{"id":3404,"date":"2018-10-03T11:07:48","date_gmt":"2018-10-03T14:07:48","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/?p=3404"},"modified":"2021-04-20T12:24:07","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:07","slug":"estrategias-para-reducao-de-infestacoes-de-piolho-do-mar-lepeophtheirus-salmonis-em-cultivos-de-salmao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/estrategias-para-reducao-de-infestacoes-de-piolho-do-mar-lepeophtheirus-salmonis-em-cultivos-de-salmao\/","title":{"rendered":"Estrat\u00e9gias para redu\u00e7\u00e3o de infesta\u00e7\u00f5es de piolho do mar (Lepeophtheirus salmonis) em cultivos de salm\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Camila Prestes Tavares<\/strong><\/p>\n<p><strong>Publicado em 03 de outubro de 2018<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O piolho do mar (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Lepeophtheirus salmonis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: tamb\u00e9m conhecido como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">sea lice<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> ou <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">salmon lice<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">) \u00e9 um cop\u00e9podo ectoparasito que causa infesta\u00e7\u00e3o em salmon\u00eddeos selvagens e cultivados (principalmente do g\u00eanero <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Salmo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Salvelinus<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Oncorhynchus<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">) (Figura 1). A infesta\u00e7\u00e3o de piolho do mar \u00e9 considerada o maior problema nas fazendas de cultivo do salm\u00e3o do Atl\u00e2ntico (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Salmo salar<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">), pois tem gerado perdas de milh\u00f5es de d\u00f3lares anualmente. A Marine Harvest, maior produtora de salm\u00e3o na Noruega, diz que devido \u00e0s infesta\u00e7\u00f5es de piolho do mar, a empresa est\u00e1 perdendo cerca de 1.500 toneladas de peixe por ano, das quase 40.000 toneladas produzidas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3405\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-1.jpg\" alt=\"\" width=\"685\" height=\"385\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-1.jpg 685w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-1-440x247.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-1-627x352.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 685px) 100vw, 685px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Figura 1.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Salm\u00e3o selvagem com parasita <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Lepeophtheirus salmonis <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">aderido. FONTE: https:\/\/www.thetimes.co.uk<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m das perdas econ\u00f4micas do produtor, as infesta\u00e7\u00f5es de piolho do mar t\u00eam afetado diretamente os pre\u00e7os do salm\u00e3o no mercado. Atualmente, os pre\u00e7os do salm\u00e3o subiram para n\u00edveis recordes, pois a produ\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 se recuperando dos grandes eventos de mortalidade que ocorreram em 2016, quando os estoques de salm\u00e3o em todo o mundo, principalmente na Noruega, foram devastados pelo parasita. Por\u00e9m, a demanda dos consumidores por peixes s\u00f3 aumentou. <\/span><\/p>\n<ol>\n<li><i><span style=\"font-weight: 400;\"> salmonis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> parasita os peixes e se alimenta do muco, tecido e sangue, causando feridas. As les\u00f5es na pele podem dificultar a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio osm\u00f3tico e comprometer o sistema imunol\u00f3gico do animal, aumentando a vulnerabilidade a infec\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias. Se as les\u00f5es n\u00e3o levarem a morte, o estresse criado pela infec\u00e7\u00e3o poder\u00e1 reduzir o forrageamento, a convers\u00e3o alimentar e a taxa de crescimento. <\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O piolho do mar tem um ciclo de vida direto (ou seja, um \u00fanico hospedeiro) com oito est\u00e1gios de vida (Figura 2). A f\u00eamea adulta libera os ovos e os n\u00e1uplios eclodem diretamente na coluna de \u00e1gua. Esses n\u00e1uplios n\u00e3o conseguem nadar direcionalmente contra a corrente da \u00e1gua, mas flutuam e t\u00eam a capacidade de ajustar sua profundidade vertical na coluna de \u00e1gua. Ap\u00f3s 2 a 14 dias, dependendo da temperatura da \u00e1gua, os n\u00e1uplios mudam para o est\u00e1gio de cop\u00e9podito. Quando os cop\u00e9poditos encontram um hospedeiro, eles mudam para o est\u00e1gio de chalimus, nesta fase ele se liga ao hospedeiro por meio de um filamento frontal que perfura a epiderme.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">O chalimus passa por dois est\u00e1gios que s\u00e3o fixados ao peixe antes de se tornar um pr\u00e9-adulto ou m\u00f3vel e ent\u00e3o podem se mover pela superf\u00edcie do peixe e nadar na coluna de \u00e1gua (Figura 3). As f\u00eameas podem produzir de 300 a 500 ovos por vez, com 5 a 8 crias por ano. Demora cerca de 40 a 50 dias para crescer a partir do est\u00e1gio larval para um adulto reprodutivo, por isso, se as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o adequadas para larvas encontrarem um hospedeiro, h\u00e1 potencial para o r\u00e1pido crescimento populacional.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3406 aligncenter\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-2.jpg\" alt=\"\" width=\"593\" height=\"445\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-2.jpg 593w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-2-440x330.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 593px) 100vw, 593px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Figura 2.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Esquema do ciclo de vida de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Lepeophtheirus salmonis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. FONTE: Marine Institute <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3407\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-3.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-3.jpg 2505w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-3-750x266.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-3-1140x404.jpg 1140w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-3-300x106.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-3-768x272.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-3-1024x363.jpg 1024w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-3-440x156.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-3-627x222.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Figura 3. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Imagem de uma f\u00eamea (acima) e um macho adulto (abaixo) de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Lepeophtheirus salmonis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. FONTE: Sea lice Research Centre.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">In\u00fameros cientistas e piscicultores est\u00e3o se juntando para desenvolver novas tecnologias e m\u00e9todos eficazes para melhorar o controle dos piolhos do mar. Existem diversos m\u00e9todos sendo implementados: o uso de tratamentos qu\u00edmicos, como banhos de per\u00f3xido de hidrog\u00eanio; os choques de temperatura e salinidade e o uso de antibi\u00f3ticos. Por\u00e9m, esses m\u00e9todos apresentam desafios a ser superados: o uso de tratamentos qu\u00edmicos afeta o meio ambiente, pois contamina a \u00e1gua e os animais que vivem nas regi\u00f5es adjacentes aos cultivos; o uso de \u00e1gua doce e morna \u00e9 inviabilizado pelas grandes quantidades de \u00e1gua aquecida que s\u00e3o necess\u00e1rias; e o uso de antibi\u00f3ticos pode resultar na resist\u00eancia do parasita a essas subst\u00e2ncias. Os problemas dos atuais m\u00e9todos de tratamento estimularam a procura de abordagens mais tecnol\u00f3gicas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os pesquisadores Howard Browman, David Fields e outros colaboradores, estudando os sinais sensoriais do piolho, desenvolveram armadilhas capazes de capturar os piolhos do mar do sistema de cultivo, monitorar sua abund\u00e2ncia na coluna de \u00e1gua e remov\u00ea-los da \u00e1rea de cultivo, reduzindo assim as infesta\u00e7\u00f5es no salm\u00e3o (Figura 4). Como os n\u00e1uplios s\u00e3o atra\u00eddos pela luz, luzes subaqu\u00e1ticas de LED foram adicionadas na armadilha para atrair os piolhos do mar e filtr\u00e1-las da coluna de \u00e1gua (Ver v\u00eddeo 1). As armadilhas s\u00e3o colocadas nos tanques-rede de cultivo de salm\u00e3o e os piolhos depois de entrarem na armadilha, n\u00e3o conseguem sair, sendo facilmente retirados da \u00e1gua. Al\u00e9m de ser excelentes ferramentas para retirar os parasitas, \u00e9 poss\u00edvel monitorar remotamente as cargas de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">L. salmonis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> em v\u00e1rios locais. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3408\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-4.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"566\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-4.jpg 800w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-4-120x86.jpg 120w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-4-750x531.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-4-300x212.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-4-768x543.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-4-440x311.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/figura-4-627x444.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Figura 4.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Ilustra\u00e7\u00e3o de uma armadilha desenvolvida para capturar piolhos do mar em sistemas de cultivo de salm\u00e3o. FONTE: Eker Design.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m das armadilhas, h\u00e1 estudos para utiliza\u00e7\u00e3o do cultivo multitr\u00f3fico integrado com moluscos bivalves, a reprodu\u00e7\u00e3o seletiva de cepas de salm\u00e3o resistentes aos piolhos do mar e desenvolvimento de alimentos imunoestimuladores. \u00c0 medida que a ind\u00fastria busca a inova\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, muitos deles ainda est\u00e3o em fase de desenvolvimento (Ver v\u00eddeo 2), mas espera-se que com o tempo eles possam ser utilizados e futuramente contribuir para a estabiliza\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do salm\u00e3o no prato dos consumidores.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hamre LA, Eichner C, Caipang CMA, Dalvin ST, Bron JE, et al. (2013) O ciclo de vida do salm\u00e3o- piolho <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Lepeophtheirus salmonis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (Copepoda: Caligidae) tem apenas dois est\u00e1gios de Chalimus. PLoS ONE 8 (9): e73539. doi: 10.1371 \/ journal.pone.0073539<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Heuch PA, Nordhagen JR, Schram TA (2000) Produ\u00e7\u00e3o de ovos no piolho do salm\u00e3o [ <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Lepeophtheirus salmonis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (Kr\u00f8yer)] em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 origem e temperatura da \u00e1gua. Aquaculture Research 2000; 31: 805-814. doi: 10.1046 \/ j.1365-2109.2000.00512.x<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Schram TA (1993) Descri\u00e7\u00f5es suplementares dos est\u00e1gios de desenvolvimento de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Lepeophtheirus salmonis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (Kr\u00f8yer, 1837) (Copepoda: Caligidae). Em: GA BoxshallD. Defaye. Pat\u00f3genos de peixes selvagens e de cria\u00e7\u00e3o: piolhos do mar. Nova Iorque: Ellis Horwood. pp. 30-47<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fields DM, Skiftesvik AB e Browman HI (2017)<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Behavioural responses of infective-stage copepodids of the salmon louse (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Lepeophtheirus salmonis<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Copepoda:Caligidae) to host-related sensory cues. Fish Disease; 41:875\u2013884.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/news\/uk-scotland-38966188\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.bbc.co.uk\/news\/uk-scotland-38966188<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-38934131\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-38934131<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/fishlarvae.org\/equipment-techniques\/salmon-lice-trap-prototypes\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/fishlarvae.org\/equipment-techniques\/salmon-lice-trap-prototypes\/<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.dfo-mpo.gc.ca\/science\/publications\/article\/2016\/09-14-16-eng.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.dfo-mpo.gc.ca\/science\/publications\/article\/2016\/09-14-16-eng.html<\/span><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Camila Prestes Tavares Publicado em 03 de outubro de 2018 &nbsp; O piolho do mar (Lepeophtheirus salmonis: tamb\u00e9m conhecido como sea lice ou salmon lice) \u00e9 um cop\u00e9podo ectoparasito que causa infesta\u00e7\u00e3o em salmon\u00eddeos selvagens e cultivados (principalmente do g\u00eanero Salmo, Salvelinus e Oncorhynchus) (Figura 1). 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