{"id":1135,"date":"2014-09-10T00:44:15","date_gmt":"2014-09-10T03:44:15","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/o-uso-de-coletores-artificiais-de-sementes-uma-importante-alternativa-para-a-viabilizacao-da-ostreicultura-no-parana\/"},"modified":"2021-04-20T12:24:09","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:09","slug":"o-uso-de-coletores-artificiais-de-sementes-uma-importante-alternativa-para-a-viabilizacao-da-ostreicultura-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/o-uso-de-coletores-artificiais-de-sementes-uma-importante-alternativa-para-a-viabilizacao-da-ostreicultura-no-parana\/","title":{"rendered":"O uso de coletores artificiais de sementes: uma importante alternativa para a viabiliza\u00e7\u00e3o da ostreicultura no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>O USO DE COLETORES ARTIFICIAIS DE SEMENTES: UMA IMPORTANTE ALTERNATIVA PARA A VIABILIZA\u00c7\u00c3O DA OSTREICULTURA NO PARAN\u00c1<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\"><strong>Por: Gisela Geraldine Castilho-Westphall<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\"><strong>Publicado em 09\/09\/14<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">Desde 1971, quando as primeiras tentativas de cultivo de moluscos marinhos de interesse comercial tiveram in\u00edcio, muitas dificuldades foram e ainda s\u00e3o enfrentadas, para o fortalecimento dessa atividade no pa\u00eds. Nestes pouco mais de 40 anos de atividade no Brasil muita coisa mudou. Comunidades tradicionais passaram, cada vez mais, a encontrar na ostreicultura uma forma para complementar ou mesmo substituir a renda familiar gerada pela pesca artesanal. Al\u00e9m disso, grandes empreendimentos comerciais surgiram. Mesmo assim, hoje o Brasil ainda est\u00e1 longe ser reconhecido como um grande produtor de ostras. Mesmo internamente, os n\u00fameros da atividade s\u00e3o modestos, pois a ostreicultura corresponde a apenas 1% do total da produ\u00e7\u00e3o aqu\u00edcola nacional.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">A maior parte da produ\u00e7\u00e3o brasileira de ostras baseia-se no cultivo de <em>Crassostrea gigas.<\/em> Contudo, esta ostra, al\u00e9m de ex\u00f3tica, n\u00e3o se adapta bem a diversas regi\u00f5es do litoral brasileiro, principalmente em fun\u00e7\u00e3o de varia\u00e7\u00f5es ambientais incompat\u00edveis com sua capacidade de sobreviv\u00eancia e de desenvolvimento.&nbsp; Ainda assim, essa esp\u00e9cie j\u00e1 \u00e9 encontrada em bancos naturais da regi\u00e3o sul do Brasil, indicando que pode estar em curso um processo de bioinvas\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">A solu\u00e7\u00e3o para este dilema de ordem t\u00e9cnica e ambiental poderia estar no cultivo de ostras nativas, que j\u00e1 estariam adaptadas ao ambiente brasileiro, n\u00e3o ofereceriam maiores riscos ambientais, al\u00e9m de serem comercializadas como produto do extrativismo. Dentre as ostras encontradas em manguezais brasileiros, as esp\u00e9cies <em>Crassostrea rhizophorae <\/em>e<em> C. brasiliana <\/em>s\u00e3o as que apresentam maior interesse comercial. Tamb\u00e9m conhecida como ostra do mangue, <em>C. brasiliana <\/em>tem apresentado os melhores resultados na ostreicultura, al\u00e9m de ser considerada uma ostra de grande porte, por ultrapassar 20 cm de altura.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">Com essas vantagens, n\u00e3o seria dif\u00edcil afirmar que o cultivo de <em>C. brasiliana<\/em> \u00e9 a melhor alternativa \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de ostras do Pac\u00edfico. Entretanto, o cultivo de <em>C. brasiliana <\/em>ainda esbarra em um grande gargalo: a obten\u00e7\u00e3o regular, em grande escala e a pre\u00e7os reduzidos de sementes.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">Na falta de sementes produzidas em laborat\u00f3rio, a maioria dos produtores de ostras instalados no litoral brasileiro utiliza animais extra\u00eddos do manguezal para abastecer seus cultivos. No Paran\u00e1, os produtores n\u00e3o fazem uso apenas de sementes extra\u00eddas, mas tamb\u00e9m de indiv\u00edduos jovens para a engorda, intensificando ainda mais a explora\u00e7\u00e3o dos estoques, colocando em risco os bancos naturais e a pr\u00f3pria sustentabilidade da ostreicultura regional.<\/p>\n<h3 style=\"text-indent: 0cm;\">O uso de coletores de sementes na ba\u00eda de Guaratuba, Paran\u00e1<\/h3>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">Uma alternativa ambientalmente menos impactante \u00e9 a obten\u00e7\u00e3o de sementes a partir da utiliza\u00e7\u00e3o de coletores artificiais. Os coletores s\u00e3o estruturas que, uma vez instaladas no ambiente, s\u00e3o utilizadas pelas larvas de ostras e pelos demais organismos incrustantes presentes na \u00e1gua, para seu assentamento (fixa\u00e7\u00e3o). Estas estruturas deveriam ser confeccionadas em material de baixo custo e de f\u00e1cil obten\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, a utiliza\u00e7\u00e3o dos coletores n\u00e3o deve se basear unicamente na coloca\u00e7\u00e3o destas estruturas na \u00e1gua. Para que este mecanismo funcione e cumpra com seu objetivo, \u00e9 necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de estudos pr\u00e9vios que indiquem as \u00e9pocas e os locais mais apropriados para a coloca\u00e7\u00e3o desses coletores, caso contr\u00e1rio, a possibilidade de insucesso \u00e9 muito grande.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">Sabendo disso, pesquisadores do GIA desenvolveram um estudo que teve por objetivo testar a efici\u00eancia da utiliza\u00e7\u00e3o de coletores artificiais de sementes de ostras, ao longo do ano. Para isto, colocaram os coletores na regi\u00e3o do Cabaraquara, munic\u00edpio e Guaratuba, no litoral paranaense.<\/p>\n<h3 style=\"text-indent: 0cm;\">Como foi realizado o estudo<\/h3>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">Coletores artificiais de ostras confeccionados com material de baixo custo e de f\u00e1cil aquisi\u00e7\u00e3o foram testados em tr\u00eas diferentes per\u00edodos de perman\u00eancia na \u00e1gua e em duas profundidades. Al\u00e9m disso, utilizou-se um protocolo molecular de an\u00e1lise de DNA (PCR \u2013 Rea\u00e7\u00e3o de Cadeia de Polimerase), que permitiu a identifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de sementes de ostras do g\u00eanero <em>Crassostrea<\/em> fixadas nos coletores.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">O estudo teve in\u00edcio em novembro de 2010, sendo conclu\u00eddo ap\u00f3s 13 meses. Ao todo foram instalados na \u00e1gua 156 coletores, na regi\u00e3o do Cabaraquara (ba\u00eda de Guaratuba-PR).<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;\" align=\"center\"><span style=\"color: red;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1084\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Figura_1.jpg\" alt=\"Figura 1\" width=\"584\" height=\"437\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Figura 1. Cultivo de ostras onde os coletores foram fixados. Regi\u00e3o do Cabaraquara, ba\u00eda de Guaratuba, Paran\u00e1.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;\" align=\"center\"><span style=\"color: red;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1131\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_2.png\" alt=\"Figura 2\" width=\"604\" height=\"317\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Figura 2. Localiza\u00e7\u00e3o do ponto de instala\u00e7\u00e3o dos coletores artificiais de sementes de ostras na regi\u00e3o do Cabaraquara, Ba\u00eda de Guaratuba, Paran\u00e1.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">Os coletores foram confeccionados em placas male\u00e1veis de PVC, utilizadas em forros na constru\u00e7\u00e3o civil. Estas placas foram lixadas previamente para que o assentamento das larvas de ostras fosse facilitado pela maior aspereza da superf\u00edcie de contato dos coletores. Como lastro da estrutura coletora, foi utilizada uma garrafa PET de dois litros contendo areia e \u00e1gua, na propor\u00e7\u00e3o de 2:1. A fixa\u00e7\u00e3o das placas e do lastro foi feita com uma corda de polietileno, de 2,0 mm de espessura. Ap\u00f3s a montagem, cada coletor foi identificado com um lacre pl\u00e1stico numerado e transportado ao litoral, para sua instala\u00e7\u00e3o. Os coletores foram fixados em um cabo (<em>long-line<\/em>) de polipropileno, com 18 a 22 mm de di\u00e2metro.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;\" align=\"center\"><span style=\"color: red;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1128\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_3.jpg\" alt=\"Figura 3\" width=\"2937\" height=\"1652\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_3.jpg 2937w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_3-750x422.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_3-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_3-300x169.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_3-768x432.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_3-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_3-440x247.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_3-627x353.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 2937px) 100vw, 2937px\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Figura 3. Coletor artificial de sementes de ostras preparado para a instala\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">A perman\u00eancia dos coletores na \u00e1gua variou conforme o per\u00edodo testado, que, neste caso, foi o n\u00famero de dias em submers\u00e3o (30, 60 ou 90 dias). Em cada per\u00edodo havia a mesma quantidade de coletores, instalados em profundidades de 30 cm (n=3) e de 100 cm (n=3). Estes diferentes procedimentos auxiliaram na decis\u00e3o de escolha de qual seria o melhor per\u00edodo de perman\u00eancia dos coletores na \u00e1gua e qual sua melhor profundidade de instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;\" align=\"center\"><span style=\"color: red;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1132\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_4.png\" alt=\"Figura 4\" width=\"548\" height=\"434\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Figura 4. Coletores artificiais de sementes de ostras confeccionados em placas de PVC e dispostos em profundidades de 30 e 100 cm.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">Conclu\u00eddo o per\u00edodo de submers\u00e3o, os coletores foram retirados da \u00e1gua, embalados individualmente em sacos pl\u00e1sticos e encaminhados para o Laborat\u00f3rio de Pesquisa de Organismos Aqu\u00e1ticos (LAPOA), do Grupo Integrado de Aquicultura e Estudos Ambientais, da Universidade Federal do Paran\u00e1 (GIA\/UFPR), em Curitiba-PR. O per\u00edodo total de transporte nunca foi superior a 4 horas.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">Coletores retirados da \u00e1gua eram sempre substitu\u00eddos por outros novos, que seriam mantidos por igual per\u00edodo, na mesma profundidade. Este procedimento foi cont\u00ednuo e nenhum coletor foi reutilizado, para padroniza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo de an\u00e1lise. Por\u00e9m, durante a utiliza\u00e7\u00e3o destes coletores em cultivos comerciais, ser\u00e1 poss\u00edvel reutiliz\u00e1-los, reduzindo custos durante o cultivo.<\/p>\n<p style=\"margin-top: 10pt; text-indent: 0cm;\">Chegando ao LAPOA, iniciavam-se imediatamente os procedimentos de acondicionamento, limpeza e processamento das sementes.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;\" align=\"center\"><span style=\"color: red;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1133\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_5.png\" alt=\"Figura 5\" width=\"710\" height=\"443\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_5.png 1590w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_5-750x469.png 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_5-1140x713.png 1140w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_5-300x188.png 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_5-768x480.png 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_5-1024x640.png 1024w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_5-440x275.png 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_5-627x392.png 627w\" sizes=\"(max-width: 710px) 100vw, 710px\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Figura 5. Etapas do manejo realizado com os coletores artificiais de sementes de ostras, ap\u00f3s o per\u00edodo de perman\u00eancia na \u00e1gua. LAPOA = Laborat\u00f3rio de Pesquisas de Organismos Aqu\u00e1ticos, do Grupo Integrado de Aquicultura e Estudo Ambientais, da Universidade Federal do Paran\u00e1, localizado em Curitiba-PR.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">As peneiras utilizadas na classifica\u00e7\u00e3o das sementes possu\u00edam malhas com aberturas semelhantes \u00e0s usualmente utilizadas em lanternas pelos ostreicultores da regi\u00e3o do Cabaraquara (0,2; 0,5; 2,0; e, 4,0 cm). Desta forma, a metodologia de classifica\u00e7\u00e3o de sementes aqui empregada poderia ser facilmente utilizada pelos produtores da regi\u00e3o, com o material existente.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">A identifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica das sementes foi sempre realizada em <em>pools <\/em>com quatro sementes, de modo que fosse garantida a quantidade suficiente de material a ser analisado, sem perder a efici\u00eancia do m\u00e9todo.<\/p>\n<h3 style=\"text-indent: 0cm;\">Quantidade de larvas fixadas nos coletores<\/h3>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">No per\u00edodo de estudo foram coletadas mais de 11 mil sementes de ostras com tamanho superior a 0,2 cm (54% com 30 dias, 34% com 60 dias e 12% com 90 dias).<\/p>\n<p style=\"text-indent: 0cm;\">A manuten\u00e7\u00e3o dos coletores por 90 dias na \u00e1gua n\u00e3o se mostrou produtiva. Al\u00e9m de apresentarem quantidades excessivas de incrusta\u00e7\u00f5es indesejadas, dificultando a identifica\u00e7\u00e3o e a retirada das sementes, o aumento de peso dos coletores fez com que as placas de PVC se chocassem, umas contra as outras. O atrito entre estas placas, por sua vez, provocava a queda de sementes durante a retirada dos coletores.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 0cm;\" align=\"center\"><span style=\"color: red;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1134\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_6.png\" alt=\"Figura 6\" width=\"730\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_6.png 800w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_6-750x204.png 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_6-300x82.png 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_6-768x209.png 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_6-440x120.png 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Figura_6-627x171.png 627w\" sizes=\"(max-width: 730px) 100vw, 730px\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Figura 6. Progress\u00e3o no aumento de organismos incrustantes em coletores artificiais de sementes de ostras que permaneceram na \u00e1gua por 30, 60 e 90 dias.<\/p>\n<h2 style=\"text-indent: 0cm;\">CONCLUS\u00d5ES<\/h2>\n<ul>\n<li>Os coletores testados se mostraram eficientes na obten\u00e7\u00e3o de sementes.<\/li>\n<li>A perman\u00eancia dos coletores na \u00e1gua por 30 dias permitiu a obten\u00e7\u00e3o de um maior n\u00famero de sementes das maiores classes de tamanho.<\/li>\n<li>O melhor per\u00edodo de perman\u00eancia dos coletores na \u00e1gua foi de 30 dias, por concentrar uma maior quantidade sementes com tamanho entre 2,0 e 4,0 cm.<\/li>\n<li>O melhor per\u00edodo para instala\u00e7\u00e3o dos coletores foi entre os meses de outubro e dezembro, com retiradas em novembro, dezembro e janeiro. A coloca\u00e7\u00e3o de coletores em outras \u00e9pocas do ano significaria apenas custos e baixo rendimento, sendo, portanto, desaconselh\u00e1vel.<\/li>\n<li>A coloca\u00e7\u00e3o de coletores em 100 cm de profundidade e a sele\u00e7\u00e3o de animais com tamanho superior a 2,0 cm poder\u00e1 reduzir a possibilidade de coleta de sementes de <em>Crassostrea <\/em>sp., aumentando a probabilidade de coleta de <em>C. brasiliana, <\/em>que, por sua vez, apresentaos melhores rendimentos zoot\u00e9cnicos e econ\u00f4micos.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O USO DE COLETORES ARTIFICIAIS DE SEMENTES: UMA IMPORTANTE ALTERNATIVA PARA A VIABILIZA\u00c7\u00c3O DA OSTREICULTURA NO PARAN\u00c1 Por: Gisela Geraldine Castilho-Westphall Publicado em 09\/09\/14 Desde 1971, quando as primeiras tentativas de cultivo de moluscos marinhos de interesse comercial tiveram in\u00edcio, muitas dificuldades foram e ainda s\u00e3o enfrentadas, para o fortalecimento dessa atividade no pa\u00eds. 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