{"id":8449,"date":"2020-01-31T13:38:00","date_gmt":"2020-01-31T16:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/?p=8449"},"modified":"2021-04-20T11:16:08","modified_gmt":"2021-04-20T14:16:08","slug":"doencas-na-carcinicultura-um-fator-limitante-para-o-abastecimento-de-alimento-no-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/doencas-na-carcinicultura-um-fator-limitante-para-o-abastecimento-de-alimento-no-futuro\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7as na carcinicultura: um fator limitante para o abastecimento de alimento no futuro"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"8449\" class=\"elementor elementor-8449\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-b3097ca elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default exad-glass-effect-no exad-sticky-section-no\" data-id=\"b3097ca\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-9d21244 exad-glass-effect-no exad-sticky-section-no\" data-id=\"9d21244\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-53ec50f exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"53ec50f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Por Camila Tavares<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-80ffa49 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"80ffa49\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Proje\u00e7\u00f5es populacionais globais preveem a expans\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o humana da estimativa atual de 7 bilh\u00f5es para entre 8,8 e 9,1 bilh\u00f5es em 2050 (Fischer et al., 2009; Anderson, 2010). Nas tr\u00eas d\u00e9cadas entre 1970 e 2000, ocorreram aumentos significativos no consumo global de alimentos per capita, aumentando quase 400 kcal por pessoa por dia. Curiosamente, n\u00e3o apenas o consumo de calorias foi alterado, mas a composi\u00e7\u00e3o da dieta tamb\u00e9m mudou em v\u00e1rias regi\u00f5es. Por exemplo, na China, o aumento do consumo de \u00f3leos vegetais (680%), carne (349%) e a\u00e7\u00facar (305%) acompanhou um decl\u00ednio no consumo de leguminosas, ra\u00edzes e tub\u00e9rculos no per\u00edodo de 1963 a 2003 (Kearney, 2010). A mudan\u00e7a na demanda por alimentos associada a altera\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas leva a perguntas sobre o futuro suprimento de alimentos e a chamada &#8220;seguran\u00e7a alimentar&#8221; global. A seguran\u00e7a alimentar \u00e9 definida como o cen\u00e1rio em que \u201ctodas as pessoas t\u00eam acesso f\u00edsico, social e econ\u00f4mico a alimentos suficientes, seguros e nutritivos para satisfazer suas necessidades e prefer\u00eancias alimentares para uma vida ativa e saud\u00e1vel\u201d (FSN Forum 2007; http:\/\/km.fao.org\/fsn\/).<\/p><p>Em termos de prote\u00edna animal, os sistemas de produ\u00e7\u00e3o de gado ocupam cerca de 30% da \u00e1rea de superf\u00edcie livre de gelo do mundo (Steinfeld et al., 2006), valem cerca de 1,4 trilh\u00f5es de d\u00f3lares e empregam mais de 1,3 bilh\u00f5es de pessoas no mundo (Thornton, 2010). A produ\u00e7\u00e3o global de prote\u00edna de animais aqu\u00e1ticos inclui a aquicultura marinha e de \u00e1gua doce. A aquicultura cresceu mais rapidamente do que qualquer outro setor produtor de alimentos durante os \u00faltimos 50 anos, a produ\u00e7\u00e3o global aqu\u00edcola foi de 110,2 milh\u00f5es de toneladas, estimando-se um valor comercial de primeira venda em cerca de 243 milh\u00f5es de d\u00f3lares em 2016 (FAO 2018). No Brasil, por exemplo, a aquicultura brasileira apresentou crescimento de 123% entre 2005 e 2015, passando de 257 mil para 574 mil toneladas de pescado nesse per\u00edodo (EMBRAPA, 2016). Em termos de consumo de prote\u00edna de fontes aqu\u00e1ticas (peixes, crust\u00e1ceos, moluscos e etc.), os maiores aumentos no consumo ocorreram na Oceania e na \u00c1sia e especialmente na China, onde o consumo aumentou de 11 g para 69 g por pessoa por dia no per\u00edodo de 1963 a 2003 (Stentiford et al., 2012).<\/p><p>At\u00e9 2050, a aquicultura precisar\u00e1 atingir produ\u00e7\u00e3o de 231 milh\u00f5es de toneladas (quase o dobro da produ\u00e7\u00e3o atual) para suprir a demanda global (Kearney, 2010). Tendo em conta as limita\u00e7\u00f5es da pesca para proporcionar uma maior oferta durante este per\u00edodo, a aquicultura e, em particular, a proveniente do ambiente marinho, tem potencial para preencher o d\u00e9ficit e para fornecer alimento suficiente para suprir a demanda futura por frutos-do-mar. Os camar\u00f5es marinhos formam a propor\u00e7\u00e3o mais significativa do setor de aquicultura de crust\u00e1ceos com aproximadamente 7,9 milh\u00f5es de toneladas produzidas em 2016 (FAO 2018). Enquanto a produ\u00e7\u00e3o pesqueira permaneceu praticamente est\u00e1tica, a produ\u00e7\u00e3o aqu\u00edcola de esp\u00e9cies chave, incluindo o camar\u00e3o-branco-do-Pac\u00edfico (<em>Penaeus vannamei<\/em>), sofreu uma r\u00e1pida expans\u00e3o global desde 2000 e rende cerca de 9 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano. O camar\u00e3o tigre (<em>Penaeus monodon<\/em>) acrescenta mais 3 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano em valor de produ\u00e7\u00e3o (FAO 2018). A carcinicultura \u00e9 predominantemente praticada na Am\u00e9rica Central e do Sul e na \u00c1sia, particularmente na China. O consumo de camar\u00e3o ocorre mais amplamente e as exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o focadas nos EUA, no Jap\u00e3o e na Uni\u00e3o Europeia (Stentiford et al., 2012).<\/p><p>Os crust\u00e1ceos dec\u00e1podes podem hospedar uma ampla gama de pat\u00f3genos e parasitas. No Entanto, pat\u00f3genos virais parecem exercer as restri\u00e7\u00f5es mais significativas sobre o crescimento e sobreviv\u00eancia de crust\u00e1ceos em condi\u00e7\u00f5es de cultivo. Cerca de 60% das atuais perdas associadas \u00e0 doen\u00e7a na aquicultura de camar\u00e3o podem ser devidas a pat\u00f3genos virais, com mais de 20% devido a pat\u00f3genos bacterianos, enquanto as perdas associadas a agentes f\u00fangicos e parasit\u00e1rios s\u00e3o menores (Flegel, 2006, 2012). Infec\u00e7\u00f5es virais foram encontradas em crust\u00e1ceos selvagens e cultivados, desde sua descoberta inicial nos anos 60 (Vago, 1966), mais de 50 v\u00edrus foram descritos de diversos grupos de crust\u00e1ceos. Devido ao seu maior tamanho e caracter\u00edstica patol\u00f3gica, os v\u00edrus de DNA foram descritos, em sua maioria, em grupos de hospedeiros estudados com qualquer n\u00edvel de detalhe (por exemplo: Takahashi et al., 1994; e Stentiford, 2008; Behringer et al. 2011). V\u00edrus com genomas de RNA, alguns dos quais t\u00eam consequ\u00eancias devastadoras para animais cultivados, tamb\u00e9m est\u00e3o sendo cada vez mais descritos, particularmente em camar\u00f5es pene\u00eddeos em sistemas de cultivo intensivo (por exemplo, ver Boonyaratpalin et al., 1993; Hasson et al.,1995; Poulos et al., 2006; Lightner, 2011).<\/p><p>Em termos gerais, desde o in\u00edcio da ind\u00fastria, a carcinicultura tem sido prejudicada pelos pat\u00f3genos que continuam surgindo apesar dos esfor\u00e7os para criar estoques livres de pat\u00f3genos espec\u00edficos (SPF). Pois, embora as linhagens SPF estejam livres de pat\u00f3genos listados (frequentemente aqueles listados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Animal &#8211; OIE), n\u00e3o devem ser consideradas &#8220;livre de pat\u00f3genos&#8221; (por exemplo, \u00e9 dif\u00edcil excluir a presen\u00e7a de <em>Vibrio<\/em> spp. em camar\u00f5es SPF), nem resistentes a esses pat\u00f3genos listados (Moss et al. 2012).<\/p><p>Infelizmente, a emerg\u00eancia e dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as corresponde \u00e0s m\u00e1s pr\u00e1ticas da ind\u00fastria. Moss et al. (2012) afirmam que a \u00e1gua de abastecimento das fazendas \u00e9 o caminho mais significativo para a entrada de pat\u00f3genos no sistema de cultivo, e contribui ainda mais para o surgimento de novas doen\u00e7as, mesmo em estoques de camar\u00e3o originalmente SPF. A tecnologia Biofloc (BFT) \u00e9 a tentativa mais recente de cultivar intensivamente camar\u00f5es com troca zero de \u00e1gua, e tem o potencial para produzir com sucesso at\u00e9 20 toneladas por hectare (Taw, 2010). Moss et al. (2012) resumem que um maior foco em pr\u00e1ticas de gest\u00e3o integrada (por exemplo, estocagem de larvas SPF em fazendas BFT) permite aos carcinicultores a concentrar as press\u00f5es de sele\u00e7\u00e3o no crescimento e sobreviv\u00eancia, ao inv\u00e9s de resist\u00eancia a doen\u00e7as, e isso pode levar ao aumento da produ\u00e7\u00e3o e rentabilidade, al\u00e9m de limitar a dissemina\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos em estoques selvagens.<\/p><p>Antes de 1990, devido ao limitado movimento transfronteiri\u00e7o de animais da aquicultura e seus produtos, os agentes patog\u00eanicos que afetam a produ\u00e7\u00e3o de camar\u00e3o foram em grande parte confinados a localiza\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas espec\u00edficas (Stentiford et al., 2012). A expans\u00e3o da ind\u00fastria, e a comercializa\u00e7\u00e3o de reprodutores, larvas e produtos derivados da carcinicultura cada vez mais globalizada levaram ao surgimento de v\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de doen\u00e7a em ambas as Am\u00e9ricas (por exemplo, Necrose Infecciosa Hipodermal e Hematopoi\u00e9tica \u2013 IHHNV, Hepatopancreatite Necrosante &#8211; NHP, S\u00edndrome de Taura &#8211; TSV, Mionecrose Infecciosa &#8211; IMNV) e na \u00c1sia (Doen\u00e7a da Yellowhead \u2013 YHD, S\u00edndrome da Mancha Branca &#8211; WSSV). A maioria dessas doen\u00e7as causaram problemas significativos na produ\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es de cultivo distantes do seu local original de emerg\u00eancia.<\/p><p>Al\u00e9m disso, embora a domestica\u00e7\u00e3o do camar\u00e3o-branco-do-Pac\u00edfico (<em>Penaeus vannamei<\/em>), seja claramente um grande avan\u00e7o em termos de melhoria de produ\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m pode ser que a concentra\u00e7\u00e3o do esfor\u00e7o global em produzir uma \u00fanica esp\u00e9cie de camar\u00e3o certamente ajudou na transloca\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos importantes para regi\u00f5es distantes (por exemplo, O v\u00edrus da Mionecrose tem sido end\u00eamico em fazendas de camar\u00e3o na Indon\u00e9sia desde 2006, ap\u00f3s seu surgimento no Brasil em 2002). O cultivo de <em>P. vannamei<\/em> em novos locais geogr\u00e1ficos tamb\u00e9m pode aumentar o potencial de surgimento de novas doen\u00e7as nesta esp\u00e9cie, particularmente onde o estoque cultivado \u00e9 mantido em viveiros com contato direto com a \u00e1gua local e sua vida selvagem (Stentiford et al., 2012).<\/p><p>Em outros cen\u00e1rios, algumas doen\u00e7as tamb\u00e9m surgiram no camar\u00e3o pene\u00eddeo devido a oferta de carca\u00e7as de n\u00e3o-pene\u00eddeos como alimento em cultivo, este caminho pode ter sido respons\u00e1vel \u200b\u200bpelo surgimento do V\u00edrus da Mancha Branca (WSSV) em camar\u00f5es pene\u00eddeos na \u00c1sia, pois os reprodutores de camar\u00e3o comumente eram alimentados com caranguejos importados no per\u00edodo anterior ao surto (Stentiford et al., 2012).<\/p><p>O WSSV fornece o exemplo mais not\u00e1vel de um pat\u00f3geno impactando negativamente a produ\u00e7\u00e3o de alimentos do setor de aquicultura de crust\u00e1ceos. Apesar de mais de duas d\u00e9cadas desde o seu surgimento na \u00c1sia, o WSSV continua a prejudicar a aquicultura em grandes regi\u00f5es produtoras na \u00c1sia e nas Am\u00e9ricas, e amea\u00e7ar novos locais onde as opera\u00e7\u00f5es de cultivo de camar\u00e3o est\u00e3o iniciando (OIE, 2009) (Fig. 1). Usando dados de v\u00e1rias fontes, Lightner et al. (2012) estimam que as perdas globais da produ\u00e7\u00e3o devido ao WSSV seja de pelo menos 8 bilh\u00f5es de d\u00f3lares desde o seu surgimento no in\u00edcio dos anos 90, mas tamb\u00e9m afirmam que as perdas reais podem estar pr\u00f3ximas a 15 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Neste contexto, supera o impacto de v\u00e1rios outros pat\u00f3genos importantes de crust\u00e1ceos atualmente listado pela OIE: IHHNV (1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares), YHD (0,5 bilh\u00f5es de d\u00f3lares), TSV (3 bilh\u00f5es de d\u00f3lares) e IMNV (1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares). Considerando o valor mais alto da perda de produ\u00e7\u00e3o anual, isso equivale a uma perda de aproximadamente 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares por ano para a carcinicultura global associada ao WSSV. Com base na produ\u00e7\u00e3o anual de cerca de 10 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, cerca de 10% da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 perdida a cada ano apenas para o WSSV (Stentiford et al., 2012). Em conjunto, os cinco principais agentes patog\u00eanicos virais (WSSV, YHV, TSV, IHHNV e IMNV) podem representar perdas anuais adicionais de aproximadamente 500 milh\u00f5es de d\u00f3lares, gerando uma perda total anual de 1,5 bilh\u00f5es de d\u00f3lares (ou 15% da produ\u00e7\u00e3o). Se considerarmos as taxas de perda de produ\u00e7\u00e3o por WSSV (10% do total) e as cinco principais doen\u00e7as virais (15% do total), equivale ao total que \u00e9 importado para os Estados Unidos e Uni\u00e3o Europeia combinados (Stentiford et al., 2012).<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-846732a exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"846732a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"702\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Fig-1-1024x702.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-8451\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Fig-1-1024x702.jpg 1024w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Fig-1-750x514.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Fig-1-300x206.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Fig-1-768x526.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Fig-1-440x302.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Fig-1-627x430.jpg 627w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Fig-1.jpg 1103w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Fig. 1 Status global dos pa\u00edses com registro do V\u00edrus da S\u00edndrome da Mancha Branca (WSSV) de acordo com notifica\u00e7\u00f5es oficiais da OIE (vermelho) e relat\u00f3rios n\u00e3o-oficiais (laranja) no momento da reda\u00e7\u00e3o (www.oie.org). Os surtos iniciaram nos anos 90 em Marsupenaeus japonicus (\u00e0 esquerda) cultivados no leste da \u00c1sia. Em meados de 1990, o v\u00edrus atingiu a \u00c1sia Central e do Sul, a Am\u00e9rica Latina e o Sul da Europa. Mais tarde, o v\u00edrus causou surtos no Oriente M\u00e9dio. No Brasil, o primeiro registro de WSSV foi em novembro de 2004, e listado pela OIE em janeiro de 2005. Fonte: Stentiford et al., 2012.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e7383dc exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e7383dc\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Para diminuir as perdas por pat\u00f3genos na carcinicultura, novas abordagens para melhorar o rendimento s\u00e3o requeridos urgentemente, incluindo melhorias nas pr\u00e1ticas de cultivo e desenvolvimento de pesquisas de ponta que visam aproveitar as habilidades naturais dos invertebrados para mitigar a a\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos. Hauton (2012) analisa potenciais abordagens para a manipula\u00e7\u00e3o da resposta imune de crust\u00e1ceos para fins de profilaxia na aquicultura. Ele afirma que, a an\u00e1lise de pat\u00f3genos em popula\u00e7\u00f5es selvagens podem ser utilizadas como ferramenta para identificar marcadores de desempenho que podem ter relev\u00e2ncia direta para a aplica\u00e7\u00e3o na aquicultura. Hauton (2012) identificou cinco potenciais vias para o desenvolvimento de pesquisas: (1) Investiga\u00e7\u00f5es sobre a diversidade de potenciais receptores imunol\u00f3gicos e regulat\u00f3rios (como DSCAM); (2) Estudos sobre o amplo espectro de pept\u00eddeos antimicrobianos produzidos por crust\u00e1ceos; (3) Compreens\u00e3o sobre a base para a prolifera\u00e7\u00e3o de hem\u00f3citos in vitro; (4) Compreens\u00e3o do papel do intestino na imunidade; e finalmente; (5) Estudos moleculares da intera\u00e7\u00e3o pat\u00f3geno-hospedeiro (sintetizado por recentes avan\u00e7os com interfer\u00eancia viral e estrat\u00e9gias de RNA de interfer\u00eancia).<\/p><p>Especificamente para o \u00faltimo exemplo, em seu artigo, Bartholomay et al. (2012) demonstraram que o aumento do RNA de interfer\u00eancia (RNAi) em camar\u00e3o para suprimir a infec\u00e7\u00e3o por doen\u00e7a viral \u00e9 uma abordagem promissora para o controle de doen\u00e7as virais em camar\u00e3o. Resumidamente, os fragmentos curtos de RNA reconhecem e se ligam a sequ\u00eancias complementares de dsRNA, impedindo assim a express\u00e3o g\u00eanica espec\u00edfica (por exemplo, de um v\u00edrus) de uma sequ\u00eancia espec\u00edfica (para mais detalhes assista o v\u00eddeo RNA interference (RNAi) by Nature Video, no link abaixo:<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4d5ea87 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-video\" data-id=\"4d5ea87\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;youtube_url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/watch?v=cK-OGB1_ELE&quot;,&quot;video_type&quot;:&quot;youtube&quot;,&quot;controls&quot;:&quot;yes&quot;}\" data-widget_type=\"video.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-wrapper elementor-open-inline\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-video\"><\/div>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e31e074 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e31e074\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Assim, \u00e9 considerado que as vias naturais de RNAi desempenham papel cr\u00edtico na resposta imune inata a infec\u00e7\u00f5es virais e, portanto, oferecem um potencial significativo para o desenvolvimento de profilaxia para uso na aquicultura (Bartholomay et al., 2012).<\/p><p>No geral, a crescente demanda por frutos-do-mar associada a alta taxa de emerg\u00eancia de novas doen\u00e7as em crust\u00e1ceos, a capacidade limitada para mitigar as doen\u00e7as e o mal manejo de cultivo sinalizam uma clara advert\u00eancia para a futura sustentabilidade da carcinicultura. A liga\u00e7\u00e3o entre especialistas de aquicultura com patologistas, epidemiologistas, ecologistas e formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas no campo da seguran\u00e7a alimentar permitir\u00e1 que esses gargalos sejam mais bem identificados e abordados para buscar solu\u00e7\u00f5es para que a carcinicultura possa suprir a demanda de alimentos no futuro.<\/p><p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<\/strong><\/p><p>Anderson, K., 2010. Globalization\u2019s effects on world agricultural trade, 1960\u20132050. Phil. Trans. R. Soc. B 365, 3007\u20133021.<\/p><p>Bartholomay, L.C., Loy, D.S., Loy, J.D., Harris, D.L.H., 2012. Nucleic-acid based antivirals: augmenting RNA interference to \u2018vaccinate\u2019 Litopenaeus vannamei. J. Invertebr. Pathol. 110, 261\u2013266.<\/p><p>Behringer, D.C., Butler, M.J., Shields, J.D., Moss, J., 2011. Review of Panulirus argus virus 1\u2014a decade after its discovery. Dis. Aquat. 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