{"id":1569,"date":"2016-10-14T13:59:27","date_gmt":"2016-10-14T16:59:27","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/estrategias-para-garantir-a-seguranca-alimentar-na-aquicultura\/"},"modified":"2021-04-20T12:24:08","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:08","slug":"estrategias-para-garantir-a-seguranca-alimentar-na-aquicultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/estrategias-para-garantir-a-seguranca-alimentar-na-aquicultura\/","title":{"rendered":"Estrat\u00e9gias para garantir a seguran\u00e7a alimentar na aquicultura &#8211; Parte 2"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Gisela Castilho Westphal<\/strong><\/p>\n<p><strong>Publicado em 14 de outubro de 2016<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Qualidade na Gest\u00e3o de Riscos<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Qualidade na Gest\u00e3o de Riscos envolve lideran\u00e7a, processos de neg\u00f3cios,&nbsp;cultura e tecnologia para a cria\u00e7\u00e3o de uma abordagem colaborativa para identificar,&nbsp;quantificar e mitigar os riscos sobre os produtos, opera\u00e7\u00f5es, fornecedores,&nbsp;distribui\u00e7\u00e3o, clientes e outros que possam afetar a qualidade do produto (Anggrahini et&nbsp;al., 2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os passos que t\u00eam sido dados na gest\u00e3o de qualidade, de um modo geral, s\u00e3o&nbsp;semelhantes aos da gest\u00e3o de riscos e compreendem diversas ferramentas, tais como&nbsp;a An\u00e1lise de Perigos e Pontos Cr\u00edticos de Controle (APPCC).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>An\u00e1lise de Perigos e Pontos Cr\u00edticos de Controle (APPCC)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 60 a Ag\u00eancia Espacial Norte Americana (NASA) come\u00e7ou a aplicar&nbsp;um sistema chamado Hazard Analysis Critical Control Point ou, simplesmente,&nbsp;HACCP. Que em portugu\u00eas \u00e9 chamado de An\u00e1lise de Perigos e Pontos Cr\u00edticos de&nbsp;Controle ou APPCC. Sua utiliza\u00e7\u00e3o na NASA surgiu como resultado da constata\u00e7\u00e3o de&nbsp;que toxi-infec\u00e7\u00f5es alimentares poderiam afetar os astronautas no decorrer de uma&nbsp;miss\u00e3o espacial, comprometendo seu sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, o APPCC consiste de uma s\u00e9rie de etapas inter-relacionadas que,&nbsp;independem do processo para o qual s\u00e3o adotadas, permitem sua aplica\u00e7\u00e3o nos&nbsp;diversos segmentos do setor aliment\u00edcio, como \u00e9 o caso da produ\u00e7\u00e3o integrada de&nbsp;camar\u00f5es. Apesar de ser mais comumente utilizado em processadoras, o APPCC&nbsp;pode ser aplicado em todas as fases do processo produtivo, desde a produ\u00e7\u00e3o&nbsp;prim\u00e1ria at\u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma ferramenta que garante a produ\u00e7\u00e3o de&nbsp;alimentos seguros \u00e0 sa\u00fade dos consumidores, revelando-se um sistema l\u00f3gico,&nbsp;pr\u00e1tico, sistem\u00e1tico, econ\u00f4mico e din\u00e2mico para garantir esta seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1564\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-1.jpg\" alt=\"Fig. 1\" width=\"669\" height=\"446\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 1. Etapas para a implanta\u00e7\u00e3o do sistema de An\u00e1lises de Perigo e Pontos Cr\u00edticos de Controle.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O APPCC previne riscos de gest\u00e3o e garante a seguran\u00e7a alimentar, sendo&nbsp;necess\u00e1rio para sua implanta\u00e7\u00e3o um exame cuidadoso da natureza e extens\u00e3o dos&nbsp;perigos associados a produ\u00e7\u00e3o. Do mesmo modo, alguns passos devem ser seguidos&nbsp;(Organization, 1999):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\uf0b7 Forma\u00e7\u00e3o de uma equipe multidisciplinar com experi\u00eancia em&nbsp;carcinicultura, gest\u00e3o, extens\u00e3o, sa\u00fade p\u00fablica, patologia, inspe\u00e7\u00e3o e&nbsp;controle de qualidade;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\uf0b7 Descri\u00e7\u00e3o do produto e das demandas do mercado consumidor;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\uf0b7 Prepara\u00e7\u00e3o de um fluxograma;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\uf0b7 Valida\u00e7\u00e3o do fluxograma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, deve-se aplicar os sete princ\u00edpios do APPCC, adaptados para a&nbsp;carcinicultura (Organization, 1999):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\uf0b7 Princ\u00edpio I: An\u00e1lise de perigos para identifica\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o dos perigos&nbsp;potencialmente associados a cada est\u00e1gio produtivo; avalia\u00e7\u00e3o da&nbsp;probabilidade de ocorr\u00eancia de perigos e identifica\u00e7\u00e3o de medidas para seu&nbsp;controle.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\uf0b7 Princ\u00edpio II: Determina\u00e7\u00e3o dos pontos cr\u00edticos de controle (PCC). Os PCC&nbsp;s\u00e3o passos para que o controle possa ser aplicado e s\u00e3o essenciais para a&nbsp;preven\u00e7\u00e3o ou elimina\u00e7\u00e3o de perigos para a seguran\u00e7a alimentar ou&nbsp;redu\u00e7\u00e3o a n\u00edveis aceit\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\uf0b7 Princ\u00edpio III: Estabelecimento de limites cr\u00edticos que devem garantir que os&nbsp;PCC sejam mantidos sob controle.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\uf0b7 Princ\u00edpio IV: Estabelecer um sistema de monitoramento e controle dos&nbsp;PCC por testes programados ou observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\uf0b7 Princ\u00edpio V: Estabelecimento de a\u00e7\u00f5es corretivas que devem ser tomadas&nbsp;quando um PCC n\u00e3o estiver sob controle.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\uf0b7 Princ\u00edpio VI: Estabelecimento de procedimentos de verifica\u00e7\u00e3o que&nbsp;incluam testes complementares e procedimentos para confirmar se o&nbsp;sistema APPCC est\u00e1 efetivamente sendo aplicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\uf0b7 Princ\u00edpio VII: Estabelecimento de um sistema de documenta\u00e7\u00e3o sobre&nbsp;todos os processos e registros das manuten\u00e7\u00f5es dos princ\u00edpios e suas&nbsp;aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-773\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Capturar.JPG\" alt=\"Capturar\" width=\"571\" height=\"197\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os PCC da carcinicultura integrada, pode se considerar o local de&nbsp;constru\u00e7\u00e3o dos viveiros, o suprimento de \u00e1gua, o suprimento de ra\u00e7\u00e3o e as fases de&nbsp;crescimento dos camar\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O APPCC \u00e9 uma ferramenta poderosa para garantir a seguran\u00e7a alimentar. No&nbsp;entanto, acredita-se que a combina\u00e7\u00e3o entre a aplica\u00e7\u00e3o das Boas Pr\u00e1ticas de&nbsp;Fabrica\u00e7\u00e3o (BPF) em conjunto com o programa de APPCC sejam melhores&nbsp;alternativas para o controle da contamina\u00e7\u00e3o microbiol\u00f3gica em produtos acabados&nbsp;(Keeratipibul et al., 2009).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Diagrama de Ishikawa<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diagrama de Ishikawa (diagrama em espinha de peixe, diagrama 6M ou&nbsp;diagrama de causa e efeito) tem por finalidade organizar o racioc\u00ednio e a discuss\u00e3o&nbsp;sobre as causas de um problema priorit\u00e1rio e analisar as dispers\u00f5es em seu processo&nbsp;e os efeitos decorrentes disto (Bezerra, 2015). Sua composi\u00e7\u00e3o considera que os&nbsp;problemas possam ser classificados de acordo com suas causas em seis categorias&nbsp;ou 6Ms (M\u00e9todo, M\u00e1quina, Medida, Meio Ambiente, Material e M\u00e3o-de- obra).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a confec\u00e7\u00e3o de um diagrama de Ishikawa, alguns passos devem ser&nbsp;seguidos. Primeiramente deve-se definir o problema. Deve-se evitar a&nbsp;superficialidade, focando no problema de forma objetiva e em termos de qualidade que&nbsp;possa ser mensur\u00e1vel de alguma forma. Em seguida, faz-se a estrutura\u00e7\u00e3o do&nbsp;diagrama, reunindo todas as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias a respeito do problema em&nbsp;quest\u00e3o. O terceiro passo \u00e9 o agrupamento das informa\u00e7\u00f5es, que pode ser feito&nbsp;reunindo a equipe para discutir e apontar as informa\u00e7\u00f5es relevantes para o pr\u00f3ximo&nbsp;item, que \u00e9 a classifica\u00e7\u00e3o das causas. Neste ponto, deve-se ordenar todas as&nbsp;informa\u00e7\u00f5es da melhor maneira poss\u00edvel, apontando as principais causas e eliminando&nbsp;as informa\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis. \u00c9 importante fazer uma an\u00e1lise profunda das causas,&nbsp;com o intuito de detectar quais delas impactam mais o problema e quais seriam suas&nbsp;poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es (Bezerra, 2015). Ap\u00f3s a an\u00e1lise das causas, deve-se elaborar um&nbsp;plano de a\u00e7\u00e3o e definir os respons\u00e1veis pelas etapas e prazos para a conclus\u00e3o de&nbsp;cada a\u00e7\u00e3o. A quinta e \u00faltima etapa \u00e9 a conclus\u00e3o do diagrama.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1565\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-02.jpg\" alt=\"Fig. 02\" width=\"574\" height=\"406\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-02.jpg 967w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-02-120x86.jpg 120w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-02-750x531.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-02-300x212.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-02-768x543.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-02-440x311.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-02-627x444.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 574px) 100vw, 574px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 2. Modelo para um diagrama de Ishikawa (diagrama em espinha de peixe, diagrama 6M ou diagrama de causa e efeito).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De modo geral, o diagrama de Ishikawa \u00e9 uma das mais importantes ferramentas&nbsp;de qualidade para o meio empresarial, por sua facilidade de permitir o agrupamento e&nbsp;a f\u00e1cil visualiza\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias causas de um problema (Bezerra, 2015). Ele tamb\u00e9m&nbsp;contribui para o melhoramento dos processos e do trabalho em equipe, reunindo os&nbsp;colaboradores e promovendo discuss\u00f5es em torno dela (Bezerra, 2015).&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Diagrama de Pareto<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diagrama de Ishikawa, visto anteriormente, foi desenvolvido, entre outros&nbsp;motivos, para estudar os problemas identificados como priorit\u00e1rios pela an\u00e1lise do&nbsp;diagrama de Pareto, tamb\u00e9m conhecida como Curva ABC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diagrama de Pareto \u00e9 uma t\u00e9cnica estat\u00edstica que auxilia na tomada de decis\u00e3o,&nbsp;possibilitando selecionar prioridades quando h\u00e1 um grande n\u00famero de problemas&nbsp;(Administra\u00e7\u00e3o, 2015). As informa\u00e7\u00f5es apresentadas no gr\u00e1fico podem ser separadas&nbsp;em classe de import\u00e2ncia, de acordo com seu percentual de ocorr\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao&nbsp;total de problemas analisados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1566\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-3.jpg\" alt=\"Fig. 3\" width=\"480\" height=\"191\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-3.jpg 590w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-3-300x119.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-3-440x175.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 3. Divis\u00e3o dos problemas analisados pelo diagrama de Pareto em classes de import\u00e2ncia. Adaptado: Administra\u00e7\u00e3o, 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, no exemplo de diagrama apresentado na Figura 4 o Problema 1, que&nbsp;causa maiores perdas (56% dos casos), corresponde a apenas 20% dos problemas&nbsp;existentes (1 de 5).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1567\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-4.jpg\" alt=\"Fig. 4\" width=\"572\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-4.jpg 727w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-4-300x182.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-4-440x266.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-4-627x379.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 572px) 100vw, 572px\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 4. Exemplo de um diagrama ou an\u00e1lise de Pareto (diagrama ABC).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">SCOR e PDCA<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCOR, do ingl\u00eas, Supply Chain Operation Reference, (modelo de refer\u00eancia das&nbsp;opera\u00e7\u00f5es na cadeia log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o, fornecimento, suprimentos ou&nbsp;abastecimento) \u00e9 um modelo de funcionamento da cadeia de abastecimento. Ela&nbsp;permite aos usu\u00e1rios acessarem parte da cadeia, sendo utilizada para analisar uma&nbsp;cadeia log\u00edstica e identificar oportunidades de melhoria no fluxo de trabalho e de&nbsp;informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De modo similar, tem-se o PDCA, do ingl\u00eas Plan-Do- Check-Adjust (Planejar,&nbsp;Fazer, Verificar e Agir). \u00c9 um m\u00e9todo iterativo de gest\u00e3o de quatro passos, utilizado&nbsp;para o controle e melhoria cont\u00ednua de processos e produtos. \u00c9 tamb\u00e9m conhecido&nbsp;como o c\u00edrculo\/ciclo\/roda de Deming, ciclo de Shewhart, c\u00edrculo\/ciclo de controle ou&nbsp;PDSA (plan-do- study-act). Outra vers\u00e3o do ciclo PDCA \u00e9 o OPDCA, onde a letra&nbsp;agregada &#8220;O&#8221; significa observa\u00e7\u00e3o ou, como algumas vers\u00f5es dizem, &#8220;Segure a&nbsp;condi\u00e7\u00e3o atual&#8221;; (Faria, 2016). O PDCA \u00e9 um m\u00e9todo amplamente aplicado para o&nbsp;controle eficaz e confi\u00e1vel das atividades de uma organiza\u00e7\u00e3o. Principalmente \u00e0quelas&nbsp;relacionadas \u00e0s melhorias, possibilitando a padroniza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es de controle&nbsp;de qualidade e a menor probabilidade de haver erros nas an\u00e1lises, tornando as&nbsp;informa\u00e7\u00f5es mais compreens\u00edveis (Faria, 2016).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1568\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-5.jpg\" alt=\"Fig. 5\" width=\"555\" height=\"294\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-5.jpg 947w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-5-750x397.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-5-300x159.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-5-768x406.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-5-440x233.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Fig.-5-627x332.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 5. Ciclo de desenvolvimento do m\u00e9todo de gest\u00e3o PDCA para melhoria cont\u00ednua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, para que os perigos que dizem respeito a seguran\u00e7a dos alimentos sejam&nbsp;prevenidos ou mitigados, medidas devem ser tomadas em toda a cadeia de produ\u00e7\u00e3o&nbsp;e de distribui\u00e7\u00e3o do pescado. Isto porque, inerente a toda a atividade humana,&nbsp;incluindo as atividades relacionadas a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, h\u00e1 perigos que podem&nbsp;afetar a sa\u00fade das pessoas (Organization, 1999 #45).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, mesmo esse cen\u00e1rio apresentando desafios \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e aos&nbsp;operadores envolvidos na cadeia produtiva da aquicultura, os atores dessas mudan\u00e7as&nbsp;dever\u00e3o fazer uso mais eficiente de seus insumos, desenvolver processos e produtos&nbsp;com baixo comprometimento ambiental e gerenciamento de recursos naturais e&nbsp;humanos de forma respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Refer\u00eancias<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ADMINISTRA\u00c7\u00c3O, P. A.-T. S. Diagrama de Pareto: guia geral (passo a passo). Portal&nbsp;Administra\u00e7\u00e3o &#8211; tudo sobre administra\u00e7\u00e3o, 2015. 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