{"id":876,"date":"2013-07-10T13:51:55","date_gmt":"2013-07-10T16:51:55","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/aline-horodesky\/"},"modified":"2017-11-30T16:58:36","modified_gmt":"2017-11-30T18:58:36","slug":"ostras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/ostras\/","title":{"rendered":"Ostras"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\">Aline Horodesky<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Projeto de Pesquisa:<\/strong>\u00a0\u201cInflu\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es ambientais na sobreviv\u00eancia e nas caracter\u00edsticas microbiol\u00f3gicas da ostra do mangue Crassostrea brasiliana (Lamarck, 1819) (Bivalvia, Ostreidae).\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa esta voltada a tr\u00eas linhas de estudo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Influ\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es ambientais nas taxas de sobreviv\u00eancia da ostra do mangue (Crassostrea brasiliana)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ostras do g\u00eanero Crassostrea s\u00e3o moluscos bivalves presentes no infralitoral, distribuindo-se desde o estado de Santa Catarina, na regi\u00e3o Sul do Brasil, at\u00e9 o Par\u00e1, na Regi\u00e3o Norte. A esp\u00e9cie C. brasiliana \u00e9 capaz de sobreviver em salinidades de 8 a 34 e tem um melhor desempenho na faixa de 15 a 25, classificando-a como uma esp\u00e9cie eurialina. Observa\u00e7\u00f5es a campo mostram que a esp\u00e9cie est\u00e1 bem adaptada a viver em ambientes de grande varia\u00e7\u00e3o de salinidade, suportando \u00e1guas com salinidade muito pr\u00f3xima a zero por per\u00edodos relativamente curtos de tempo. Por\u00e9m, em salinidades abaixo de 8 as ostras fecham suas conchas e param de filtrar. Por isso, quando as ostras est\u00e3o expostas a salinidades pr\u00f3ximas ao seu limite de toler\u00e2ncia pode haver redu\u00e7\u00e3o na taxa de ingest\u00e3o e at\u00e9 mesmo na paralisa\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o, acarretando diminui\u00e7\u00e3o do crescimento e mortalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, est\u00e3o sendo realizados experimentos com o objetivo de avaliar as taxas de sobreviv\u00eancia de ostras em imers\u00e3o em diferentes salinidades e temperaturas, assim como avaliar a influ\u00eancia da temperatura ambiente no tempo de sobreviv\u00eancia de ostras mantidas fora da \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Caracter\u00edsticas microbiol\u00f3gicas da ostra do mangue (Crassostrea brasiliana) do litoral paranaense<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O consumo de ostras tem aumentado consideravelmente em todo o mundo nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas e, paralelamente, o n\u00famero de surtos associados ao consumo deste molusco vem aumentado proporcionalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As ostras se alimentam da mat\u00e9ria org\u00e2nica presente no pl\u00e2ncton atrav\u00e9s da filtra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Na presen\u00e7a de micro-organismos patog\u00eanicos ou microalgas nocivas na \u00e1gua, estes s\u00e3o retidos e concentrados no trato intestinal dos moluscos. Caso o processamento e preparo das ostras n\u00e3o seja eficiente na remo\u00e7\u00e3o (depura\u00e7\u00e3o) ou destrui\u00e7\u00e3o (cozimento) destes micro-organismos ou toxinas, o consumo de ostras pode representar um perigo \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhecer e quantificar a influ\u00eancia de vari\u00e1veis ambientais sobre a sobreviv\u00eancia de C. brasiliana e estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre tais vari\u00e1veis e a contamina\u00e7\u00e3o microbiol\u00f3gica de ostras \u00e9 fundamental n\u00e3o apenas pelos aspectos biol\u00f3gicos envolvidos na quest\u00e3o, mas tamb\u00e9m para possibilitar a defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias para uma melhor conserva\u00e7\u00e3o das ostras durante o transporte e comercializa\u00e7\u00e3o e, desta forma para se manter as contagens bacterianas dentro de n\u00edveis seguros para a sa\u00fade do consumidor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Influ\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es ambientais na presen\u00e7a de brown cells no tecido de ostras do mangue (Crassostrea brasiliana)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As ostras possuem as chamadas brown cells que s\u00e3o c\u00e9lulas respons\u00e1veis por mecanismos de defesa contra pat\u00f3genos, respostas inflamat\u00f3rias, controle de batimentos card\u00edacos e detoxifica\u00e7\u00e3o celular. A varia\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas nos tecidos das ostras pode estar relacionada \u00e0 resposta contra agentes ex\u00f3genos e que os locais de maior preval\u00eancia de brown cells seriam pontos de excre\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias indesej\u00e1veis para o bivalve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a partir dos resultados encontrados com a avalia\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas ser\u00e1 poss\u00edvel definir, se as altera\u00e7\u00f5es das condi\u00e7\u00f5es ambientais possibilitam o aumento das brown cells nos tecidos das ostras, como respostas de defesa do organismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aline Horodesky\u00a0possui gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria-Paran\u00e1 (2009) e mestrado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (Zoologia) pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (2012). Atualmente \u00e9 pesquisadora do Grupo Integrado de Aquicultura e Estudos Ambientais da UFPR. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de crust\u00e1ceos e monitoramento da ictiofauna em ambientes impactados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aline Horodesky Projeto de Pesquisa:\u00a0\u201cInflu\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es ambientais na sobreviv\u00eancia e nas caracter\u00edsticas microbiol\u00f3gicas da ostra do mangue Crassostrea brasiliana (Lamarck, 1819) (Bivalvia, Ostreidae).\u201d A pesquisa esta voltada a tr\u00eas linhas de estudo: &#8211; Influ\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es ambientais nas taxas de sobreviv\u00eancia da ostra do mangue (Crassostrea brasiliana) Ostras do g\u00eanero Crassostrea s\u00e3o moluscos bivalves [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"footnotes":""},"categories":[47,45],"tags":[],"class_list":["post-876","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-doutorandos","category-trabalhos-da-pos-graduacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=876"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/876\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}