{"id":5247,"date":"2019-12-26T07:49:00","date_gmt":"2019-12-26T10:49:00","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/?p=5247"},"modified":"2021-04-20T12:24:06","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:06","slug":"contaminacao-por-microplasticos-em-ambientes-aquaticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/contaminacao-por-microplasticos-em-ambientes-aquaticos\/","title":{"rendered":"Contamina\u00e7\u00e3o por Micropl\u00e1sticos em Ambientes Aqu\u00e1ticos"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"5247\" class=\"elementor elementor-5247\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-17f7c72 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default exad-glass-effect-no exad-sticky-section-no\" data-id=\"17f7c72\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-93ed564 exad-glass-effect-no exad-sticky-section-no\" data-id=\"93ed564\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-48d96db exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"48d96db\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Por Dr. Giorgi Dal Pont<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-04d2470 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"04d2470\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Desde o in\u00edcio do desenvolvimento da popula\u00e7\u00e3o humana como sociedade, uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es antropog\u00eanicas foram causadas ao meio ambiente terrestre e aqu\u00e1tico. Inicialmente preocupava-se somente com problemas causados pela contamina\u00e7\u00e3o microbiol\u00f3gica resultantes do adensamento populacional. Todavia, as d\u00e9cadas p\u00f3s revolu\u00e7\u00e3o industrial trouxeram consigo uma s\u00e9rie de avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e, associados a esses avan\u00e7os, o uso de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que causariam diversos tais problemas ambientais. Desde o uso indiscriminado de pesticidas, combust\u00edveis org\u00e2nicos derivados de petr\u00f3leo e as bifenilas policloradas (PCBs) a sociedade moderna vem criando e novos produtos com grande potencial poluidor.<\/p>\n<p>Recentemente, um novo produto foi caracterizado como sendo de grande import\u00e2ncia do ponto de vista de contamina\u00e7\u00e3o ambiental. A detec\u00e7\u00e3o de imensas quantidades de pl\u00e1stico em ambientes aqu\u00e1ticos come\u00e7ou a chamar a aten\u00e7\u00e3o pesquisadores ao redor do mundo. Inicialmente, acreditava-se que a presen\u00e7a de objetos de pl\u00e1stico no ambiente poderia causar dano \u00e0 animais aqu\u00e1ticos de grande porte, como baleias, aves e tartarugas. Por\u00e9m, quando a presen\u00e7a de pequenas part\u00edculas, oriundas da degrada\u00e7\u00e3o desses materiais, foram encontradas, um novo mundo de possibilidades de intera\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser prospectado. Por exemplo, as part\u00edculas de pl\u00e1stico podem ser classificadas como megapl\u00e1stico (&gt; 50cm), macropl\u00e1stico (5-50 cm), mesopl\u00e1stico (0.5-5 cm), micropl\u00e1stico (0.05-0.5 cm) ou nanopl\u00e1stico (&lt; 0.03 cm).&nbsp; Com isso, o n\u00famero de pesquisas avaliando os efeitos desse material para outros grupos de organismos aqu\u00e1ticos aumentou substancialmente. Uma busca r\u00e1pida no Google Acad\u00eamico mostra que em 2019 mais de 3 mil artigos foram publicados sobre a presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos em ambientes aqu\u00e1ticos. Tais artigos apresentam distintas abordagem que variam desde a avalia\u00e7\u00e3o dos efeitos da ingest\u00e3o em diferentes n\u00edveis tr\u00f3ficos at\u00e9 os processos de biodegrada\u00e7\u00e3o dos pl\u00e1sticos por bact\u00e9rias.<\/p>\n<p>Devido ao seu tamanho, os micropl\u00e1sticos s\u00e3o muito mais f\u00e1ceis de serem ingeridos em compara\u00e7\u00e3o aos macropl\u00e1sticos. Esse processo de ingest\u00e3o involunt\u00e1ria de micropl\u00e1sticos presentes no ambiente j\u00e1 foi descrito cientificamente para uma s\u00e9rie de esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas (mexilh\u00f5es, anf\u00edpodes, cracas, pepinos do mar e peixes). Durante o processo de ingest\u00e3o, os componentes f\u00edsicos e seus produtos qu\u00edmicos t\u00f3xicos, como pequenas part\u00edculas de micro ou nanopl\u00e1sticos, podem causar efeitos prejudiciais aos organismos. Essas part\u00edculas podem apresentar um risco f\u00edsico de maneira semelhante a um item grande, e causar abras\u00e3o interna e bloquear ap\u00eandices do sistema digestivo. Al\u00e9m da sua durabilidade e persist\u00eancia no ambiente e dos riscos f\u00edsicos que apresenta, os micropl\u00e1sticos apresentam um grande potencial de amea\u00e7a ao meio ambiente devido a sua capacidade de atuar como vetor para outros contaminantes qu\u00edmicos. Devido \u00e0 sua grande \u00e1rea superficial espec\u00edfica, os micropl\u00e1sticos podem absorver e concentrar muitos contaminantes qu\u00edmicos org\u00e2nicos e inorg\u00e2nicos, introduzindo toxicidade indireta. Alguns contaminantes org\u00e2nicos hidrof\u00f3bicos, como os poluentes org\u00e2nicos persistentes (POPs), t\u00eam maior afinidade com a superf\u00edcie hidrof\u00f3bica dos micropl\u00e1sticos, e podem estar concentrados nessas mol\u00e9culas em at\u00e9 6 ordens de magnitude maiores do que as da \u00e1gua do mar ambiente. Diferentes tipos de pol\u00edmeros de micropl\u00e1sticos podem introduzir toxicidade indireta diferente. V\u00e1rios POPs, PCBs, pesticidas organo-halogenados, nonilfenol, hidrocarbonetos polic\u00edclicos arom\u00e1ticos (HPAs) e dioxinas foram detectados em part\u00edculas de pl\u00e1stico coletadas no ambiente. No entanto, foi proposto que muitos aditivos inorg\u00e2nicos, como metais pesados, podem ser mais t\u00f3xicos em compara\u00e7\u00e3o com os poluentes org\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Atualmente, o Grupo Integrado de Aquicultura e Estudos Ambientais (GIA) e o Grupo de Qu\u00edmica Ambiental (GQA) da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) est\u00e3o colaborando com pesquisadores do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sustentabilidade de Ecossistemas Costeiros e Marinhos (PPG-ECOMAR) da Universidade Santa Cec\u00edlia (UNISANTA) para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o dos efeitos combinados resultantes da exposi\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas de peixes \u00e0 micropl\u00e1sticos em presen\u00e7a de hidrocarbonetos polic\u00edclicos arom\u00e1ticos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Sugest\u00f5es de Leitura:<\/strong><\/p>\n<p>Alimba, C.G., Faggio, C., 2019. Microplastics in the marine environment: Current trends in environmental pollution and mechanisms of toxicological profile. Environmental Toxicology and Pharmacology. 68, 61-74.<\/p>\n<p>da Costa, J.P., Duarte, A.C., Rocha-Santos, T., 2019. Pl\u00e1sticos no ambiente. Recursos H\u00eddricos. 40, 11. <a href=\"http:\/\/www.aprh.pt\/rh\/pdf\/v40n1.pdf#page=11\">http:\/\/www.aprh.pt\/rh\/pdf\/v40n1.pdf#page=11<\/a><\/p>\n<p>Giarrizzo, T., Andrade, M.C., Schmid, K., Winemiller, K.O., Ferreira, M., Pegado, T., Chelazzi, D., Cincinelli, A., Fearnside, P.M., 2019. Amazonia: the new frontier for plastic pollution. Frontiers in Ecology and the Environment. 17, 309-310.<\/p>\n<p>Wu, P., Huang, J., Zheng, Y., Yang, Y., Zhang, Y., He, F., Chen, H., Quan, G., Yan, J., Li, T., Gao, B., 2019. Environmental occurrences, fate, and impacts of microplastics. Ecotoxicology and Environmental Safety. 184, 109612.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dr. Giorgi Dal Pont Desde o in\u00edcio do desenvolvimento da popula\u00e7\u00e3o humana como sociedade, uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es antropog\u00eanicas foram causadas ao meio ambiente terrestre e aqu\u00e1tico. Inicialmente preocupava-se somente com problemas causados pela contamina\u00e7\u00e3o microbiol\u00f3gica resultantes do adensamento populacional. 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