{"id":1325,"date":"2015-06-03T17:29:56","date_gmt":"2015-06-03T20:29:56","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/derramamentos-de-petroleo-e-derivados-em-ecossistemas-marinhos\/"},"modified":"2021-04-20T12:24:09","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:09","slug":"derramamentos-de-petroleo-e-derivados-em-ecossistemas-marinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/derramamentos-de-petroleo-e-derivados-em-ecossistemas-marinhos\/","title":{"rendered":"Derramamentos de Petr\u00f3leo e Derivados em Ecossistemas Marinhos"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-top: 7.5pt; margin-right: 0in; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 23.4pt;\"><span style=\"font-size: 19.5pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #3d83b8;\">Derramamentos de Petr\u00f3leo e Derivados em Ecossistemas Marinhos<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 9pt; line-height: 11.2pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">Por Giorgi Dal Pont<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-top: 9pt; line-height: 11.2pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">Publicado em 03\/06\/2015<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-top: 9pt; line-height: 11.2pt;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1323\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Imagemcapa.jpg\" alt=\"Imagemcapa\" width=\"749\" height=\"560\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Imagemcapa-300x225.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Imagemcapa-440x330.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Imagemcapa-627x470.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 749px) 100vw, 749px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin-top: 9pt; text-align: justify; line-height: 11.2pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">Uma gama de atividades humanas causa impacto sobre ecossistemas marinhos. Derramamentos de petr\u00f3leo, assim como atividades de pesca, maricultura, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, descarga de esgoto e produtos qu\u00edmicos industriais e transporte mar\u00edtimo, s\u00e3o classificados como fontes difusas de polui\u00e7\u00e3o marinha, por se caracterizarem como fontes de contamina\u00e7\u00e3o sutis e n\u00e3o intencionais.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 9pt; text-align: justify; line-height: 11.2pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">A natureza exata e a dura\u00e7\u00e3o dos impactos de um derramamento de petr\u00f3leo dependem de uma s\u00e9rie de fatores. Estes incluem o tipo e a quantidade de petr\u00f3leo e seus comportamentos uma vez derramado; as caracter\u00edsticas f\u00edsicas da \u00e1rea afetada; condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e a esta\u00e7\u00e3o do ano; o tipo e a efic\u00e1cia da resposta limpeza; as caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas e econ\u00f4micas da regi\u00e3o e sua sensibilidade a polui\u00e7\u00e3o. Efeitos t\u00edpicos sobre os organismos marinhos variam atrav\u00e9s de uma escala de toxicidade, especialmente para \u00f3leos leves e subprodutos, at\u00e9 casos de sufocamento, em caso de contato com \u00f3leos e res\u00edduos pesados. A presen\u00e7a de componentes t\u00f3xicos nem sempre causa de mortalidade, mas podem induzir efeitos tempor\u00e1rios como narcose e de contamina\u00e7\u00e3o de tecidos, que normalmente desaparecem ao longo do tempo. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 9pt; text-align: justify; line-height: 11.2pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">Em ambientes marinhos com \u00e1guas rasas, os danos decorrentes de um derramamento geralmente est\u00e3o relacionados \u00e0 mistura do \u00f3leo no mar pela a\u00e7\u00e3o de ondas ou por produtos qu\u00edmicos dispersantes utilizados de forma inadequada. Em algumas circunst\u00e2ncias, a capacidade de dilui\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente para manter as concentra\u00e7\u00f5es de \u00f3leo na \u00e1gua abaixo dos n\u00edveis de perigo. Mas em casos onde h\u00e1 presen\u00e7a de luz, e os produtos t\u00f3xicos tornaram-se dispersos, ou em incidentes graves, em que a a\u00e7\u00e3o das ondas pesadas dispersa grandes volumes de petr\u00f3leo perto da costa, pode ocorrer \u00e0 morte de grande quantidade de organismos marinhos. Os estudos p\u00f3s-derrame revelam que a recupera\u00e7\u00e3o tem ocorrido em um prazo relativamente curto, e os impactos s\u00e3o raramente detectados ap\u00f3s alguns anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 9pt; text-align: justify; line-height: 11.2pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">As regi\u00f5es costeiras, mais do que qualquer outra parte ambiente marinho, est\u00e3o expostas aos efeitos do petr\u00f3leo, pois \u00e9 onde ele naturalmente tende a se acumular. No entanto, muitos dos animais e plantas que habitam essa regi\u00e3o apresentam grande toler\u00e2ncia a diversos desafios naturais, uma vez que devem ser capaz de tolerar a exposi\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica ao movimento das ondas, secagem dos ventos, altas temperaturas, chuvas e outras tens\u00f5es. Essa toler\u00e2ncia tamb\u00e9m d\u00e1 h\u00e1 muitos organismos litor\u00e2neos a capacidade de resistir e se recuperar dos efeitos do \u00f3leo derramado.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 9pt; text-align: justify; line-height: 11.2pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">Regi\u00f5es rochosas e praias arenosas expostas \u00e0 a\u00e7\u00e3o de ondas e aos efeitos de lavagem das correntes tendem a ser mais resistentes aos efeitos de um derrame e, geralmente, retornam a condi\u00e7\u00f5es normais rapidamente. Costas rochosas expostas \u00e0 a\u00e7\u00e3o das ondas s\u00e3o frequentemente citadas como os ambientes que se recuperam mais rapidamente. No entanto, em algumas circunst\u00e2ncias, mudan\u00e7as sutis para comunidades de cost\u00f5es rochosos podem ser desencadeadas por um derrame (Figura 1).<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-837\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Figura1.jpg\" alt=\"Figura1\" width=\"753\" height=\"499\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">Figura 1. A\u00e7\u00e3o de limpeza do litoral rochoso de Prince Willian Sound, Alaska, ap\u00f3s vazamento de \u00f3leo bruto o petroleiro Exxon Valdez, em 1989.&nbsp; Lavadoras de alta press\u00e3o foram utilizadas para a retirada do petr\u00f3leo depositado sobre as rochas.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-top: 9pt; text-align: justify; line-height: 11.2pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">Encostas constitu\u00eddas de sedimentos \u201cmoles\u201d, constitu\u00eddos de areia fina e\/ou lama, s\u00e3o encontrados em \u00e1reas que est\u00e3o protegidas da a\u00e7\u00e3o das ondas, incluindo os manguezais e estu\u00e1rios, sendo, na maioria das vezes, altamente produtivos. Nesses locais, o \u00f3leo derramado pode ser incorporado em sedimentos finos atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de mecanismos. Exemplos incluem a flocula\u00e7\u00e3o com sedimentos agitados por atividade de tempestades, penetra\u00e7\u00e3o por revolvimento do fundo e caules de plantas abertos. Se o \u00f3leo penetra em sedimentos finos ele pode persistir por muitos anos, aumentando a probabilidade de efeitos em longo prazo (Figura 2).<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1324\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Figura2.jpg\" alt=\"Figura2\" width=\"756\" height=\"482\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">Figura 2. Manguezal localizado na \u00c1sia afetado por vazamento de petr\u00f3leo bruto em 2012. O movimento constante das mar\u00e9s e a grande quantidade de ra\u00edzes de mangue dificultaram a a\u00e7\u00e3o de limpeza do local.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-top: 9pt; text-align: justify; line-height: 11.2pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">O ecossistema marinho, e todos os organismos que o comp\u00f5e, apresentam diferentes graus de resili\u00eancia quando submetidos a condi\u00e7\u00f5es de desafios em decorr\u00eancia de contamina\u00e7\u00e3o ambiental. Entretanto, h\u00e1 uma aceita\u00e7\u00e3o generalizada de que \u00e9 improv\u00e1vel que a variabilidade natural dos sistemas possa voltar a apresentar \u00e0s condi\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-derramamento. A maioria das defini\u00e7\u00f5es atuais com foco sobre o restabelecimento de uma comunidade de animais e plantas que s\u00e3o caracter\u00edsticas do habitat e est\u00e3o funcionando normalmente em termos de biodiversidade e produtividade. Por\u00e9m, alguns autores ressaltam que iniciativas para estabelecer uma melhor organiza\u00e7\u00e3o log\u00edstica de acompanhamento p\u00f3s-derrame, com o objetivo obterem-se resultados mais conclusivos, s\u00e3o altamente recomendados.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 9pt; text-align: justify; line-height: 11.2pt;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #303e46;\">Incidentes de polui\u00e7\u00e3o podem, e causam, uma s\u00e9rie de impactos no ambiente marinho, mas muitas vezes \u00e9 afirmado que um evento particular, constitui um &#8220;desastre ambiental&#8221;, com consequ\u00eancias desastrosas para a sobreviv\u00eancia da flora e fauna marinhas. No entanto, impactos ambientais e econ\u00f3micos de curto prazo s\u00e3o, invariavelmente, graves em um incidente de maior propor\u00e7\u00e3o e pode causar s\u00e9rios perigos para as pessoas que vivem perto do litoral contaminados, afetando suas vidas e prejudicando sua qualidade de vida. Mas \u00e9 reconfortante que os processos naturais podem fornecer uma recupera\u00e7\u00e3o positiva, assistido por uma adequada limpeza e, por vezes acelerado atrav\u00e9s de medidas de restaura\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Derramamentos de Petr\u00f3leo e Derivados em Ecossistemas Marinhos Por Giorgi Dal Pont Publicado em 03\/06\/2015 Uma gama de atividades humanas causa impacto sobre ecossistemas marinhos. Derramamentos de petr\u00f3leo, assim como atividades de pesca, maricultura, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, descarga de esgoto e produtos qu\u00edmicos industriais e transporte mar\u00edtimo, s\u00e3o classificados como fontes difusas de polui\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1323,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"footnotes":""},"categories":[258,1],"tags":[],"class_list":["post-1325","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao-cientifica","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1325","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1325"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1325\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1323"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}