmente o espa\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><strong><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; color: #597382;\">Semeadura Direta<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">A semeadura direta \u00e9 utilizada em cultivos de moluscos (mexilh\u00f5es, sururus, ostras, abalone, lambreta e massunim) e tamb\u00e9m de macroalgas. O princ\u00edpio \u00e9 simples: as sementes s\u00e3o depositadas diretamente sobre o fundo. Em alguns casos, podem ser instaladas telas ou barreiras para prote\u00e7\u00e3o dos organismos cultivados. Este \u00e9 um m\u00e9todo de cultivo tradicional e muito barato, praticado em muitos locais do mundo. Por\u00e9m, sua desvantagem \u00e9 n\u00e3o ser t\u00e3o produtivo como os sistemas suspensos. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><strong><i><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; color: #597382;\">Long-lines<\/span><\/i><\/strong><strong><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; color: #597382;\"> de superf\u00edcie (espinhel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Segundo Poli (2004), s\u00e3o estruturas que permitem cultivar os moluscos em regi\u00f5es mais abertas e profundas (entre 4 e 40 m de profundidade), sujeitas a maiores for\u00e7as, como ba\u00edas e enseadas e at\u00e9 mesmo em mar aberto. Recomenda-se que a profundidade m\u00ednima no local de instala\u00e7\u00e3o seja de 3 m durante a mar\u00e9 mais baixa do ano. Correntes muito fortes podem afetar negativamente os cultivos.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><strong><i><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; color: #597382;\">Long-lines<\/span><\/i><\/strong><strong><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; color: #597382;\"> de meia \u00e1gua<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><i><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Long-lines<\/span><\/i><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\"> de meia \u00e1gua constituem um sistema de cultivo apropriado para locais com profundidades maiores, em torno de 10 m ou mais. T\u00eam um custo de implanta\u00e7\u00e3o muito elevado e que envolve a opera\u00e7\u00e3o com barcos e equipamentos especializados.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Na linha de cultivo a meia-\u00e1gua os flutuadores, s\u00e3o submersos e inicialmente amarrados a cada 10 metros no cabo principal e sua marca\u00e7\u00e3o deve ser feita com o uso de b\u00f3ias sinalizadoras.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><strong><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; color: #597382;\">Balsas<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">As balsas, assim como as mesas, s\u00e3o sistemas usualmente empregados nos cultivos de moluscos bivalves. O sistema \u00e9 basicamente composto por um conjunto de boias e arma\u00e7\u00f5es de madeira mantido na superf\u00edcie da \u00e1gua. Uma balsa pode ser ancorada por uma ou mais poitas, mas respeitando-se uma quantidade m\u00ednima de cabo equivalente a tr\u00eas vezes a profundidade do local. O tamanho das estruturas empregadas no Brasil costuma variar entre 4 x 6 m a&nbsp; 7 x 14 m.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><strong><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; color: #597382;\">Mesas<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">O sistema fixo, tamb\u00e9m conhecido como varal, mesa ou &#8220;rack&#8221; \u00e9 empregado em locais com baixa din\u00e2mica e profundidade de at\u00e9 3 metros. Esta estrutura de cultivo \u00e9 semelhante a uma &#8220;mesa&#8221;, composta por um&nbsp; conjunto de estacas ou postes &#8211; de madeira, concreto, PVC&nbsp; ou metal &#8211; cravados no leito marinho e ligados entre si. Os p\u00e9s dessas mesas s\u00e3o enterrados em fileiras, espa\u00e7ados entre si a cada 2 ou 3 metros. Sobre estes p\u00e9s \u00e9 feita uma arma\u00e7\u00e3o horizontal, gradeado onde as cordas de mexilh\u00f5es e\/ou as lanternas de ostras s\u00e3o amarradas.&nbsp; A proposta \u00e9 manter os organismos cultivados sem contato direto com o fundo.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><strong><span style=\"font-family: Verdana, sans-serif; color: #597382;\">Varais e racks<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">Outros sistemas fixos de cultivo de ampla utiliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o os varais e os racks,&nbsp; conhecidos como cultivos suspensos fixos. Tamb\u00e9m s\u00e3o empregados em locais com baixa din\u00e2mica e profundidades m\u00e1ximas de at\u00e9 4 metros. A diferen\u00e7a para os sistemas de mesa se d\u00e1 pela forma de fixa\u00e7\u00e3o e posicionamento das estruturas de cultivo, que nas primeiras s\u00e3o apoiadas e neles penduradas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 9pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif;\">O sistema de varal \u00e9 composto por um conjunto de estacas ou postes de madeira, concreto, PVC ou metal, cravados no leito marinho e ligados entre si atrav\u00e9s de cabos de nylon tran\u00e7ado ou de polietileno, j\u00e1 nos racks, a interliga\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por estacas r\u00edgidas ou bambus (travess\u00f5es).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif;\"><span style=\"color: #000000; font-family: monospace; font-size: 12.222222328186035px; background-color: #eaeaea;\">[widgetkit id=37]<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 115%; font-family: Verdana, sans-serif;\">Poli, C. R. 2004. Cultivo de ostras do Pac\u00edfico (<i>Crassostrea gigas<\/i>, 1852). Eds. C. R. Poli, A. T. Poli, E. R. Andreatta, &amp; E. Beltrame. Florian\u00f3polis, SC: Aquicultura: experi\u00eancias brasileiras. pp. 251-266.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Capazes de ocupar diversas zonas no ambiente marinho, os moluscos bivalves se destacam como um dos grupos mais vers\u00e1teis da aquicultura, adaptando-se a uma s\u00e9rie de sistemas de cultivos bastante diversos entre si. 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