{"id":1191,"date":"2014-11-16T19:08:10","date_gmt":"2014-11-16T21:08:10","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/lambari-como-agente-de-controle-biologico\/"},"modified":"2021-04-20T12:24:09","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:09","slug":"lambari-como-agente-de-controle-biologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/lambari-como-agente-de-controle-biologico\/","title":{"rendered":"Lambari como agente de controle biol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1184\" style=\"font-size: 11.9999990463257px; line-height: 18px; text-align: -webkit-center; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1a.JPG\" alt=\"lambar1a\" width=\"728\" height=\"194\" \/><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: center; line-height: 150%;\" align=\"center\"><strong><span style=\"font-size: 13pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif; text-transform: uppercase;\">Utiliza\u00e7\u00e3o do lambari (<\/span><\/strong><strong><em><span style=\"font-size: 13pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Astyanax <\/span><\/em><\/strong><strong><span style=\"font-size: 13pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">sp<span style=\"text-transform: uppercase;\">.) como agente biol\u00f3gico no controle de larvas de mosquitos em bebedouros para bovinos na regi\u00e3o de Pinhais, Paran\u00e1<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; line-height: 150%; text-align: justify;\" align=\"center\">Por:&nbsp;<span style=\"font-size: 12pt; line-height: 125%; font-family: Arial, sans-serif;\">Fernanda Damaceno Tavares<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; line-height: 150%; text-align: justify;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 125%; font-family: Arial, sans-serif;\">Publicado em 16\/11\/14<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; line-height: 150%;\" align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;\" align=\"center\"><strong><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Al\u00e9m de alergias \u00e0s picadas e do inc\u00f4modo que provocam na popula\u00e7\u00e3o, os mosquitos dos g\u00eaneros <em>Anopheles<\/em>, <em>Aedes<\/em> e <em>Culex<\/em> s\u00e3o vetores de agentes causadores de graves doen\u00e7as nos seres humanos, tais como a filariose, a febre amarela, a leishmaniose, a mal\u00e1ria e o dengue. De acordo com o Centro de Informa\u00e7\u00f5es em Sa\u00fade para Viajantes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014), o dengue \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa causada por um arbov\u00edrus que ocorre principalmente em \u00e1reas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (2014) informa que os primeiros sinais cl\u00ednicos em uma pessoa picada pelo mosquito contaminado com o v\u00edrus s\u00e3o febre alta e de in\u00edcio abrupto, dores de cabe\u00e7a, dores no corpo e nas articula\u00e7\u00f5es, fraqueza, dor atr\u00e1s dos olhos, prurido, perda de peso, n\u00e1useas e v\u00f4mitos. No caso de agravamento da doen\u00e7a podem ocorrer sangramentos da gengiva e do nariz, dor abdominal intensa e cont\u00ednua, v\u00f4mitos persistentes, sonol\u00eancia, irritabilidade, queda da press\u00e3o arterial e tontura. Pessoas que apresentam sintomas mais graves necessitam de aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica urgente, pois estes casos podem ser fatais. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Segundo Paula (2005), no estado do Paran\u00e1 os primeiros registros de casos de dengue ocorreram em 1993, no entanto, foi a partir de 1995 que come\u00e7aram a ser registradas importantes epidemias. Dentre estas a que merece aten\u00e7\u00e3o especial \u00e9 a registrada no ano de 2003, quando as confirma\u00e7\u00f5es atingiram os 9.550 casos. Na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba, a preocupa\u00e7\u00e3o com a dengue nunca foi t\u00e3o grande quanto \u00e9 no presente, pois at\u00e9 2001 a capital paranaense era considerada pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional da Sa\u00fade como um munic\u00edpio infestado pelo vetor, por\u00e9m sem a transmiss\u00e3o de dengue (PAULA, 2005). No m\u00eas de abril de 2002 foram confirmados os dois primeiros casos aut\u00f3ctones da doen\u00e7a (OLIVEIRA, 2003). No munic\u00edpio de Pinhais \u2013 PR, somente na pen\u00faltima semana do m\u00eas de outubro de 2014, foram encontrados 61 focos do mosquito da dengue, segundo Cristiane da Concei\u00e7\u00e3o de Barros, gerente da Vigil\u00e2ncia Ambiental.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Conforme Nam (2003) <em>apud<\/em> Pamplona (2006), no Vietn\u00e3 os criadouros mais importantes de mosquitos s\u00e3o caixas d\u00b4\u00e1gua de concreto e tinas. Estes dep\u00f3sitos foram positivos para grande n\u00famero de larvas durante todo o ano. Em estudo realizado por Cruz et al. (2001), os tanques de cimento ao n\u00edvel do ch\u00e3o foram os principais dep\u00f3sitos incriminados pela popula\u00e7\u00e3o como fonte de mosquitos em Cuba. Na Argentina, os vasos de plantas, potes de barro e bebedouros de animais foram os mais infestados em cerca de 40% dos domic\u00edlios visitados, segundo dados de Liborio et al. (2004).<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">&nbsp;No Setor de Bovinocultura Leiteira da Fazenda Experimental do Canguiri &#8211; UFPR, localizada na \u00e1rea da APA Estadual do Ira\u00ed, a maior parte dos bebedouros utilizados para dessedenta\u00e7\u00e3o do rebanho possui caracter\u00edsticas em comum com os tipos de reservat\u00f3rios onde foram encontradas larvas de mosquitos, segundo os estudos mencionados anteriormente. Os bebedouros do setor s\u00e3o em sua maioria caixas d\u00b4\u00e1gua localizadas ao n\u00edvel do ch\u00e3o, onde podem ser encontradas larvas de mosquitos durante o ano todo, especialmente quando as temperaturas se elevam ou quando os animais utilizam os bebedouros com menor freq\u00fc\u00eancia. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">O controle do mosquito <em>Aedes aegypti <\/em>se d\u00e1, principalmente, de quatro formas: controle qu\u00edmico, controle mec\u00e2nico, controle biol\u00f3gico e o controle legal (PAMPLONA, 2006). O artigo 6\u00ba do decreto n\u00ba 1.753, de 06 de maio de 1996, proibe ou restringe o uso de agrot\u00f3xicos ou outros biocidas em desacordo com as normas ou recomenda\u00e7\u00f5es institu\u00eddas no Plano de Manejo, na APA Estadual do Ira\u00ed. Desta forma, o controle qu\u00edmico do vetor, tanto na forma alada (mosquito adulto) como nas formas de vida aqu\u00e1ticas (ovos, larvas e pupas) atrav\u00e9s do uso de subst\u00e2ncias sint\u00e9ticas ou naturais torna-se invi\u00e1vel no Setor. Conforme Pamplona (2006), o controle mec\u00e2nico seria a forma ideal para dep\u00f3sitos que n\u00e3o podem ser eliminados e quando n\u00e3o se utiliza componentes qu\u00edmicos nem biol\u00f3gicos. Entretanto, a efic\u00e1cia do controle mec\u00e2nico est\u00e1 diretamente relacionada ao n\u00edvel de envolvimento da popula\u00e7\u00e3o, pois os reservat\u00f3rios devem ser freq\u00fcentemente limpos e mantidos cobertos, evitando a oviposi\u00e7\u00e3o tanto no interior do recipiente quanto na cobertura, caso exista o risco de ac\u00famulo de \u00e1gua sobre a tampa. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (2009) afirma que o controle biol\u00f3gico \u00e9 baseado no uso de organismos capazes de predar, parasitar, competir com ou reduzir popula\u00e7\u00f5es de uma esp\u00e9cie indesejada. Para Borda et al. (2001), na luta contra os mosquitos vetores uma estrat\u00e9gia que est\u00e1 crescendo como alternativa \u00e9 o emprego de agentes biol\u00f3gicos, entre eles os peixes inset\u00edvoros. Molloy (1924) <em>apud<\/em> Pamplona (2006) descreveu na Nicar\u00e1gua que peixes estariam sendo utilizados em barris, tinas, tambores e outros dep\u00f3sitos que acumulavam \u00e1gua da chuva para controlar larvas do mosquito transmissor da mal\u00e1ria. Esta t\u00e9cnica teria sido introduzida pelos chineses durante o ano de 1905 e foi utilizada por tribos ind\u00edgenas da Am\u00e9rica Central que observaram que nos dep\u00f3sitos que tinham peixes n\u00e3o existiam larvas e os outros estavam infestados. Essa talvez tenha sido a primeira descri\u00e7\u00e3o do uso de peixes larv\u00f3fagos em larga escala para controle de larvas de mosquitos em dep\u00f3sitos de \u00e1gua.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Existem algumas caracter\u00edsticas para uma esp\u00e9cie de peixe ser considerada como potencial para controle biol\u00f3gico; destacando-se a prefer\u00eancia por predar larvas de mosquitos, ser de tamanho reduzido, possuir corpo alongado, ter agilidade e alta fecundidade e resistir ao transporte e ao armazenamento, informa a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade. Al\u00e9m destas caracter\u00edsticas, o lambari (<em>Astyanax <\/em>sp.) possui uma dieta composta por itens de origem vegetal e animal, sendo os insetos o item de maior import\u00e2ncia alimentar. Desta forma, Silva (2008) classificou o h\u00e1bito alimentar deste peixe como on\u00edvoro, com prefer\u00eancia \u00e0 insetivoria.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar a capacidade de sobreviv\u00eancia e o potencial do lambari (<em>Astyanax <\/em>sp.) como agente biol\u00f3gico no controle de larvas de mosquitos em bebedouros para bovinos.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;\" align=\"center\"><strong><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Material e M\u00e9todos<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><strong><em><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Descri\u00e7\u00e3o da \u00c1rea Experimental<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">O experimento foi realizado entre 22 de setembro de 2014 e 27 de outubro de 2014, no Setor de Bovinocultura Leiteira da Fazenda Experimental do Canguiri, situada no munic\u00edpio de Pinhais, Paran\u00e1, Brasil. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Foram utilizados 10 bebedouros com capacidade para 500 litros da \u00e1gua cada (Figura 1), localizados sob a mesma instala\u00e7\u00e3o, identificados numericamente, protegidos contra chuvas e nos quais foi constatada a presen\u00e7a de larvas de mosquitos na \u00e1gua.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1185\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1b.JPG\" alt=\"lambar1b\" width=\"571\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1b.JPG 571w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1b-300x222.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1b-440x325.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 571px) 100vw, 571px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif;\">Figura 1. Bebedouros utilizados no experimento. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Inicialmente os bebedouros 1 (repeti\u00e7\u00f5es A e B&shy;) e 2 (repeti\u00e7\u00f5es A, B e C) foram drenados e filtrados para a elimina\u00e7\u00e3o das larvas. Os bebedouros 3 (repeti\u00e7\u00f5es A e B) e 4 (repeti\u00e7\u00f5es A, B e C) tiveram seus conte\u00fados originais mantidos. Os bebedouros 1 e 3 n\u00e3o receberam peixes e os bebedouros 2 e 4 receberam 10 peixes cada na primeira semana. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Como mostra a Figura 2, todos os bebedouros foram cobertos por uma tela hexagonal galvanizada para viveiros de aves (di\u00e2metro da malha: \u00bd&nbsp; polegada) para evitar que predadores atacassem os peixes, os quais n\u00e3o foram arra\u00e7oados durante o experimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1186\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1c.JPG\" alt=\"lambar1c\" width=\"572\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1c.JPG 572w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1c-300x225.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1c-440x330.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 572px) 100vw, 572px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif;\">Figura 2. Bebedouro coberto com tela hexagonal galvanizada. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><strong><em><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Coletas dos Peixes<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Os exemplares de lambari foram capturados em c\u00f3rregos e viveiros na Fazenda Experimental do Canguiri, munic\u00edpio de Pinhais \u2013 PR, com o aux\u00edlio de uma armadilha de espera do tipo covo, como demonstrado na Figura 3. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1187\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1d.JPG\" alt=\"lambar1d\" width=\"760\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1d.JPG 991w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1d-750x280.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1d-300x112.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1d-768x287.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1d-440x164.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1d-627x234.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 760px) 100vw, 760px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif;\">Figura 3. Captura dos peixes com armadilha de espera em c\u00f3rrego. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Os peixes capturados foram classificados e os que tinham entre 05 cm e 10 cm de comprimento foram selecionados e armazenados em um gal\u00e3o pl\u00e1stico com capacidade para 50 litros da \u00e1gua para serem transportados at\u00e9 os bebedouros do experimento. &nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><strong><em><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Par\u00e2metros Assumidos para Verifica\u00e7\u00e3o da Capacidade de Sobreviv\u00eancia e Potencialidade como Agente Biol\u00f3gico do Astyanax sp.<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Para que o lambari fosse considerado capaz de sobreviver nas condi\u00e7\u00f5es encontradas nos bebedouros (sem arra\u00e7oamento e sem renova\u00e7\u00e3o e oxigena\u00e7\u00e3o da \u00e1gua), todos os peixes inicialmente colocados nos bebedouros deveriam estar vivos ao final do experimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">O lambari seria considerado potencial agente biol\u00f3gico se os bebedouros com peixes se tornassem negativos para presen\u00e7a de larvas de mosquitos a partir da 2\u00aa semana e assim permanecessem at\u00e9 o final do experimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><strong><em><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Metodologia para Verifica\u00e7\u00e3o da Capacidade de Sobreviv\u00eancia e Potencialidade como Agente Biol\u00f3gico do Astyanax sp.<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Semanalmente a \u00e1gua de todos os bebedouros foi drenada com o aux\u00edlio de uma mangueira e um balde pl\u00e1stico e filtrada atrav\u00e9s de um tecido branco de malha fina para an\u00e1lise da presen\u00e7a de larvas, como mostra a Figura 4. Durante a filtragem, a \u00e1gua do bebedouro e os peixes que nele estavam contidos foram acondicionados em uma caixa de \u00e1gua auxiliar de mesma capacidade, para posterior reposi\u00e7\u00e3o no bebedouro de origem. As larvas encontradas no filtrado dos bebedouros 3 e 4 foram repostas em seus bebedouros de origem e larvas encontradas no filtrado dos bebedouros 1 e 2 foram descartadas. O n\u00famero de peixes vivos tamb\u00e9m foi contabilizado a cada semana nos bebedouros e os exemplares mortos foram retirados e descartados.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1188\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1e.JPG\" alt=\"lambar1e\" width=\"575\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1e.JPG 575w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1e-300x225.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1e-440x331.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 575px) 100vw, 575px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif;\">Figura 4. Filtrado contendo larvas de mosquitos. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">O resultado positivo ou negativo da an\u00e1lise semanal da presen\u00e7a ou aus\u00eancia de larvas no filtrado foi anotado em registros individuais para cada um dos bebedouros para verifica\u00e7\u00e3o do potencial do lambari como agente biol\u00f3gico no controle de larvas e, ao final do experimento, foi calculada a diferen\u00e7a entre o n\u00famero inicial e final de exemplares vivos nos bebedouros para verifica\u00e7\u00e3o da capacidade de sobreviv\u00eancia dos peixes.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;\" align=\"center\"><strong><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Resultados e Discuss\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><strong><em><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Resultados da Capacidade de Sobreviv\u00eancia<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">A Tabela 1 demonstra os resultados semanais da contagem de peixes vivos nos bebedouros a cada semana para verifica\u00e7\u00e3o da capacidade de sobreviv\u00eancia do lambari. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt -1cm; line-height: 150%; text-align: center;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt -1cm; line-height: 150%; text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Tabela 1 <\/span><\/strong><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">\u2013 Resultados semanais do n\u00famero de peixes vivos nos bebedouros<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt -1cm; line-height: 150%; text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1189\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1f.JPG\" alt=\"lambar1f\" width=\"722\" height=\"317\" \/><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt -1cm; line-height: 150%; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\"><\/span><em style=\"line-height: 150%; font-size: 12px; text-align: left; background-color: transparent;\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">\u201cSP\u201d: sem peixe; \u201cCP\u201d: com peixe; \u201cDL\u201d: descarta larvas; \u201cRL\u201d: rep\u00f5e larvas.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">A sobreviv\u00eancia m\u00e9dia nos bebedouros n<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">\u00ba<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\"> 3, 4 e 5 foi de 7,3 peixes\/bebedouro (73,0 %) durante o per\u00edodo experimental. Nos bebedouros n<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">\u00ba<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\"> 8, 9 e 10, a sobreviv\u00eancia m\u00e9dia foi de 9,3 peixes\/bebedouro (93,0 %) durante o mesmo per\u00edodo. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">A diferen\u00e7a entre as sobreviv\u00eancias m\u00e9dias dos dois grupos de bebedouros pode ter ocorrido pelo fato de que os bebedouros 3, 4 e 5 iniciaram o experimento sem larvas. Esta falta de alimento nos primeiros dias pode ter acentuado o quadro de estresse nos peixes, visto que 09 exemplares encontrados mortos estavam acometidos por fungos e 01 apresentava sinais de canibalismo nas nadadeiras e no op\u00e9rculo.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Outro fator que pode ter contribuido para as mortes dos peixes em geral foi a utiliza\u00e7\u00e3o concomitante de machos e f\u00eameas dentro de um mesmo bebedouro, devido ao fato das f\u00eameas de <em>Astyanax<\/em> sp. serem naturalmente mais agressivas do que os machos (informa\u00e7\u00e3o verbal fornecida por Andr\u00e9 Luiz Vicente, do GIA &#8211; UFPR). <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 6pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><strong><em><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Resultados da Potencialidade como Agente Biol\u00f3gico<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">A Tabela 2 cont\u00e9m os resultados das filtragens semanais da \u00e1gua dos bebedouros para verifica\u00e7\u00e3o do potencial do lambari como agente biol\u00f3gico no controle de larvas de mosquitos. <\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt -1cm; line-height: 150%; text-align: center;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt -1cm; line-height: 150%; text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Tabela 2 <\/span><\/strong><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">\u2013 Resultados das filtragens semanais do conte\u00fado dos bebedouros<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt -1cm; line-height: 150%; text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1190\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1g.JPG\" alt=\"lambar1g\" width=\"649\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1g-300x139.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/lambar1g-440x204.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 649px) 100vw, 649px\" \/><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0.0001pt -1cm; line-height: 150%; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\"><\/span><em style=\"line-height: 150%; font-size: 12px; text-align: left; background-color: transparent;\"><span style=\"font-size: 9pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">\u201c+\u201d : presen\u00e7a de larvas; \u201c-\u201c : aus\u00eancia de larvas; \u201cSP\u201d: sem peixe; \u201cCP\u201d: com peixe; \u201cDL\u201d: descarta larvas; \u201cRL\u201d: rep\u00f5e larvas.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">No in\u00edcio da 2<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">\u00aa<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\"> semana, durante a primeira filtragem da \u00e1gua, todos os bebedouros que continham peixes n\u00e3o apresentavam larvas. Ocorreu, portanto, a elimina\u00e7\u00e3o dos focos existentes nos bebedouros n<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%;\">\u00ba<\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\"> 8, 9 e 10, os quais iniciaram o experimento com larvas.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">&nbsp;Os peixes tamb\u00e9m foram capazes de manter os bebedouros sem larvas durante todo o per\u00edodo experimental e isto foi constatado at\u00e9 mesmo em bebedouros que apresentaram menos de 10 peixes vivos ao final do estudo. Tal fato tamb\u00e9m foi notado por Pamplona et al. (2007), o qual afirma que apenas um esp\u00e9cime de <em>Astyanax fasciatus<\/em> pode ser capaz de eliminar, num curto espa\u00e7o de tempo, as larvas de <em>Aedes<\/em> que porventura sejam encontradas em dep\u00f3sitos domiciliares. Al\u00e9m disto, o autor tamb\u00e9m menciona que, em condi\u00e7\u00f5es naturais, \u00e9 prov\u00e1vel que o peixe elimine as larvas \u00e0 medida que nas\u00e7am, pois o n\u00famero de larvas que eclodem por dia \u00e9 muito inferior ao n\u00famero de larvas encontradas em um criadouro, num determinado momento.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Contudo, os focos continuaram existindo nos bebedouros sem peixes, nos quais as larvas eram repostas ap\u00f3s a filtragem. Nos bebedouros sem peixes, dos quais as larvas eram descartadas a cada filtragem, foi detectado que os mosquitos continuaram a ovipositar e persistiu o desenvolvimento de novas gera\u00e7\u00f5es de larvas na \u00e1gua a cada semana.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;\" align=\"center\"><strong><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Conclus\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Os resultados sugerem que o uso do peixe lambari (<em>Astyanax <\/em>sp.) foi eficaz no controle das larvas de mosquitos, evitando que se desenvolvam nos bebedouros e que atinjam a forma adulta, diminuindo assim os riscos \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; line-height: 150%;\" align=\"center\"><strong><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Refer\u00eancias<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">BORDA, C. E.; REA, M. J. F.; ROSA, J. R. 2001. Est\u00fadios de la capacidade predadora de peces sobre larvas de <em>Culex quinquefasciatus<\/em> (Diptera: Culicidae). <strong>Comunicaciones cient\u00edficas y tecnol\u00f3gicas del Centro Nacional de Parasitologia y Enfermidades Tropicales<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">BRASIL. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Dengue. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"http:\/\/portalsaude.sa-ude.gov.br\/index.php\/o-ministerio\/principal\/secretarias\/svs\/dengue\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">http:\/\/portalsaude.sa-ude.gov.br\/index.php\/o-ministerio\/principal\/secretarias\/svs\/dengue<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">&gt;. Acesso em: 19 de outubro de 2014.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">CRUZ, A. M.; MESA, A.; SAN MART\u00cdN, J. L. 2001. La comunidad y el control de <em>Aedes aegypti<\/em>: percepci\u00f3n y comportamiento respecto al larvicida abate. 2001. <strong>Revista Cubana de Medicina Tropical<\/strong>. 53(1):44-7.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">LIBORIO, M.; TOMISANI, A. M.; MOYANO, C. B.; SALAZAR, R.; BALPARDA, L. R. 2004. Estrategias de prevenci\u00f3n de dengue \u2013 Rosario, Argentina. <strong>Revista Brasileira de Epidemiologia<\/strong>. v. 7, n. 3, p. 311-327.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">OLIVEIRA, M. M. F. 2003. A dengue em Curitiba: Uma abordagem climatol\u00f3gica do epis\u00f3dio de mar\u00e7o\/abril-2003. <strong>Revista R. RA\u00b4E GA: O Espa\u00e7o Geogr\u00e1fico em An\u00e1lise<\/strong>. (8):45-54.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">PAMPLONA, L. G. C. 2006. <strong>Potencial de cinco esp\u00e9cies de peixe como m\u00e9todo de controle biol\u00f3gico de larvas de <em>Aedes aegypti<\/em>, em condi\u00e7\u00f5es de laborat\u00f3rio, no Cear\u00e1<\/strong>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Sa\u00fade P\u00fablica) &#8211; Universidade Federal do Cear\u00e1, 117p.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">PAMPLONA, L. G. C.; PONTES, R. J. S.; REGAZZI, A. C. F.; J\u00daNIOR, F. J. P.; FRUTUOSO, R. L.; SOUSA, E. P.; FILHO, F. F. D.; LIMA, J. W. O. 2007. Compet\u00eancia de peixes como predadores de larvas de <em>Aedes aegypti<\/em>, em condi\u00e7\u00f5es de laborat\u00f3rio. <strong>Revista de Sa\u00fade P\u00fablica<\/strong>. 41(4):638-44.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">PARAN\u00c1. <strong>Decreto n. 1.753, de 6 de maio de 1996<\/strong>. Di\u00e1rio Oficial do Estado do Paran\u00e1, Curitiba, 6 mai. 1996.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">PAULA, E. V. 2005. <strong>Dengue: uma an\u00e1lise climato-geogr\u00e1fica de sua manifesta\u00e7\u00e3o no Estado do Paran\u00e1 (1993-2003)<\/strong>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Geografia) &#8211; Universidade Federal do Paran\u00e1, 142p.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">SILVA, D. A. 2008. <strong>Ecologia alimentar e reprodutiva da piaba-do-rabo-amarelo, <em>Astyanax<\/em> cf. <em>lacustris<\/em> (Reinhardt, 1874) (Osteichthyes: Characidae) na Lagoa do Piat\u00f3, Assu, Rio Grande do Norte, Brasil<\/strong>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Bioecologia Aqu\u00e1tica). Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 108p.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Centro de Informa\u00e7\u00f5es de Sa\u00fade para Viajantes. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"http:\/\/www.cives.ufrj.br\/informacao\/dengue\/den-iv.html\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">http:\/\/www.cives.ufrj.br\/informacao\/dengue\/den-iv.html<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">&gt;. <\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">Acesso em: 19 de outubro de 2014.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; background-image: initial; background-color: white; background-position: initial; background-repeat: initial;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif; color: #333333;\">WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). 2009. <strong>Dengue: Guidelines for Diagnosis, Treatment, Prevention and Control<\/strong>. <\/span><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif; color: #333333;\">Dispon\u00edvel em: &lt;<\/span><a href=\"http:\/\/www.who.int\/tdr\/publications\/documents\/dengue-diagnosis.pdf\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif;\">http:\/\/www.who.int\/tdr\/publications\/documents\/dengue-diagnosis.pdf<\/span><\/a><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Arial, sans-serif; color: #333333;\">&gt;. Acesso em 19 de outubro de 2014.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Utiliza\u00e7\u00e3o do lambari (Astyanax sp.) como agente biol\u00f3gico no controle de larvas de mosquitos em bebedouros para bovinos na regi\u00e3o de Pinhais, Paran\u00e1 Por:&nbsp;Fernanda Damaceno Tavares Publicado em 16\/11\/14 &nbsp; Introdu\u00e7\u00e3o Al\u00e9m de alergias \u00e0s picadas e do inc\u00f4modo que provocam na popula\u00e7\u00e3o, os mosquitos dos g\u00eaneros Anopheles, Aedes e Culex s\u00e3o vetores de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1184,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"footnotes":""},"categories":[258,1],"tags":[],"class_list":["post-1191","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao-cientifica","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1191","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1191"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1191\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1184"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1191"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1191"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1191"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}