{"id":1169,"date":"2014-10-13T17:15:35","date_gmt":"2014-10-13T20:15:35","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/investigando-a-presenca-de-larvas-de-ostras-do-mangue-na-baia-de-guaratuba\/"},"modified":"2021-04-20T12:24:09","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:09","slug":"investigando-a-presenca-de-larvas-de-ostras-do-mangue-na-baia-de-guaratuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/investigando-a-presenca-de-larvas-de-ostras-do-mangue-na-baia-de-guaratuba\/","title":{"rendered":"Investigando a presen\u00e7a de larvas de ostras na ba\u00eda de Guaratuba"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><a name=\"_Toc328484786\"><\/a>PRESEN\u00c7A DE LARVAS DE OSTRA DO MANGUE EM \u00c1GUAS DA BA\u00cdA DE GUARATUBA-PR<\/h3>\n<p><a name=\"_Toc300829926\"><\/a>Ostras do g\u00eanero<em> Crassostrea<\/em> s\u00e3o moluscos bivalves, ou seja, possuem uma concha dividida em duas partes. Habitam \u00e1guas costeiras rasas e ocorrem desde a faixa equatorial at\u00e9 zonas de frio moderado. As esp\u00e9cies deste g\u00eanero s\u00e3o consideradas eurihalinas (suportam grande varia\u00e7\u00e3o de salinidade), eurit\u00e9rmicas (suportam grande varia\u00e7\u00e3o de temperatura), desovam intermitentemente ao longo do ano e s\u00e3o adaptadas a ambientes estuarinos. No Brasil, as esp\u00e9cies de ostras deste g\u00eanero s\u00e3o popularmente conhecidas como ostras do mangue.<\/p>\n<p>O ciclo reprodutivo da ostra do mangue \u00e9 influenciado por fatores end\u00f3genos e ex\u00f3genos e envolve gametog\u00eanese, desenvolvimento larval, fixa\u00e7\u00e3o e metamorfose. Entre as fases de desenvolvimento larval (troc\u00f3fora, larva D, v\u00e9liger e pediv\u00e9liger), \u00e9 na fase pediv\u00e9liger que a larva sofre metamorfose, tornando-se bent\u00f4nica e recebendo a denomina\u00e7\u00e3o de semente (Figura 1). Quando em sua forma s\u00e9ssil (semente), o substrato onde ela se fixa determina seu padr\u00e3o de crescimento e a morfologia externa da concha da ostra. Esta varia\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica, por outro lado, dificulta a confirma\u00e7\u00e3o da identidade (esp\u00e9cie) da ostra s\u00f3 a partir de observa\u00e7\u00e3o visual.<\/p>\n<p>&nbsp;<a href=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._1.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1158\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._1.jpg\" alt=\"Fig. 1\" width=\"587\" height=\"642\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._1.jpg 801w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._1-750x821.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._1-274x300.jpg 274w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._1-768x841.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._1-440x482.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._1-627x686.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 587px) 100vw, 587px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 1. Desenvolvimento larval de ostras <em>Crassostrea<\/em>. Adaptado de http:\/\/www.francenaissain.com\/en\/our-production-facilities\/the-oyster-life-cycle\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O conhecimento do ciclo de vida e da abund\u00e2ncia larval no pl\u00e2ncton, por sua vez, s\u00e3o fundamentais para a implanta\u00e7\u00e3o de medidas que visem a redu\u00e7\u00e3o do grau de explora\u00e7\u00e3o dos bancos naturais a que as ostras s\u00e3o submetidas, como no caso do uso de coletores de sementes.<\/p>\n<p>Entretanto, uma das limita\u00e7\u00f5es ao estudo larval na natureza est\u00e1 relacionada \u00e0 dificuldade de diferencia\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica entre as esp\u00e9cies existentes, o que, n\u00e3o raro, exige o uso de t\u00e9cnicas de microscopia eletr\u00f4nica, tornando a sua aplica\u00e7\u00e3o muitas vezes invi\u00e1vel.&nbsp; Por este motivo, m\u00e9todos de detec\u00e7\u00e3o molecular (pela pesquisa de DNA) de larvas de moluscos t\u00eam sido desenvolvidos para contornar essas limita\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas e conferir ao processamento de amostras maior especificidade e sensibilidade.&nbsp;<\/p>\n<p>Para estudar a presen\u00e7a de larvas do g\u00eanero <em>Crassostrea<\/em> na ba\u00eda de Guaratuba, litoral sul do Brasil, pesquisadores do GIA identificaram as larvas em n\u00edvel espec\u00edfico por meio de biologia molecular, al\u00e9m de fazer a identifica\u00e7\u00e3o visual e contagem das larvas pelo uso de um microsc\u00f3pio de luz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc328484790\"><\/a><a name=\"_Toc300829927\"><\/a>\u00c1rea de estudo<\/h3>\n<p>Os estudos foram realizados na ba\u00eda de Guaratuba (25\u00b052\u2019S; 48\u00b039\u2019W, litoral paranaense, costa Sul do Brasil), que faz parte do bioma Mata Atl\u00e2ntica. Os pontos amostrais foram definidos com base na sua proximidade com importantes bancos naturais de ostra localizados na Ilha da Sepultura (25\u00b051,154&#8243;S 048\u00b036,481&#8243;W) e nas regi\u00f5es do Parati (25\u00b047,866&#8243;S 048\u00b036,447&#8243;W) e de Cabaraquara (25\u00b049&#8217;59,8&#8243;S 048\u00b034&#8217;41,6&#8243;W) (Figura 2).<\/p>\n<p>&nbsp;<a href=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._2.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1161\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._2.jpg\" alt=\"Fig. 2\" width=\"658\" height=\"466\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._2.jpg 658w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._2-120x86.jpg 120w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._2-300x212.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._2-440x312.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._2-627x444.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 658px) 100vw, 658px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 2. Pontos de coleta de pl\u00e2ncton em bancos de ostras na ba\u00eda de Guaratuba, Paran\u00e1.<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc328484792\"><\/a><a name=\"_Toc313982028\"><\/a>Coleta das larvas de ostras no pl\u00e2ncton<\/h3>\n<p>Com aux\u00edlio de uma moto bomba e um filtro grande em formato de coador de caf\u00e9 (rede de coleta de pl\u00e2ncton), quinzenalmente 1.000 Litros de \u00e1gua eram bombeados e todos os organismos retidos no filtro, com tamanho m\u00ednimo de 65 \u00b5m, eram coletados (Figura 3). Entre janeiro de 2010 e abril de 2011, 32 amostras de \u00e1gua com pl\u00e2ncton, foram coletadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1162 size-full wp-image-1164\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._3.jpg\" alt=\"Fig. 3\" width=\"653\" height=\"489\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._3.jpg 1600w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._3-750x563.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._3-1140x855.jpg 1140w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._3-300x225.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._3-768x576.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._3-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._3-440x330.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._3-627x470.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 653px) 100vw, 653px\" \/><\/p>\n<p>Figura 3. Coleta de pl\u00e2ncton com moto bomba e uma rede de coleta de pl\u00e2ncton de 65 \u00b5m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em laborat\u00f3rio, as amostras eram filtradas com o aux\u00edlio de uma bomba a v\u00e1cuo manual, concentrando os organismos em papel filtro Millipore<sup>\u00ae<\/sup> para posterior realiza\u00e7\u00e3o dos protocolos moleculares de identifica\u00e7\u00e3o do DNA larval.<\/p>\n<p>A contagem de larvas de moluscos bivalves era feita em microsc\u00f3pio \u00f3ptico.<\/p>\n<p>No momento do bombeamento de \u00e1gua para coleta de pl\u00e2ncton, em cada um dos pontos amostrais eram mensurados:&nbsp; concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio dissolvido (em mg\/L e em percentagem de satura\u00e7\u00e3o), temperatura, pH, salinidade e transpar\u00eancia. Tanto as an\u00e1lises de \u00e1gua, quanto as coletas foram realizadas no per\u00edodo da manh\u00e3, durante as mar\u00e9s enchentes e em profundidade de aproximadamente 1,0 m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que as pesquisas revelaram<\/strong><\/p>\n<p>Quando os tr\u00eas pontos foram analisados, em rela\u00e7\u00e3o a an\u00e1lise de \u00e1gua (vari\u00e1veis abi\u00f3ticas), foi verificado que:<\/p>\n<ul>\n<li>N\u00e3o houve diferen\u00e7a na varia\u00e7\u00e3o de temperatura da \u00e1gua entre os 3 pontos de coleta.<\/li>\n<li>N\u00e3o houve diferen\u00e7a na varia\u00e7\u00e3o de pH da \u00e1gua entre os 3 pontos de coleta.<\/li>\n<li>&nbsp;No ponto Parati havia menores concentra\u00e7\u00f5es de oxig\u00eanio dissolvido na \u00e1gua, quando comparado com os outros dois pontos.<\/li>\n<li>No ponto Parati a \u00e1gua apresentava menor salinidade, quando comparada aos outros dois pontos e o ponto Cabaraquara foi o com maior salinidade.<\/li>\n<li>As \u00e1guas no ponto Ilha da Sepultura eram as mais transparentes que nos demais pontos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc328484796\"><\/a><a name=\"_Toc313982033\"><\/a>Presen\u00e7a de larvas no pl\u00e2ncton<\/h3>\n<p>Em 92 amostras coletadas, havia 9.336 larvas de moluscos bivalves, ou seja, aproximadamente 101 larvas de moluscos bivalves em 1.000 Litros de \u00e1gua da Ba\u00eda de Guaratuba. Entretanto, a quantidade de larvas em cada ponto foi bastante vari\u00e1vel. Exemplo disto, foi que em uma \u00fanica coleta no ponto Cabaraquara, havia mais de 1.600 larvas. O ponto de coleta com maior quantidade de larvas foi o P1-Cabaraquara, onde se concentram v\u00e1rios cultivos de ostras de moradores da regi\u00e3o (Figura 4).<\/p>\n<p>&nbsp;<a href=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._4.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._4.jpg\" alt=\"Fig. 4\" width=\"602\" height=\"286\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 4. Percentual de larvas de moluscos bivalves na \u00e1gua filtrada em cada um dos pontos de coleta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os meses de maior preval\u00eancia de larvas de moluscos bivalves em cada um dos pontos de coleta foram:<\/p>\n<ul>\n<li>P1 &#8211; Cabaraquara: fevereiro, abril\/2010 e de setembro\/2010 a fevereiro\/2011.<\/li>\n<li>P2 &#8211; Ilha da Sepultura: mar\u00e7o\/2010 e de outubro\/2010 a janeiro\/2011.<\/li>\n<li>P3 \u2013 Parati: abril e julho\/ 2010, de setembro\/2010 a dezembro\/2010 e de fevereiro e abril\/2011 (Figura 5).<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<a href=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._5.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1166\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._5.jpg\" alt=\"Fig. 5\" width=\"565\" height=\"632\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._5.jpg 565w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._5-268x300.jpg 268w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._5-440x492.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 565px) 100vw, 565px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a name=\"_Toc328409319\"><\/a>Figura 5. Distribui\u00e7\u00e3o temporal de larvas de moluscos bivalves. As quantidades apresentadas correspondem ao volume total bombeado mensalmente (1.000 L). A) Amostras de pl\u00e2ncton coletadas em tr\u00eas pontos da ba\u00eda de Guaratuba-PR. B) Amostras de pl\u00e2ncton coletadas no ponto Parati.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As pesquisas tamb\u00e9m revelaram, que a varia\u00e7\u00e3o na quantidade de larvas (LBM) em cada um dos pontos de coleta pode ter sido influenciada pelas concentra\u00e7\u00f5es de oxig\u00eanio dissolvido (DO mg\/L), pH, satura\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio dissolvido (DO %), nesta ordem, e em menor grau pela salinidade e, menos ainda, pela temperatura (\u00b0C) e transpar\u00eancia da \u00e1gua (cm) (Figura 6).<\/p>\n<p>&nbsp;<a href=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._6.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1168\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._6.jpg\" alt=\"Fig. 6\" width=\"471\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._6.jpg 471w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._6-300x286.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Fig._6-440x419.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 471px) 100vw, 471px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a name=\"_Toc328409320\"><\/a>Figura 6. Representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica da an\u00e1lise de componentes principais entre a quantidade de larvas de moluscos bivalves no pl\u00e2ncton e as vari\u00e1veis abi\u00f3ticas mensuradas nos pontos de coleta, durante o per\u00edodo de estudo. O grupamento formado pelas vari\u00e1veis de maior correla\u00e7\u00e3o est\u00e1 circundado. DO=oxig\u00eanio dissolvido; LBM=larvas de moluscos bivalves.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre as amostras analisadas havia maior preval\u00eancia de larvas de ostras do g\u00eanero <em>Crassostrea<\/em> entre os meses de setembro e mar\u00e7o, indicando que o per\u00edodo reprodutivo se intensifica nas esta\u00e7\u00f5es mais quentes do ano (primavera e ver\u00e3o).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portanto, os par\u00e2metros ambientais s\u00e3o decisivos na determina\u00e7\u00e3o da densidade larval de moluscos bivalves no interior da ba\u00eda de Guaratuba e que a dispers\u00e3o de larvas ocorre principalmente nas esta\u00e7\u00f5es mais quentes do ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta pesquisa faz parte da tese ECOLOGIA DA OSTRA DO MANGUE <em>Crassostrea brasiliana<\/em>&nbsp; (Lamarck, 1819) EM MANGUEZAIS DA BA\u00cdA DE GUARATUBA-PR,dispon\u00edvel em: http:\/\/dspace.c3sl.ufpr.br\/dspace\/bitstream\/handle\/1884\/28121\/R%20-%20T%20-%20GISELA%20GERALDINE%20CASTILHO-WESTPHAL.pdf?sequence=1<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PRESEN\u00c7A DE LARVAS DE OSTRA DO MANGUE EM \u00c1GUAS DA BA\u00cdA DE GUARATUBA-PR Ostras do g\u00eanero Crassostrea s\u00e3o moluscos bivalves, ou seja, possuem uma concha dividida em duas partes. 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