{"id":1285,"date":"2015-03-24T18:41:21","date_gmt":"2015-03-24T21:41:21","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/parasitose-em-linguados-cultivados-em-laboratorio\/"},"modified":"2021-04-20T12:24:09","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:09","slug":"parasitose-em-linguados-cultivados-em-laboratorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/parasitose-em-linguados-cultivados-em-laboratorio\/","title":{"rendered":"Parasitose em linguados cultivados em laborat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center; line-height: 115%;\" align=\"center\"><strong><span style=\"font-size: 14pt; line-height: 115%;\">Parasitose em linguados cultivados em laborat\u00f3rio<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center; line-height: 115%;\" align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"line-height: 115%;\"><strong>Por Gisela Geraldine Castilho-Westphall <\/strong><\/p>\n<p style=\"line-height: 115%;\"><strong>Publicado em 24\/03\/2015<\/strong><\/p>\n<p style=\"line-height: 115%;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1278\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG1.jpg\" alt=\"FIG1\" width=\"760\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG1.jpg 1408w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG1-750x563.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG1-1140x855.jpg 1140w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG1-300x225.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG1-768x576.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG1-440x330.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG1-627x470.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 760px) 100vw, 760px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-align: center; line-height: 115%;\" align=\"center\"><strong>FIGURA 1.&nbsp;<\/strong><em>Paralichthys orbignyanus <\/em><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%;\">(linguado manteiga ou linguado vermelho<\/span><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%;\">. Fonte: Laborat\u00f3rio de piscicultura da FURG &lt;<\/span><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%;\"><a href=\"http:\/\/www.reefcorner.org\/forum\/topic_m.asp?TOPIC_ID=44614&gt;\">http:\/\/www.reefcorner.org\/forum\/topic_m.asp?TOPIC_ID=44614&gt;<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-align: center; line-height: 115%;\" align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; line-height: 115%; text-align: justify;\">Os linguados, ou peixes planos, pertencentes \u00e0 ordem Pleuronectiformes, passam por profundas transforma\u00e7\u00f5es externas e internas durante seu desenvolvimento que caracterizam verdadeiras metamorfoses, em especial durante os primeiros dois meses de vida. As larvas que s\u00e3o planct\u00f4nicas e apresentam simetria bilateral nas primeiras semanas, aos poucos, v\u00e3o crescendo mais em comprimento e altura do que em espessura, tornando-se achatadas e um dos olhos come\u00e7a a migrar para o lado oposto do corpo. Junto com as modifica\u00e7\u00f5es internas e desenvolvimento dos \u00f3rg\u00e3os, a presen\u00e7a dos dois olhos em um s\u00f3 lado do corpo, identifica um pequeno peixe que acabou o processo de metamorfose; passa a ser identificado como juvenil e adquire h\u00e1bitos bent\u00f4nicos, deitando e nadando sobre o lado cego do corpo. No seu per\u00edodo de vida juvenil ou adulto, os linguados vivem junto ao fundo, geralmente enterrados ou mimetizados de acordo com o ambiente.<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; line-height: 115%; text-align: justify;\">Por ser um animal de import\u00e2ncia econ\u00f4mica, a aquicultura, como sistema de produ\u00e7\u00e3o de alimentos de alta qualidade, \u00e9 uma alternativa vi\u00e1vel para aumentar a oferta de linguado no mercado.<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; line-height: 115%; text-align: justify;\"><em>Paralichthys orbignyanus <\/em>(linguado manteiga ou linguado vermelho) \u00e9 uma esp\u00e9cie costeira e estuarina. As larvas e juvenis utilizam o estu\u00e1rio e as ba\u00edas rasas como ber\u00e7\u00e1rios naturais, onde h\u00e1 riqueza de alimentos e prote\u00e7\u00e3o contra predadores. \u00c9 encontrado desde o estado do Rio de Janeiro at\u00e9 o golfo de San Mat\u00edas na Argentina, ocorrendo em profundidades menores que 1 at\u00e9 45 metros, com maior abund\u00e2ncia em torno dos 20 metros.<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-indent: 0in; line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: Calibri, sans-serif;\">Em um cultivo de linguados, quando era realizada a manuten\u00e7\u00e3o e limpeza dos tanques na Esta\u00e7\u00e3o Marinha de Aquacultura Professor Marcos Alberto Marchiori da Funda\u00e7\u00e3o Universidade Federal do Rio Grande, observou-se que juvenis de <em>P. orbignyanus<\/em> estavam com comportamento alterado e provavelmente alguma enfermidade havia se instalado no cultivo. Verificando-se os sinais cl\u00ednicos e a an\u00e1lise preliminar dos peixes sob lupa, chegou-se \u00e0 conclus\u00e3o que se tratava de um caso de amiloodiniose (\u201cvelvety\u201d, \u201crust\u201d, \u201cgold dust disease\u201d ou \u201ccoral fish disease\u201d). O agente patog\u00eanico da amiloodiniose \u00e9 o dinoflagelado <em>Amyloodinium ocellatum<\/em> (Ordem Blastodinida, Fam\u00edlia Oodinidae) (Brown, 1931).<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-indent: 0in; line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: Calibri, sans-serif;\">Os dinoflagelados podem constituir importantes organismos patog\u00eanicos, representando um s\u00e9rio problema ao cultivo intensivo de peixes e ao aquarismo. O g\u00eanero <em>Amyloodinium<\/em> \u00e9 composto por ectoparasitas de br\u00e2nquias ou tegumento de muitas esp\u00e9cies de peixes marinhos.&nbsp; \u00c9 um parasita termof\u00edlico e eurialino de regi\u00f5es tropicais e subtropicais, tem distribui\u00e7\u00e3o cosmopolita e causa tamb\u00e9m infec\u00e7\u00f5es em peixes de vida livre marinhos ou estuarinos. Parece virtualmente n\u00e3o espec\u00edfico na sele\u00e7\u00e3o do hospedeiro, infectando a maioria dos tele\u00f3steos (peixes \u00f3sseos), inclusive os de \u00e1gua doce se estes forem mantidos em \u00e1gua contaminada de baixa salinidade. Tamb\u00e9m h\u00e1 registro deste parasito infectando elasmobr\u00e2nquios (tubar\u00f5es e raias).<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 6pt; line-height: 115%; text-align: justify;\">O ciclo de vida de <em>Amyloodinium <\/em>&nbsp;<em>ocellatum<\/em> compreende tr\u00eas est\u00e1dios: parasit\u00e1rio (trofonte), divis\u00e3o ou multiplica\u00e7\u00e3o (tomonte) e infestante (din\u00f3sporo).<\/p>\n<p style=\"margin-top: 6pt; line-height: 115%;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1279\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG2.jpg\" alt=\"FIG2\" width=\"416\" height=\"343\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG2.jpg 374w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG2-300x247.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 416px) 100vw, 416px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin-top: 6pt; text-align: center; line-height: 115%;\" align=\"center\"><strong>FIGURA 2.<\/strong><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%;\"> Ciclo de vida do parasito <em>Amyloodinium<\/em> <em>ocellatum<\/em>. Fonte: &lt;<a href=\"http:\/\/www.lib.noaa.gov\/retiredsites\/docaqua\/reports_miscellaneous\/amyloodiniumfactsheet.html&gt;\">http:\/\/www.lib.noaa.gov\/retiredsites\/docaqua\/reports_miscellaneous\/amyloodiniumfactsheet.html&gt;<\/a><a href=\"http:\/\/www.lib.noaa.gov\/retiredsites\/docaqua\/reports_miscellaneous\/amyloodiniumfactsheet.html&gt;\"><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 6pt; text-align: center; line-height: 115%;\" align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quadro Cl\u00ednico<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; line-height: 115%; text-align: justify;\">No estudo cujos resultados ser\u00e3o descritos a seguir, os peixes infestados pelo parasito eram juvenis com aproximadamente 120 dias ap\u00f3s a eclos\u00e3o. Eles apresentavam respira\u00e7\u00e3o ofegante com n\u00edtida percep\u00e7\u00e3o dos movimentos de abertura e fechamento da boca e dos op\u00e9rculos. Os peixes buscavam se aglomerar pr\u00f3ximos ao difusor de ar e tamb\u00e9m faziam incurs\u00f5es \u00e0 superf\u00edcie, nadando por alguns segundos paralelamente pr\u00f3ximo \u00e0 interface ar-\u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; line-height: 115%; text-align: justify;\">O padr\u00e3o normal de pigmenta\u00e7\u00e3o dos peixes tamb\u00e9m se alterou em fun\u00e7\u00e3o do estresse provocado pela doen\u00e7a. As varia\u00e7\u00f5es foram sutis, n\u00e3o detect\u00e1veis macroscopicamente, ou bem pronunciadas, ocorrendo hiperpigmenta\u00e7\u00e3o em toda a superf\u00edcie corporal.<\/p>\n<p style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\">Ao se realizar uma avalia\u00e7\u00e3o microsc\u00f3pica dos animais parasitados, observou-se a presen\u00e7a de parasitos, principalmente em br\u00e2nquias, pseudobr\u00e2nquias, cavidade nasal, cavidade opercular, es\u00f4fago, faringe, nadadeiras, op\u00e9rculos, pele e tecido subcut\u00e2neo, regi\u00e3o periocular, vasos sangu\u00edneos, tecido muscular, f\u00edgado e cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-align: center; text-indent: 42.55pt; line-height: 115%;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1280\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG3.jpg\" alt=\"FIG3\" width=\"524\" height=\"315\" \/><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-align: center; text-indent: 42.55pt; line-height: 115%;\" align=\"center\"><strong>FIGURA 3.<\/strong><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%;\"> Locais de maior preval\u00eancia de <em>Amyloodinium<\/em> <em>ocellatum<\/em> na superf\u00edcie corporal dos juvenis analisados.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-align: center; text-indent: 42.55pt; line-height: 115%;\" align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-align: justify; line-height: 115%;\">A maior incid\u00eancia de protozo\u00e1rios foi observada na cavidade opercular com fixa\u00e7\u00e3o sobre as br\u00e2nquias (guelras) e nas nadadeiras, justificando a dificuldade respirat\u00f3ria apresentada pelos animais. Em um \u00fanico arco branquial isolado e observado em microsc\u00f3pio, foi poss\u00edvel contar 269 trofontes fixados nos filamentos e nas lamelas branquiais, o que daria aproximadamente 2.152 parasitos, somente nas br\u00e2nquias dos juvenis.<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; line-height: 115%;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1281\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG4.jpg\" alt=\"FIG4\" width=\"640\" height=\"417\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG4.jpg 640w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG4-300x195.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG4-440x287.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG4-627x409.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.45pt; text-align: center; text-indent: -35.45pt; line-height: 115%;\" align=\"center\"><strong>FIGURA 4. <\/strong><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%;\">Arco branquial de juvenil infestado de trofontes de <em>Amyloodinium ocellatum. <\/em><\/span><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%;\">Escala: 322 \u00b5m<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.45pt; text-align: center; text-indent: -35.45pt; line-height: 115%;\" align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.45pt; text-align: center; text-indent: -35.45pt; line-height: 115%;\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1282\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG5.jpg\" alt=\"FIG5\" width=\"549\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG5.jpg 532w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG5-300x200.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG5-440x293.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 549px) 100vw, 549px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.45pt; text-align: center; text-indent: -35.45pt; line-height: 115%;\" align=\"center\"><strong>FIGURA 5. <\/strong><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%;\">Filamento branquial de juvenil de <em>P. orbignyanus <\/em>repleto de <em>A<\/em>. <em>ocellatum<\/em>. Les\u00e3o tecidual sob os riz\u00f3ides do trofonte (c\u00edrculo) onde ocorreu necrose (morte celular). Din\u00f3sporo fixado entre as lamelas branquiais (seta). HE. Escala: 20 \u00b5m.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.45pt; text-align: center; text-indent: -35.45pt; line-height: 115%;\" align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-align: justify; line-height: 115%;\">Pela presen\u00e7a de parasitos nas br\u00e2nquias, houve al\u00e9m de necrose (morte celular), diversas altera\u00e7\u00f5es celulares e teciduais (hiperplasia, hemorragia, aneurisma ou telangectasia) que fizeram com que o peixe perdesse a capacidade respirat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-align: justify; line-height: 115%;\">Na superf\u00edcie corporal dos juvenis como as nadadeiras e a regi\u00e3o periocular, por ter contato direto com a \u00e1gua, esta regi\u00e3o esteve mais predisposta a inj\u00farias decorrentes da a\u00e7\u00e3o do parasito. Al\u00e9m disso, a a\u00e7\u00e3o, do aparelho fixador do parasito, associada a uma poss\u00edvel inje\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias l\u00edticas por ele produzidas, levou a necrose epitelial, causando intensas les\u00f5es e infec\u00e7\u00e3o bacteriana secund\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.45pt; text-indent: -35.45pt; line-height: 115%;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1283\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG6.jpg\" alt=\"FIG6\" width=\"540\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG6.jpg 520w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG6-300x198.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG6-440x291.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -35.45pt; line-height: 115%;\"><strong>FIGURA 6. <\/strong><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%;\">Regi\u00e3o periocular de <em>P. orbignyanus <\/em>com parasitos <em>A.<\/em> <em>ocellatum<\/em> (c\u00edrculos) fixados \u00e0 epiderme. Globo ocular (seta). HE. Escala: 140 \u00b5m.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.45pt; text-align: justify; text-indent: -35.45pt; line-height: 115%;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.45pt; text-indent: -35.45pt; line-height: 115%;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1284\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/FIG7.jpg\" alt=\"FIG7\" width=\"547\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><strong><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 107%;\">FIGURA 7.<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 107%;\"> Es\u00f4fago em corte transversal. Presen\u00e7a de parasitos <em>A <\/em>. cf<em>. ocellatum<\/em> (c\u00edrculos) entre as dobras e na luz do es\u00f4fago. HE. Escala: 100 \u00b5m.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.45pt; text-align: center; text-indent: -35.45pt; line-height: 115%;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 115%; font-family: Calibri, sans-serif;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-align: justify; line-height: 115%;\">Quando observados em regi\u00f5es internas do animal, como f\u00edgado e cora\u00e7\u00e3o, o parasito n\u00e3o foi relacionado ao desenvolvimento de les\u00f5es e sup\u00f4s-se que esta localiza\u00e7\u00e3o err\u00e1tica tenha se dado pela penetra\u00e7\u00e3o dele na corrente sangu\u00ednea atrav\u00e9s dos ferimentos.<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-align: justify; line-height: 115%;\">O estudo da distribui\u00e7\u00e3o e locais de infesta\u00e7\u00e3o de A. ocellatum em juvenis de P. orbignyanus demonstrou a alta patogenicidade do protozo\u00e1rio, que se fixou em diversos \u00f3rg\u00e3os e tecidos, acarretando danos \u00e0 sa\u00fade dos peixes. Isto devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o destrutiva do trofonte sobre os tecidos causando, por exemplo, necrose, hiperplasia e hemorragia. Entretanto, observou-se com maior frequ\u00eancia, dinoflagelados em br\u00e2nquia, cavidade opercular, faringe, nadadeiras, epiderme, pseudobr\u00e2nquias e rastros branquiais; provocando, nestes locais, um quadro lesional mais intenso.<\/p>\n<p style=\"margin: 6pt 0in; text-align: justify; line-height: 115%;\">A obten\u00e7\u00e3o do conhecimento, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s patogenias causadas aos peixes pelo protozo\u00e1rio A. ocellatum, reafirma a necessidade de um r\u00edgido controle dos sistemas de cultivos, implantando medidas profil\u00e1ticas e, quando necess\u00e1rio, curativas para evitar epizootias que ocasionem graves perdas produtivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; line-height: 115%;\"><em>*Agradecimento ao Prof. Dr. Jo\u00e3o Carlos Brahm Cousin pela orienta\u00e7\u00e3o na execu\u00e7\u00e3o deste estudo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parasitose em linguados cultivados em laborat\u00f3rio &nbsp; Por Gisela Geraldine Castilho-Westphall Publicado em 24\/03\/2015 FIGURA 1.&nbsp;Paralichthys orbignyanus (linguado manteiga ou linguado vermelho. Fonte: Laborat\u00f3rio de piscicultura da FURG &lt;http:\/\/www.reefcorner.org\/forum\/topic_m.asp?TOPIC_ID=44614&gt; &nbsp; Os linguados, ou peixes planos, pertencentes \u00e0 ordem Pleuronectiformes, passam por profundas transforma\u00e7\u00f5es externas e internas durante seu desenvolvimento que caracterizam verdadeiras metamorfoses, em especial [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1277,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"footnotes":""},"categories":[258,1],"tags":[],"class_list":["post-1285","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao-cientifica","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1285","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1285"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1285\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1277"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1285"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1285"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1285"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}