{"id":1091,"date":"2014-06-29T22:33:57","date_gmt":"2014-06-30T01:33:57","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/crustaceos_parasitos\/"},"modified":"2021-04-20T12:24:09","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:09","slug":"crustaceos_parasitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/crustaceos_parasitos\/","title":{"rendered":"Crust\u00e1ceos parasitos"},"content":{"rendered":"<h2 align=\"center\"> \tCrust&aacute;ceos parasitos<\/h2>\n<h2 align=\"center\"> \t&nbsp;<\/h2>\n<p> \t<strong>Diego Junqueira Stevanato (28\/06\/2014)<\/strong><\/p>\n<p> \tMestrando do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Zootecnia-UFPR.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tPopularmente conhecidos como &ldquo;piolho de peixe&rdquo;, crust&aacute;ceos da subclasse Branchiua (<em>Argulus&sup1; e Dolops <\/em>sp.) est&atilde;o cada vez mais frequentes parasitando v&aacute;rias esp&eacute;cies de peixes, aderidos &agrave;s nadadeiras, br&acirc;nquias ou at&eacute; mesmo por todo segmento da superf&iacute;cie corporal. Outros microcust&aacute;ceos encontrados frequentemente em br&acirc;nquias s&atilde;o os <em>Ergasilus <\/em>sp, conhecido como &ldquo;larvas das br&acirc;nquias&rdquo;, podem ocasionar asfixia em peixes mesmo quando em condi&ccedil;&otilde;es ideais de oxig&ecirc;nio dissolvido. A<em>Lernaea <\/em>sp<em>.<\/em>, um dos parasitos mais encontrados nos sistemas de cultivos, penetram na musculatura dos peixes e deixam sua regi&atilde;o caudal para fora semelhante a um verme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tAmbos s&atilde;o causadores de um relevante n&uacute;mero de preju&iacute;zos econ&ocirc;micos e perdas dentro da aquicultura. Esses parasitos n&atilde;o possuem um hospedeiro preferencial, o ciclo de vida &eacute; direto, sendo os ovos depositados em qualquer substrato, que em at&eacute; dois meses, transformam-se em jovens parasitos semelhantes aos indiv&iacute;duos adultos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tNo Brasil, o maior &iacute;ndice reprodutivo desses parasitos ocorrem entre Abril e Setembro, &eacute;poca em que diminui a temperatura da &aacute;gua. Outro ponto crucial a ser observado &eacute; o controle de mat&eacute;ria org&acirc;nica no viveiro, atentando-se ao excesso do mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"> \t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1089\" alt=\"\" class=\"cke-resize\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Figura_1.jpg\" style=\"width: 585.989624023438px; height: 204.982650756836px;\" width=\"2812\" height=\"1619\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"> \tFigura 1.&nbsp; <sup>1 <\/sup>A<em>rgulus japonicus<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tEsses parasitos fixam-se nos hospedeiros atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es altamente violentas de penetra&ccedil;&atilde;o dos ganchos presentes em seu aparelho bucal. Uma vez fixado, o parasita causa s&eacute;rios traumas ao infectado pois esses, mudam constantemente de lugar no corpo do hospedeiro, repetindo as a&ccedil;&otilde;es de penetra&ccedil;&atilde;o em cada mudan&ccedil;a. No caso da <em>Lernaea&sup2;<\/em>, essas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o ainda mais violentas pois podem atingir &oacute;rg&atilde;os internos dos peixes, al&eacute;m de ambos serem porta de entrada para fungos e bact&eacute;rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tNotavelmente, os peixes executam movimentos bruscos e err&aacute;ticos, raspando-se em paredes ou objetos dentro dos viveiros, na tentativa de se livrar do inc&ocirc;modo. Isso agrava ainda mais a situa&ccedil;&atilde;o, pois agora al&eacute;m dos traumas ocasionados pelas penetra&ccedil;&otilde;es, os peixes come&ccedil;am a apresentar hemorragia puntiforme em seu tecido muscular, uma excessiva produ&ccedil;&atilde;o de muco e, quando em pisciculturas ornamentais, uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o do produto pela mudan&ccedil;a de colora&ccedil;&atilde;o dos peixes ocasionada pelo estresse.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"> \t<img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1090\" alt=\"\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Figura_2.jpg\" style=\"width: 647.968811035156px; height: 328.993072509766px;\" width=\"778\" height=\"395\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Figura_2.jpg 778w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Figura_2-750x381.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Figura_2-300x152.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Figura_2-768x390.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Figura_2-440x223.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Figura_2-627x318.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 778px) 100vw, 778px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"> \tFigura 2. <sup>2<\/sup><em>Lernaea cyprinacea<\/em>&ndash; certeza de preju&iacute;zos aos aquicultores.<\/p>\n<p> \t&nbsp;<\/p>\n<p> \tAt&eacute; o momento, n&atilde;o h&aacute; na legisla&ccedil;&atilde;o, par&acirc;metros para o uso de produtos qu&iacute;micos em organismos aqu&aacute;ticos, nem refer&ecirc;ncia sobre as poss&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es ambientais, que podem ser catastr&oacute;ficas e irrevers&iacute;veis. Sendo assim, seu uso deve ser restrito e fora do ambiente de cria&ccedil;&atilde;o, preferencialmente em ambientes quarenten&aacute;rios e sob orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica. Deve-se tamb&eacute;m respeitar ao m&aacute;ximo o tempo de car&ecirc;ncia p&oacute;s-tratamento, n&atilde;o utilizando esses produtos quando nos referimos &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de peixes para alimenta&ccedil;&atilde;o humana.<\/p>\n<p> \tO melhor mecanismo de controle, sem d&uacute;vidas, &eacute; atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es profil&aacute;ticas, como controle de mat&eacute;ria org&acirc;nica no viveiro, quarentena de lotes oriundos de outras pisciculturas e fornecimento de ra&ccedil;&otilde;es de boa qualidade.<\/p>\n<div id=\"ckimgrsz\" style=\"left: 142.118057250977px; top: 574.777801513672px;\">\n<div class=\"preview\" style=\"display: none; top: 28.9895935058594px; left: 84px; width: 774.993103027344px; height: 272px; background-image: url(https:\/\/gia.org.br\/legado\/images\/galerias\/Noticias\/Diego\/Art_2\/Figura_1.jpg);\"> \t\t&nbsp;<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ckimgrsz\" style=\"left: 238.663208007813px; top: 200.555555820465px;\">\n<div class=\"preview\"> \t\t&nbsp;<\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crust&aacute;ceos parasitos &nbsp; Diego Junqueira Stevanato (28\/06\/2014) Mestrando do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Zootecnia-UFPR. &nbsp; Popularmente conhecidos como &ldquo;piolho de peixe&rdquo;, crust&aacute;ceos da subclasse Branchiua (Argulus&sup1; e Dolops sp.) est&atilde;o cada vez mais frequentes parasitando v&aacute;rias esp&eacute;cies de peixes, aderidos &agrave;s nadadeiras, br&acirc;nquias ou at&eacute; mesmo por todo segmento da superf&iacute;cie corporal. 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