{"id":1234,"date":"2015-01-19T12:06:53","date_gmt":"2015-01-19T14:06:53","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/maricultura-na-china-segunda-parte\/"},"modified":"2021-04-20T12:24:09","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:09","slug":"maricultura-na-china-segunda-parte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/maricultura-na-china-segunda-parte\/","title":{"rendered":"Maricultura na China (segunda parte)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1224\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-0.jpg\" alt=\"Fig 0\" width=\"635\" height=\"358\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-0.jpg 635w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-0-300x169.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-0-440x248.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-0-627x353.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 635px) 100vw, 635px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><strong>MARICULTURA NA CHINA (Segunda parte)<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><strong>Por Rafael Fern\u00e1ndez de Alaiza G. M.<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><strong>Publicado em 19\/01\/15<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cria\u00e7\u00e3o de tainha<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As tainhas t\u00eam sido cultivadas na China h\u00e1 mais de 400 anos e s\u00e3o bem aceitas pela popula\u00e7\u00e3o, especialmente em Taiwan, onde alcan\u00e7am alto valor comercial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta esp\u00e9cie \u00e9 detrit\u00edvora (alimenta-se principalmente de microrganismos presentes nos sedimentos). \u00c9 eurit\u00e9rmica (tolera uma ampla gama de temperaturas), eurialina (pode ser cultivada em \u00e1gua do mar, \u00e1gua salobra ou doce), tem um r\u00e1pido crescimento e poucas doen\u00e7as relacionadas. Recomendada pela FAO como uma das esp\u00e9cies de peixes perfeitos para o cultivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tainha pode ser cultivada atrav\u00e9s de monocultura ou policultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cultivo de garoupa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;O in\u00edcio dos cultivos da Garoupa na China ocorreu de forma bem interessante. N\u00e3o foram pesquisadores que desenvolveram a tecnologia de cultivo e sim os pr\u00f3prios pescadores.&nbsp; Acontece que alguns pescadores da regi\u00e3o costeira ao sul da China observaram que, em certa \u00e9poca do ano, havia certa abund\u00e2ncia de garoupas juvenis e, devido \u00e0 demanda e ao alto valor comercial destas esp\u00e9cies, os mesmos come\u00e7aram a capturar os alevinos e coloc\u00e1-los em gaiolas. Os animais passaram a ser alimentados com peda\u00e7os de peixe e outros rejeitos de pesca at\u00e9 atingir o tamanho comercial. Isso chamou a aten\u00e7\u00e3o de bi\u00f3logos, que se dedicaram a estudar reprodu\u00e7\u00e3o, a fim de obter os alevinos artificialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem dez esp\u00e9cies de garoupas cultivadas atualmente na China. As mais importantes s\u00e3o <em>Epinephelus coioides<\/em> e <em>E.<\/em> <em>malabaricus.<\/em> S\u00e3o produzidos anualmente, cerca de 100 milh\u00f5es de alevinos do garoupa, e 100.000 toneladas de peixes de tamanho comercial, em 80.000 gaiolas e 4.000 ha de viveiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria das esp\u00e9cies de garoupa (Fam\u00edlia Serranidae), amadurecem entre 2 e 6 anos de idade. O crescimento lento, a reprodu\u00e7\u00e3o tardia e o ciclo de vida longo as tornam mais vulner\u00e1veis \u00e0 sobre pesca.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1225\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-2-.jpg\" alt=\"Fig 2 \" width=\"573\" height=\"428\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fig. 1 Matrizes garoupas (<em>Epinephelus malabaricus<\/em>) em um laborat\u00f3rio na ilha Dongshang, prov\u00edncia de Fujian (foto R.F. Alaiza).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1226\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-3.jpg\" alt=\"Fig 3\" width=\"590\" height=\"441\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-3.jpg 966w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-3-750x561.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-3-300x224.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-3-768x574.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-3-440x329.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-3-627x469.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fig. 2 Viveiros com \u00e1gua do mar, para engorda da garoupa na ilha Dongshang, na prov\u00edncia de Fujian (foto R.F. Alaiza).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1227\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-4-.jpg\" alt=\"Fig 4 \" width=\"581\" height=\"434\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fig. 3 Garoupas (<em>Epinephelus<\/em> <em>coioides<\/em>) de tamanho comercial, quase prontos para a venda (foto R.F. Alaiza).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cultivo de Tilapia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As til\u00e1pias s\u00e3o peixes on\u00edvoros, com grande aptid\u00e3o ao cultivo tal como crescimento r\u00e1pido, boa resist\u00eancia ao stress, qualidade da carne, alta capacidade reprodutiva, crescimento r\u00e1pido, altos rendimentos etc. Tais caracter\u00edsticas fazem com que seja a primeira op\u00e7\u00e3o para uso em sistemas de piscicultura. Al\u00e9m disso, ela pode ser cultivada tanto em \u00e1gua doce como em \u00e1gua salobra e at\u00e9 marinha, em viveiros, gaiolas, tanques ou tamb\u00e9m em sistemas de tratamento de \u00e1guas de ind\u00fastrias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2009, o volume global de produtos de til\u00e1pia foi 294 mil toneladas, das quais cerca de 259 mil toneladas foram exportadas pela China, o que representa 90% do total mundial<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mercado internacional, os produtos de peixe branco, como o bacalhau e a truta, est\u00e3o se esgotando, enquanto a til\u00e1pia, com a sua carne branca, sabor suave, quantidade reduzida de espinhos e odor reduzido, tem, e muito, agradado consumidores da Am\u00e9rica do Norte e Europa, que tradicionalmente s\u00e3o consumidores de peixes de carne branca. A exporta\u00e7\u00e3o de til\u00e1pia da China para os EUA chegou a 330.000 t em 2011 (incluindo mais de 710 mil t de indiv\u00edduos vivos) com um valor total de exporta\u00e7\u00e3o de mais de 1.100 milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1228\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-5.jpg\" alt=\"Fig 5\" width=\"600\" height=\"303\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-5.jpg 600w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-5-300x152.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-5-440x222.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fig. 4 Auni til\u00e1pia: Esta \u00e9 a primeira gera\u00e7\u00e3o de descendentes h\u00edbridos de cruzar machos reprodutores <em>Oreochromis aureus<\/em> com f\u00eameas de <em>O. niloticus<\/em>.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cultura na Pampo <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros casos de sucesso na reprodu\u00e7\u00e3o artificial desta esp\u00e9cie foram registrados em 1999, mas a produ\u00e7\u00e3o em larga escala n\u00e3o come\u00e7ou at\u00e9 2003, quando o pampo come\u00e7ou a ser cultivado em viveiros na prov\u00edncia de Hainan.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A produ\u00e7\u00e3o anual de p\u00e1mpano na China no per\u00edodo 2006-2010 foi de 21.500 t, t 35.100, 36.500 t, t 66.100 112.500 t ano, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pampo tem baixa toler\u00e2ncia a baixas temperaturas, preferindo temperaturas entre 16-36 <span style=\"font-family: 'Cambria Math', serif;\">\u2103<\/span> e desenvolvendo-se melhor entre 22-30 <span style=\"font-family: 'Cambria Math', serif;\">\u2103<\/span>. &nbsp;Abaixo de 16 <span style=\"font-family: 'Cambria Math', serif;\">\u2103<\/span> os peixes podem parar de comer e em temperaturas inferiores a de 14 <span style=\"font-family: 'Cambria Math', serif;\">\u2103<\/span> eles come\u00e7am a morrer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pampo pertence ao grupo de peixes eurialinos, adaptando-se a&nbsp; salinidades entre 2 e 45 ups, sendo que a salinidade \u00f3ptima de crescimento varia de 5 a 25 ups. Atingem um bom tamanho, t\u00eam elevada taxa de crescimento e grande facilidade de adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Geralmente, sob cultivo artificial, atingem o tamanho comercial (que \u00e9 cerca de 500 g) em seis meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1229\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-6.jpg\" alt=\"Fig 6\" width=\"563\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-6.jpg 1013w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-6-750x422.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-6-300x169.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-6-768x432.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-6-440x248.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-6-627x353.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 563px) 100vw, 563px\" \/>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&nbsp;Fig.5 Pampo (<em>Trachinotus ovatus<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1230\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-7.jpg\" alt=\"Fig 7\" width=\"573\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-7.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-7-300x225.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-7-440x330.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-7-627x470.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 573px) 100vw, 573px\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fig. 6 Gaiolas flutuantes, para engorda do p\u00e1mpano (<em>Trachinotus ovatus<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1231\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-8.jpg\" alt=\"Fig 8\" width=\"570\" height=\"428\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-8.jpg 758w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-8-750x563.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-8-300x225.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-8-440x330.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-8-627x471.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fig. 7 Despesca dos peixes cultivados na gaiola.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1232\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-9.jpg\" alt=\"Fig 9\" width=\"569\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-9.jpg 729w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-9-300x188.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-9-440x276.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-9-627x393.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 569px) 100vw, 569px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fig. 8 Viveiros para o cultivo de pampo (<em>Trachinotus ovatus<\/em>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es gerais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como eu havia narrado na primeira parte deste breve relato, durante a minha viagem de estudo \u00e0 China em 2012, observei aspectos importantes da aquicultura marinha. Por exemplo, a cria\u00e7\u00e3o de camar\u00f5es, como em outros pa\u00edses da \u00c1sia, difere das cria\u00e7\u00f5es de camar\u00e3o nas Am\u00e9ricas. L\u00e1 os empreendimentos s\u00e3o familiares, com pequenos viveiros nos quintais das casas, algo bastante t\u00edpico da cultura Asi\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando viajamos pela China somos surpreendidos, muitas vezes, ao passar por eleva\u00e7\u00f5es nas estradas, como pontes e viadutos, onde pod\u00edamos vislumbrar muitas casas com viveiros equipados com aeradores de p\u00e1, em especial em \u00e1reas pr\u00f3ximas a rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Constatamos tamb\u00e9m uma not\u00e1vel capacidade dos vendedores de rua de manter esp\u00e9cimes marinhas vivas para venda nas cal\u00e7adas, em meio aos pedestres. Na cidade de Xiamen, uma velhinha me chamou aten\u00e7\u00e3o por cuidar e manter uma grande quantidades de animais marinhos vivos, como moluscos bivalves, peixes e caranguejos, em bacias com apenas um aerador a pilha. Outro ponto que me chamou muito a aten\u00e7\u00e3o foi o n\u00famero de restaurantes com animais vivos, mantidos em aqu\u00e1rios marinhos para o consumo. Assim como na costa da prov\u00edncia de Fujian onde h\u00e1 tamb\u00e9m uma grande demanda de frutos do mar, principalmente vivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1233\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-10.jpg\" alt=\"Fig 10\" width=\"605\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-10.jpg 1504w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-10-750x561.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-10-1140x852.jpg 1140w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-10-300x224.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-10-768x574.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-10-1024x765.jpg 1024w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-10-440x329.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Fig-10-627x469.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fig. 9 Aqu\u00e1rios de um restaurante na cidade de Xiamen, prov\u00edncia de Fujian (foto R.F. Alaiza).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Na bela ilha de Dongshang, os restaurantes beira mar n\u00e3o se preocupam com escassez de frutos do mar uma vez que cultivos com gaiolas flutuantes s\u00e3o evidentes e muito pr\u00f3ximos desses restaurantes, dando durante a noite um toque pitoresco a paisagem. Em algumas noites, vimos turistas ajudando pescadoras, que riam e gritavam enquanto puxavam as redes lotadas de pequenos peixes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa impress\u00e3o foi que a atividade de maricultura funciona como um grande sistema, onde as autoridades locais realizaram estudos de gest\u00e3o integrada da zona costeira e definem previamente as \u00e1reas de cultivo, de pesca, de turismo e de esportes n\u00e1uticos. Todos devem respeitar o zoneamento, sob a pena de multa. Segundo o que nos explicaram, os erros do passado como prote\u00e7\u00e3o ambiental insuficiente est\u00e3o sendo corrigidos e a consci\u00eancia ambiental \u00e9 muito apreciada na sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesma regi\u00e3o da ilha, observamos a produ\u00e7\u00e3o de gaiolas flutuantes na praia que posteriormente ser\u00e3o rebocadas para o mar. Tamb\u00e9m observam-se cordas flutuantes para o cultivo de macroalgas, conjuntos de gaiola flutuantes para o cultivo de moluscos abalone e peixes muito apreciados como pampo e garoupa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As rela\u00e7\u00f5es comerciais entre os diferentes empreendimentos s\u00e3o muito interessantes. Os produtores de algas vendem suas colheitas para os produtores de moluscos e os res\u00edduos do processamento de peixes s\u00e3o vendidos para os criadores de peixes. Assim fica claro que o sistema funciona como um \u201ccluster\u201d ou APL (Arranjo Produtivo Local).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, n\u00e3o enfatizamos que o sistema de maricultura da China \u00e9 perfeito, ou que deva ser imitado, mas os n\u00fameros falam por si s\u00f3, e eu acho que certamente funciona, e o ponto principal \u00e9 que se adapta \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As investiga\u00e7\u00f5es est\u00e3o em andamento para ampliar a gama de esp\u00e9cies marinhas em cultivadas. Segundo ao bi\u00f3logos nos disseram, eles tem muitas tarefas e desafios, mas como todo mundo sabe, os chineses sempre encontram uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><sup>&nbsp;<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Informa\u00e7\u00f5es e fotos do curso \u201cTraining Course on Mariculture Technology for Developing Countries\u201d, FJIO, Xiamen, Fujian, Rep. Pop. Jun-Jul 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MARICULTURA NA CHINA (Segunda parte) Por Rafael Fern\u00e1ndez de Alaiza G. M. Publicado em 19\/01\/15 &nbsp; Cria\u00e7\u00e3o de tainha As tainhas t\u00eam sido cultivadas na China h\u00e1 mais de 400 anos e s\u00e3o bem aceitas pela popula\u00e7\u00e3o, especialmente em Taiwan, onde alcan\u00e7am alto valor comercial. 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