{"id":1302,"date":"2015-04-12T20:18:53","date_gmt":"2015-04-12T23:18:53","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/boas-praticas-de-producao-sanidade-e-rastreabilidade-de-ostras\/"},"modified":"2017-11-30T18:45:00","modified_gmt":"2017-11-30T20:45:00","slug":"boas-praticas-de-producao-sanidade-e-rastreabilidade-de-ostras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/boas-praticas-de-producao-sanidade-e-rastreabilidade-de-ostras\/","title":{"rendered":"Boas pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o, sanidade e rastreabilidade de ostras"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.sebrae.com.br\/sites\/PortalSebrae\/bis\/Rastreabilidade-na-ostreicultura\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1300\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/gia_rastreabilidade-ne_versao_impressao_P%C3%A1gina_001.jpg\" alt=\"gia rastreabilidade ne versao impressao P\u00e1gina 001\" width=\"681\" height=\"909\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva;\">O <a href=\"http:\/\/www.sebrae.com.br\/sites\/PortalSebrae\/bis\/Organismos-identificados-nas-ostras-cultivadas-no-nordeste-do-Brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">trabalho<\/a>, realizado em parceria com o SEBRAE, est\u00e1 inserido em um contexto de profissionaliza\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva de ostras cultivadas na regi\u00e3o Nordeste do Brasil, notadamente nos estados de Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Para\u00edba. O trabalho envolve: a) um levantamento e an\u00e1lise de dados t\u00e9cnicos e ambientais na \u00e1rea de ostreicultura com esp\u00e9cies nativas; b) identifica\u00e7\u00e3o dos principais organismos incrustantes, epibiontes, patog\u00eanicos e predadores destas ostras; c) proposi\u00e7\u00e3o das bases conceituais, t\u00e9cnicas e operacionais de um sistema de rastreabilidade das ostras produzidas na regi\u00e3o de estudo; d) elabora\u00e7\u00e3o de um guia de boas pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o de ostras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: verdana, geneva; font-size: 12pt;\">No final do m\u00eas de mar\u00e7o\/2015, foram iniciadas as atividades de campo com o objetivo de obter ostras para an\u00e1lise de organismos incrustantes, epibiontes, patog\u00eanicos e predadores. T\u00e9cnicos do GIA, Pl\u00e2nkton e SEBRAE percorreram ao todo 1.920 km, passando pelos estados de Sergipe, Alagoas, Para\u00edba, Pernambuco (estado n\u00e3o inserido no projeto) e Rio Grande do Norte.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: 12pt;\">As ostras (<em>Crassostrea brasiliana e Crassostrea rhizophora<\/em>) foram coletadas em sistemas diferentes de cultivo: mesa fixa, mesa fixa com travesseiro e varal. Esses s\u00e3o os principais sistemas de cultivo utilizados nos estados estudados (SE, AL, PB e RN), por\u00e9m foi encontrado outro tipo de sistema, o BST. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: 12pt;\">O sistema BST est\u00e1 sendo testado pelo SEBRAE em alguns dos cultivos do estado do Sergipe. O principal objetivo desse teste \u00e9 avaliar se ocorre um melhor desempenho de crescimento e reprodu\u00e7\u00e3o das ostras. Neste sistema, as ostras s\u00e3o inseridas em estruturas semelhantes a cestos, o qual \u00e9 encaixado nos BST (conhecido como Sistema de Long-line Ajust\u00e1vel). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: 12pt;\">Ao serem retiradas da \u00e1gua, as ostras foram fotografadas e imediatamente acondicionadas em sacos pl\u00e1sticos e em caixas t\u00e9rmicas contendo gelo em gel. Para evitar o contato direto da amostra com o gelo, uma l\u00e2mina de papel\u00e3o foi colocada entre eles. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: 12pt;\">Dentro de cada caixa t\u00e9rmica, foram fixados com lacres, medidores de temperatura port\u00e1teis (<em>datalogger<\/em>) para o registro de dados durante todo o per\u00edodo de transporte. O <em>datalogger <\/em>utilizado \u00e9 um registrador eletr\u00f4nico de temperatura. Em seu interior h\u00e1 um sensor que registra e armazena a varia\u00e7\u00e3o de temperatura ocorrida dentro de caixas t\u00e9rmicas durante o processo de transporte. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: 12pt;\">Os <em>dataloggers<\/em> foram programados para iniciar a mensura\u00e7\u00e3o da temperatura desde o momento em que as ostras foram retiradas da \u00e1gua at\u00e9 a abertura das caixas em laborat\u00f3rio. A seguir, as caixas t\u00e9rmicas foram fechadas, lacradas e encaminhadas (via a\u00e9rea) at\u00e9 o Laborat\u00f3rio de Histologia e Microbiologia (LHM), em Curitiba, PR.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: 12pt;\">Em laborat\u00f3rio, as caixas t\u00e9rmicas foram abertas, as ostras lavadas e separadas de acordo com a finalidade de cada grupo (identifica\u00e7\u00e3o macrosc\u00f3pica de agentes biol\u00f3gicos, biometria, histologia e microbiologia).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva;\"><strong><em>Identifica\u00e7\u00e3o macrosc\u00f3pica de agentes biol\u00f3gicos<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: 12pt;\">Todos os organismos epibiontes (externos e intervalvares) foram retirados e fotografados. Posteriormente eles foram identificados ao menor n\u00edvel taxon\u00f4mico poss\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva;\"><strong><em>\u00cdndices de condi\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva; font-size: 12pt;\">Todas as ostras coletadas foram pesadas, para determina\u00e7\u00e3o do peso total e do peso da carne \u00famida e medidas (altura, largura e comprimento). Dez exemplares de cada ponto amostral foram secos em estufa a 60\u00b0C por 48 horas e posteriormente pesados para determina\u00e7\u00e3o do peso da concha seca e peso da carne seca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva;\"><strong><em>An\u00e1lise histol\u00f3gica<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 150%; font-family: verdana, geneva; font-size: 12pt;\">Amostras contendo partes moles (com sec\u00e7\u00f5es de est\u00f4mago, manto e g\u00f4nadas) de dez ostras por ponto amostral, foram fixadas em solu\u00e7\u00e3o de Davidson (ALFAC) e processadas histologicamente, de acordo com a t\u00e9cnica de rotina para inclus\u00e3o em parafina e sec\u00e7\u00e3o em micr\u00f3tomo rotativo com 5\u00b5m de espessura. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva;\"><strong><em><span style=\"line-height: 150%;\">An\u00e1lise microbiol\u00f3gica<\/span><\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva;\"><span style=\"line-height: 150%;\">A extra\u00e7\u00e3o de DNA total foi realizada com 20 subamostras de\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/ostras-boas-praticas-de-producao-sanidade-e-rastreabilidade-da-ostreicultura-com-especies-nativas-em-se-al-pb-e-rn\/\"><span style=\"line-height: 150%; color: windowtext; text-decoration: none;\">tecidos<\/span><\/a><span style=\"line-height: 150%;\">\u00a0das ostras, principalmente do trato digest\u00f3rio, coletadas em cada um dos pontos amostrais. Estas ostras passaram pelo processo de abertura e retirada da carne e l\u00edquido intervalvar para posterior macera\u00e7\u00e3o e esfrega\u00e7o do conte\u00fado. Ap\u00f3s o esfrega\u00e7o, cada amostra passar\u00e1 pelo processo de extra\u00e7\u00e3o do DNA total utilizando o Kit Invitrogen (Purelink<sup>\u00ae<\/sup> Genomic DNA).<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 150%; font-family: verdana, geneva; font-size: 12pt;\">Esse material est\u00e1 sendo submetido ao pirossequenciamento a partir das regi\u00f5es V1\/V2 do gene ribossomal 16S. Em seguida, ser\u00e1 realizado o processamento de sequ\u00eancias para an\u00e1lise de agrupamentos e estabelecimento de unidades taxon\u00f4micas operacionais, e compara\u00e7\u00e3o com bancos de dados gen\u00f4micos para estabelecimento de linhagens bacterianas presentes.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1301\" style=\"border: 2px dashed #888888; height: 157px; border-radius: 10px; width: 1036px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; background: url('components\/com_droppics\/assets\/images\/gallery.png') 50% 50% no-repeat scroll #d6d6d6;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/t.gif\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"1\" data-droppicsgallery=\"40\" data-droppicsversion=\"2.0.8\" data-gallery=\"40\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trabalho, realizado em parceria com o SEBRAE, est\u00e1 inserido em um contexto de profissionaliza\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva de ostras cultivadas na regi\u00e3o Nordeste do Brasil, notadamente nos estados de Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Para\u00edba. 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