{"id":1393,"date":"2015-10-26T12:52:48","date_gmt":"2015-10-26T14:52:48","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/monitoramento-e-diagnostico-de-risco-ambiental-uma-abordagem-sobre-problematica-no-uso-de-pcbs-para-o-setor-eletrico\/"},"modified":"2021-04-20T12:24:08","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:08","slug":"monitoramento-e-diagnostico-de-risco-ambiental-uma-abordagem-sobre-problematica-no-uso-de-pcbs-para-o-setor-eletrico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/monitoramento-e-diagnostico-de-risco-ambiental-uma-abordagem-sobre-problematica-no-uso-de-pcbs-para-o-setor-eletrico\/","title":{"rendered":"Monitoramento e diagn\u00f3stico de risco ambiental: Uma abordagem sobre problem\u00e1tica no uso de PCBs para o setor el\u00e9trico"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 15pt;\"><strong><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\">Monitoramento e diagn\u00f3stico de risco ambiental: Uma abordagem sobre problem\u00e1tica no uso de PCBs para o setor el\u00e9trico<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><strong><span style=\"font-size: 14.0pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Por Giorgi Dal Pont<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><strong style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Publicado em 26\/10\/2015<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1391\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Capa.jpg\" alt=\"Capa\" width=\"748\" height=\"466\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt;\">A ecotoxicologia \u00e9 uma ci\u00eancia que emprega par\u00e2metros ecol\u00f3gicos e qu\u00edmicos para avaliar a toxicidade de contaminantes naturais e de origem antr\u00f3pica presentes na biosfera e que podem apresentar a capacidade de alterar a atividade normal dos ecossistemas. Atualmente, j\u00e1 foram descritos uma grande variedade de contaminantes dispersos nos ecossistemas aqu\u00e1ticos, terrestres e atmosf\u00e9ricos. Dentre eles, os contaminantes denominados \u201cPoluentes Org\u00e2nicos Persistentes\u201d (POPs) s\u00e3o um grupo que oferecem grande risco para o meio ambiente pois s\u00e3o subst\u00e2ncias que apresentam alta toxicidade, elevado tempo de perman\u00eancia no ambiente e por serem facilmente bioacumulados e biomagnificados por organismos vivos (Figura 1).<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1392\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/figura1.jpg\" alt=\"figura1\" width=\"757\" height=\"480\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/figura1-750x477.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/figura1-300x191.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/figura1-440x280.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/figura1-627x399.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 757px) 100vw, 757px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Calibri, sans-serif;\">Figura 1. Ilustra\u00e7\u00e3o do esquema dos processos de bioacumula\u00e7\u00e3o e biomagnifica\u00e7\u00e3o dos PCBs no ecossistema marinho. Fonte: Adaptado de worldoceanreview.com.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pertencente ao grupo dos POPs, as bifenilas policloradas (PCBs), s\u00e3o um grupo de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas de grande relev\u00e2ncia para a ind\u00fastria, principalmente para o setor el\u00e9trico. Os PCBs foram utilizados largamente com o objetivo de melhorar o desempenho de caracter\u00edsticas relacionadas \u00e0 seguran\u00e7a de \u00f3leos isolantes. Entretanto, ap\u00f3s algumas d\u00e9cadas de uso intenso, foi constatado que os PCBs j\u00e1 estavam disseminados por todo o mundo. A preocupa\u00e7\u00e3o com a presen\u00e7a dos PCBs nos diversos ecossistemas tornou-se ainda maior quando resultados de estudos cient\u00edficos apontaram que tais compostos apresentavam alta mobilidade aqu\u00e1tica e atmosf\u00e9rica e, al\u00e9m disso, que possu\u00edam caracter\u00edsticas mutag\u00eanicas, carcinog\u00eanicas e teratog\u00eanicas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt;\">Plantas industriais que fizeram uso prolongado dos PCBs como fluidos hidr\u00e1ulicos ou que os usaram para fabricar aparelhos el\u00e9tricos, especialmente os transformadores e reatores el\u00e9tricos, tornaram-se os locais com maior ac\u00famulo ambiental dessas subst\u00e2ncias. Ap\u00f3s a descoberta dos malef\u00edcios que o uso dos PCBs poderiam causar para a fauna e flora, leis espec\u00edficas que regulamentaram sua fabrica\u00e7\u00e3o e uso passaram a ser estabelecidas. Especificamente no Brasil, uma Portaria Interministerial, publicada em 1981, proibiu a comercializa\u00e7\u00e3o e o uso de PCBs em todo o seu territ\u00f3rio, sendo que os equipamentos j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o que continham PCBs poderiam continuar a ser utilizados. Apesar dos PCBs n\u00e3o serem fabricados e comercializados e do descarte daquele ainda presente em equipamentos industriais ser fortemente regulamentado, atualmente ainda existem v\u00e1rias fontes potenciais que podem, acidentalmente, liberar res\u00edduos para o ambiente. Estas fontes incluem o uso e elimina\u00e7\u00e3o de produtos contendo PCBs de equipamentos fabricados antes de 1981, a combust\u00e3o de materiais contendo PCBs, a reciclagem de produtos contaminados com PCBs e, a emiss\u00e3o de PCBs de locais destinados ao armazenamento e elimina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt;\">Uma vez que a emiss\u00e3o prim\u00e1ria de PCBs para o ambiente ocorre atrav\u00e9s da sua libera\u00e7\u00e3o na \u00e1gua, com a maior ocorr\u00eancia de exposi\u00e7\u00e3o da vida selvagem e humana ocorrendo direta ou indiretamente por meio de sistemas aquosos, as metodologias atuais de avalia\u00e7\u00e3o ecotoxicol\u00f3gica podem auxiliar na execu\u00e7\u00e3o de programas de biomonitoramento e de diagn\u00f3stico precoce em cen\u00e1rios de contamina\u00e7\u00e3o acidental, viabilizando a redu\u00e7\u00e3o do risco ecol\u00f3gico inerente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o dos PCBs. Outro fato que favorece a utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas ecotoxicol\u00f3gicas, principalmente no que tange sua utiliza\u00e7\u00e3o para o monitoramento de \u00e1reas com potencial de contamina\u00e7\u00e3o de PCBs, \u00e9 o fato de que a identifica\u00e7\u00e3o de fontes de v\u00e1rios contaminantes ambientais s\u00e3o relativamente simples, entretanto, isso nem sempre \u00e9 v\u00e1lido para as bifenilas policloradas. Enquanto contaminantes que apresentam baixa taxa de perman\u00eancia no ambiente s\u00e3o mais facilmente identificados pr\u00f3ximos \u00e0 sua fonte, as subst\u00e2ncias mais persistentes, tais como os PCBs e os metais pesados, podem alcan\u00e7ar uma distribui\u00e7\u00e3o verdadeiramente global devido ao transporte atmosf\u00e9rico, \u00e0 deposi\u00e7\u00e3o nos solos e \u00e1guas superficiais e por meio da biomagnifica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da cadeia tr\u00f3fica. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt;\">Dessa forma, apesar de n\u00e3o estar inserida de forma direta na cadeia produtiva, a ecotoxicologia \u00e9 uma ferramenta que pode auxiliar diretamente o setor el\u00e9trico a identificar precocemente focos de contamina\u00e7\u00e3o e, com isso, reduzir os riscos ao meio ambiente que s\u00e3o intr\u00ednsecos \u00e0 longeva presen\u00e7a dos PCBs no cen\u00e1rio de produ\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica no Brasil e no mundo. Nesse contexto, o objetivo do presente trabalho \u00e9 realizar uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica descrevendo as metodologias ecotoxicol\u00f3gicas que podem auxiliar empresas do setor el\u00e9trico na realiza\u00e7\u00e3o de monitoramento de \u00e1reas suscept\u00edveis a contamina\u00e7\u00e3o e na avalia\u00e7\u00e3o de impacto de \u00e1reas j\u00e1 afetadas por PCBs, considerando a regulamenta\u00e7\u00e3o legal que rege o uso e descarte de PCBs no cen\u00e1rio nacional.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monitoramento e diagn\u00f3stico de risco ambiental: Uma abordagem sobre problem\u00e1tica no uso de PCBs para o setor el\u00e9trico Por Giorgi Dal Pont Publicado em 26\/10\/2015 A ecotoxicologia \u00e9 uma ci\u00eancia que emprega par\u00e2metros ecol\u00f3gicos e qu\u00edmicos para avaliar a toxicidade de contaminantes naturais e de origem antr\u00f3pica presentes na biosfera e que podem apresentar a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1390,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"footnotes":""},"categories":[258,1],"tags":[],"class_list":["post-1393","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao-cientifica","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1393","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1393"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1393\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1390"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1393"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1393"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1393"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}