{"id":1692,"date":"2017-09-04T17:28:44","date_gmt":"2017-09-04T20:28:44","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/bioinvasao-e-seus-impactos-sobre-a-diversidade-biologica-em-ecossistemas-aquaticos-nativos\/"},"modified":"2021-04-20T12:24:07","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:07","slug":"bioinvasao-e-seus-impactos-sobre-a-diversidade-biologica-em-ecossistemas-aquaticos-nativos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/bioinvasao-e-seus-impactos-sobre-a-diversidade-biologica-em-ecossistemas-aquaticos-nativos\/","title":{"rendered":"Bioinvas\u00e3o e seus impactos sobre a diversidade biol\u00f3gica em ecossistemas aqu\u00e1ticos nativos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Tiago Leal<\/strong><\/p>\n<p><strong>Publicado em 04 de setembro de 2017<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Geralmente mediada pela atividade humana, a bioinvas\u00e3o se caracteriza como um dos graves problemas ambientais da atualidade. Pode ser definida como ato de um ou mais organismos invadirem e se estabelecerem em ambientes onde n\u00e3o havia registros anteriores para a esp\u00e9cie. \u00c9 subdividida em dois tipos de invas\u00f5es: 1) expans\u00f5es, onde os organismos se dispersam por mecanismos naturais e 2) introdu\u00e7\u00f5es onde os organismos s\u00e3o introduzidos por meios antropol\u00f3gicos, intencionais ou n\u00e3o. Esse processo pode causar perda da diversidade biol\u00f3gica. Outro fator afetado pelos processos de bioinvas\u00e3o est\u00e1 relacionado a atividades econ\u00f4micas. Nesse contexto, podemos citar como exemplo os danos \u00e0 atividade pesqueira, riscos sanit\u00e1rios e gastos com manuten\u00e7\u00e3o de turbinas em hidroel\u00e9tricas (Figura 1). O impacto gerado pela introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies invasoras \u00e9 t\u00e3o relevante que esse processo est\u00e1 sendo considerado a segunda maior amea\u00e7a \u00e0 perda de biodiversidade, ap\u00f3s a destrui\u00e7\u00e3o dos habitats, afetando diretamente as comunidades biol\u00f3gicas e a economia.<\/span><span style=\"font-size: 8pt; line-height: 150%;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/LAPOA.Diego\/Downloads\/Bioinvas%C3%A3o%20e%20seus%20impactos%20sobre%20a%20diversidade%20biol%C3%B3gica%20em%20ecossistemas%20aqu%C3%A1ticos%20nativos.docx#_msocom_1\" name=\"_msoanchor_1\"><\/a><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1689\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-1-tiago.png\" alt=\"Figura 1 tiago\" width=\"678\" height=\"447\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-1-tiago.png 1249w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-1-tiago-750x494.png 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-1-tiago-1140x751.png 1140w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-1-tiago-300x198.png 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-1-tiago-768x506.png 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-1-tiago-1024x675.png 1024w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-1-tiago-440x290.png 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-1-tiago-627x413.png 627w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Figura 1. Imagem da incrusta\u00e7\u00e3o do mexilh\u00e3o dourado (<em>Limnoperna fortunei<\/em>) em estruturas de usinas hidrel\u00e9tricas. A esp\u00e9cie apresenta alta prolificidade aderindo-se a diversos tipos de materiais os quais s\u00e3o completamente obstru\u00eddos (barragens, tubula\u00e7\u00f5es, filtros, sistemas de drenagens, canais de irriga\u00e7\u00e3o, etc.). Fonte: GIA, 2017.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">No Brasil, a introdu\u00e7\u00e3o de organismos em ambientes aqu\u00e1ticos \u00e9 comum h\u00e1 muito tempo e est\u00e1 intimamente relacionada aos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos. Dessa forma, um hist\u00f3rico das bioinvas\u00f5es aqu\u00e1ticas no Brasil pode ser dividido em tr\u00eas fases: 1\u00ba) do descobrimento ao final do s\u00e9culo XIX, referente \u00e0 \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o e tr\u00e1fico de escravos e se caracteriza pela chegada de navios da Europa e da \u00c1frica, introduzindo o mexilh\u00e3o <em>Perna perna<\/em>, o vibri\u00e3o do c\u00f3lera <em>Vibrio cholerae<\/em> e a asc\u00eddia <em>Styela plicata<\/em>; 2\u00ba) durante o s\u00e9culo XX, marcada por uma intensifica\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio mar\u00edtimo e quando a \u00e1gua de lastro (Figura 2) passou a ser utilizada amplamente, aumentando o transporte de organismos que j\u00e1 era efetuado via incrusta\u00e7\u00e3o; 3\u00b0) se inicia na \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo XX e perdura at\u00e9 os dias atuais, caracterizando-se pela intensifica\u00e7\u00e3o das pesquisas cient\u00edficas e pelo aumento dos registros de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras introduzidas no Brasil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1690\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-2-tiago.png\" alt=\"Figura 2 tiago\" width=\"640\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-2-tiago.png 640w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-2-tiago-300x200.png 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-2-tiago-440x293.png 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-2-tiago-627x417.png 627w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Figura 2. Imagem de um navio descartando \u00e1gua de lastro. Processo pelo qual os tanques dos navios captam \u00e1gua do mar para garantir a seguran\u00e7a operacional e a estabilidade e que acaba possibilitando a captura e o transporte acidental de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas.<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\"> <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">No caso da fauna <\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">de \u00e1gua doce<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/LAPOA.Diego\/Downloads\/Bioinvas%C3%A3o%20e%20seus%20impactos%20sobre%20a%20diversidade%20biol%C3%B3gica%20em%20ecossistemas%20aqu%C3%A1ticos%20nativos.docx#_msocom_2\" name=\"_msoanchor_2\"><\/a><\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">, o transporte de esp\u00e9cies de uma bacia hidrogr\u00e1fica para outra, mesmo que no mesmo continente, representa um dos maiores riscos para a biota aqu\u00e1tica<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">. As introdu\u00e7\u00f5es de peixes, tanto de esp\u00e9cies nativas (sendo introduzidas em diferentes regi\u00f5es) quanto esp\u00e9cies ex\u00f3ticas&nbsp;s\u00e3o, ainda, bastante comuns no Brasil e resultam da falta de informa\u00e7\u00e3o sobre os problemas que a bioinvas\u00e3o pode causar. Em estudo sobre o problema da bioinvas\u00e3o no Parque Estadual do rio Doce, pesquisadores utilizaram dados dos \u00faltimos 50 anos e demonstraram que a riqueza de esp\u00e9cies de peixes vem declinando em todos os lagos do parque em que houve introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas. Os peixes amaz\u00f4nicos, por exemplo, est\u00e3o entre as esp\u00e9cies mais introduzidas em outras bacias hidrogr\u00e1ficas no Brasil. Na bacia do rio Paran\u00e1, esp\u00e9cies de h\u00e1bito alimentar pisc\u00edvoro s\u00e3o as que alcan\u00e7am maior sucesso adaptativo<span style=\"line-height: 150%;\">.<\/span> O tucunar\u00e9 (<em>Cichla<\/em> spp.) (Figura 3), por exemplo, \u00e9 um dos peixes mais comuns em introdu\u00e7\u00f5es por ser uma esp\u00e9cie muito utilizada na pr\u00e1tica da pesca esportiva. No entanto, devido sua agressividade, tamanho e h\u00e1bito tr\u00f3fico (predador), acaba diminuindo significativamente as popula\u00e7\u00f5es de peixes nativos.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1691\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-3-tiago.jpg\" alt=\"Figura 3 tiago\" width=\"651\" height=\"427\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-3-tiago.jpg 1000w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-3-tiago-750x492.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-3-tiago-300x197.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-3-tiago-768x504.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-3-tiago-440x289.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Figura-3-tiago-627x411.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 651px) 100vw, 651px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Figura 3. Exemplar de tucunar\u00e9<span style=\"line-height: 150%;\"><\/span> (<em>Cichla<\/em> spp.). \u00c9 oriundo das Bacias amaz\u00f4nica e Araguaia-Tocantins e podem medir 30 cm ou mais de 1 m de comprimento total. Alimentam-se principalmente de peixes e camar\u00f5es e s\u00e3o as \u00fanicas esp\u00e9cies de peixes da Amaz\u00f4nia que perseguem a presa, o que os torna um dos peixes de maior interesse esportivo no Brasil. Fonte: <a href=\"http:\/\/revistapescaecompanhia.com.br\/uploads\/2013\/03\/TUCUNAS6.jpg\">http:\/\/revistapescaecompanhia.com.br\/uploads\/2013\/03\/TUCUNAS6.jpg<\/a><a href=\"http:\/\/revistapescaecompanhia.com.br\/uploads\/2013\/03\/TUCUNAS6.jpg.\">.<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">A dissemina\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies invasoras acaba por promover o fen\u00f4meno chamado de &#8220;homogeneiza\u00e7\u00e3o antropog\u00eanica&#8221;. Lentamente as bioinvas\u00f5es v\u00e3o promovendo a substitui\u00e7\u00e3o de comunidades com elevada diversidade por comunidades monoespec\u00edficas, compostas predominantemente por esp\u00e9cies invasoras, ou com diversidade reduzida. Tais altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o exemplificadas pelas modifica\u00e7\u00f5es dos ciclos h\u00eddricos e de nutrientes, da produtividade, da cadeia tr\u00f3fica e dos processos evolutivos. No ambiente marinho este efeito j\u00e1 \u00e9 observado e embora tenha havido um aumento na diversidade estrutural e funcional causado pelas <\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras e mediado pela interven\u00e7\u00e3o humana, \u00e9 poss\u00edvel observar que a composi\u00e7\u00e3o da biota marinha de todo o mundo tem ficado mais similar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Nos \u00faltimos onze anos, invas\u00f5es biol\u00f3gicas receberam mais aten\u00e7\u00e3o no Brasil do que em qualquer outro per\u00edodo. O crescimento no n\u00famero de pesquisas sobre invas\u00f5es biol\u00f3gicas e a publica\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es legais v\u00eam rapidamente preenchendo a lacuna existente. Por\u00e9m, o que se tem observado nos \u00faltimos anos foi que os pesquisadores focaram predominantemente em aspectos b\u00e1sicos e acabaram negligenciando o potencial desse conhecimento para a gest\u00e3o do tema, que pode ter sido refletido para que gestores realizassem a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e desenvolveram marcos legais com vis\u00e3o desvinculada do conhecimento cient\u00edfico. Para sanar o problema e integralizar os aspectos te\u00f3ricos e aplicados \u00e0 gest\u00e3o p\u00fablica, ainda se faz necess\u00e1ria a inclus\u00e3o da problem\u00e1tica em n\u00edveis de ensino b\u00e1sico e m\u00e9dio, em cursos profissionais, e mais oportunidades para estudos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Tiago Leal Publicado em 04 de setembro de 2017 &nbsp; Geralmente mediada pela atividade humana, a bioinvas\u00e3o se caracteriza como um dos graves problemas ambientais da atualidade. 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