{"id":2847,"date":"2018-05-23T11:17:40","date_gmt":"2018-05-23T14:17:40","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/?p=2847"},"modified":"2021-04-20T12:24:07","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:07","slug":"interiorizacao-da-carcinicultura-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/interiorizacao-da-carcinicultura-brasileira\/","title":{"rendered":"Interioriza\u00e7\u00e3o da carcinicultura brasileira"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Nathieli Cozer<br \/>\nPublicado em 23 de maio de 2018<\/strong><\/p>\n<p>O cultivo do camar\u00e3o marinho, em \u00e1guas oligohalinas (baixa salinidade), \u00e9 considerada uma atividade recente no Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carcinicultura mundial. A interioriza\u00e7\u00e3o da carcinicultura (Figura 1) foi impulsionada por um aumento na demanda do mercado internacional por camar\u00e3o cultivado, adensamento das fazendas nos estu\u00e1rios e da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria no litoral. Al\u00e9m disso, extensas faixas de \u00e1reas salinizadas localizadas em regi\u00f5es interiores e a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o do <em>Litopenaeus vannamei<\/em>, principal esp\u00e9cie de camar\u00e3o cultivada no mundo, a \u00e1guas com baixa salinidade, despertaram o interesse de v\u00e1rios empreendedores sugerindo boas perspectivas de expans\u00e3o deste novo segmento.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Figura-1.png\" alt=\"\" width=\"923\" height=\"523\" class=\"alignnone size-full wp-image-2850\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Figura-1.png 923w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Figura-1-750x425.png 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Figura-1-300x170.png 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Figura-1-768x435.png 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Figura-1-440x249.png 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Figura-1-627x355.png 627w\" sizes=\"(max-width: 923px) 100vw, 923px\" \/><br \/>\nFigura 1. Fazenda em \u00e1gua oligohalina. Fonte: http:\/\/fenacam.com.br\/pdf\/fenacam2014\/carcinicultura\/18-oportunidades-e-desafios-do-cultivo-de-l.-vannamei-em-aguas-oligohalinas-no-brasil-_-itamar-rocha.pdf<\/p>\n<p>Em geral, alguns cuidados s\u00e3o requeridos antes e durante a engorda do <em>L. vannamei<\/em> em \u00e1guas oligohalinas: <\/p>\n<p>I) deve-se se realizar o acondicionamento\/aclimata\u00e7\u00e3o das p\u00f3s-larvas, em \u00e1guas com baixa salinidade, antes do povoamento em viveiros: <\/p>\n<p>A aclimata\u00e7\u00e3o permite que os animais se adaptem gradativamente as novas condi\u00e7\u00f5es impostas e alcancem seu equil\u00edbrio osm\u00f3tico. Isto se torna poss\u00edvel, por meio de redu\u00e7\u00f5es sucessivas na salinidade da \u00e1gua enquanto o camar\u00e3o ainda est\u00e1 no seu est\u00e1gio p\u00f3s-larval.<br \/>\nPara realizar o acondicionamento das p\u00f3s-larvas \u00e0 baixas salinidades, os tanques de aclimata\u00e7\u00e3o com \u00e1gua salgada s\u00e3o esvaziados at\u00e9 a metade, aproximadamente, para possibilitar a dilui\u00e7\u00e3o com a adi\u00e7\u00e3o gradual de \u00e1gua doce ou vice-versa. Apesar deste ser o m\u00e9todo mais empregado, a dilui\u00e7\u00e3o por renova\u00e7\u00e3o constante \u00e9 mais recomendada, pois possibilita que as larvas sejam mantidas na densidade original de estocagem, evitando assim problemas com o canibalismo. Durante este procedimento podem ser alcan\u00e7ados n\u00edveis de sobreviv\u00eancia pr\u00f3ximos a 100%. A aclimata\u00e7\u00e3o pode ocorrer na larvicultura ou na pr\u00f3pria fazenda de cultivo.<\/p>\n<p>II) a \u00e1gua de cultivo deve apresentar certas condi\u00e7\u00f5es qualitativas:<\/p>\n<p>Em baixa salinidade, al\u00e9m dos par\u00e2metros j\u00e1 reconhecidos como sendo essenciais para o crescimento e sobreviv\u00eancia do L. vannamei, a dureza, a alcalinidade e a concentra\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio e cloretos s\u00e3o considerados primordiais. Em \u00e1guas oligohalinas, estas vari\u00e1veis podem tornar-se restritivas, pois afetam diretamente a osmoregula\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o do exoesqueleto dos camar\u00f5es, al\u00e9m do equil\u00edbrio qu\u00edmico e i\u00f4nico da \u00e1gua.<br \/>\nPode-se afirmar que esse tipo de cultivo encontra-se no patamar da sua consolida\u00e7\u00e3o e existem poucas informa\u00e7\u00f5es sobre o assunto sendo, imprescind\u00edvel as a\u00e7\u00f5es de apoio aos produtores, considerando que as condi\u00e7\u00f5es edafoclim\u00e1ticas encontradas nas regi\u00f5es interioranas diferem daquelas observadas em regi\u00f5es costeiras de influ\u00eancia do mar.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS CONSULTADAS<\/strong><\/p>\n<p>NUNES, A. O Cultivo do camar\u00e3o <em>Litopenaeus vannamei<\/em> em \u00e1guas oligohalinas. Panorama da Aquicultura, v. 11, n. 66, p. 26-35,  2001.<br \/>\nMENDES, P. PRODU\u00c7\u00c3O DE JUVENIS DO CAMAR\u00c3O <em>Litopenaeus vannamei <\/em>COM DIFERENTES DENSIDADES DE ESTOCAGEM EM BAIXA SALINIDADE E MEIO HETEROTR\u00d3FICO.<br \/>\nLOPES, Y.  et al. CULTIVO DO CAMAR\u00c3O <em>Litopenaeus vannamei<\/em>, EM MEIO HETEROTR\u00d3FICO COM ADI\u00c7\u00c3O DE SUBSTRATO. Revista Brasileira de Engenharia de Pesca, v. 3, n. 3, p. 51-53,  2009. ISSN 2175-3008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Nathieli Cozer Publicado em 23 de maio de 2018 O cultivo do camar\u00e3o marinho, em \u00e1guas oligohalinas (baixa salinidade), \u00e9 considerada uma atividade recente no Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carcinicultura mundial. A interioriza\u00e7\u00e3o da carcinicultura (Figura 1) foi impulsionada por um aumento na demanda do mercado internacional por camar\u00e3o cultivado, adensamento das fazendas nos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":2856,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"footnotes":""},"categories":[258,1],"tags":[98,94,115,149,151],"class_list":["post-2847","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao-cientifica","category-noticias","tag-camarao","tag-carcinicultura","tag-gia","tag-nathieli-cozer","tag-ufpr"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2847"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2847\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2856"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}