{"id":1043,"date":"2014-03-21T12:12:09","date_gmt":"2014-03-21T15:12:09","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/agua-e-energia-a-opcao-triunfante-do-brasil-pela-poluicao\/"},"modified":"2021-04-20T12:24:10","modified_gmt":"2021-04-20T15:24:10","slug":"agua-e-energia-a-opcao-triunfante-do-brasil-pela-poluicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/agua-e-energia-a-opcao-triunfante-do-brasil-pela-poluicao\/","title":{"rendered":"\u00c1gua e Energia: a op\u00e7\u00e3o triunfante do Brasil pela polui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1041\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/1299.jpg\" alt=\"1299\" width=\"560\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/1299.jpg 709w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/1299-300x160.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/1299-440x235.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/1299-627x335.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em um tempo em que o fantasma do apag\u00e3o assombra o j\u00e1 pouco eficiente e bamboleante setor industrial brasileiro e, ainda que em menor grau, assusta os incautos cidad\u00e3os comuns, estamos prestes a &#8220;comemorar&#8221; mais um Dia Mundial das \u00c1gua.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Justi\u00e7a seja feita, o Estado Brasileiro faz sua parte para espantar esse fantasma. E faz isso como pode: rezando todos os dias &#8211; &nbsp;e com muita f\u00e9 &#8211; para que S\u00e3o Pedro mande o \u00fanico ant\u00eddoto que pode, de fato, impedir que esse espectro da falta de planejamento provoque um colapso energ\u00e9tico no pa\u00eds, a chuva.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><span style=\"border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;\">O Brasil possui uma das matrizes el\u00e9tricas mais limpas do mundo. Entre 80% e 90% da gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica vem de fontes renov\u00e1veis. <\/span>Segundo o Relat\u00f3rio de Conjuntura dos Recursos H\u00eddricos no Brasil &#8211; Informe 2012, da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA) &#8211; o Pa\u00eds possui cerca de 1.000 empreendimentos hidrel\u00e9tricos, sendo que mais de 400 deles s\u00e3o pequenas centrais hidrel\u00e9tricas (PCH). At\u00e9 2011, de acordo com a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), aproximadamente 70% dos 117 mil megawatts (MW) da capacidade instalada da matriz energ\u00e9tica brasileira eram gerados por PCH\u00b4s, usinas hidrel\u00e9tricas e centrais de gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica. Entretanto, n\u00e3o adianta muito se produzir energia de forma relativamente limpa (pois h\u00e1, sim, uma s\u00e9rie de impactos advindos da gera\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica), se a energia produzida \u00e9 insuficiente para fazer o pa\u00eds crescer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Contudo, se olharmos por um outro lado e considerarmos toda a matriz energ\u00e9tica do Brasil (e n\u00e3o apenas a energia el\u00e9trica), veremos que nossa matriz energ\u00e9tica est\u00e1 muito longe de ser limpa. Mais de 52% da energia que move o pa\u00eds vem do petr\u00f3leo e seus derivados (\u00f3leo, gasolina, g\u00e1s&#8230;), empurrando a energia el\u00e9trica para um modesto terceiro lugar, com apenas 13% do total, ficando atr\u00e1s da energia gerada atrav\u00e9s da cana (\u00e1lcool + biomassa, &nbsp;com 19,3%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Se voc\u00ea vivia no Brasil antes de 2007, deve ter lido ou ouvido que o governo brasileiro estava investindo pesadamente em biocombust\u00edveis e em fontes energ\u00e9ticas renov\u00e1veis e limpas. Pelo discurso oficial, o Brasil se tornaria em uma pot\u00eancia energ\u00e9tica limpa do terceiro mil\u00eanio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Mas, em 2007, Deus, por ser brasileiro, resolveu dar uma m\u00e3ozinha para o pa\u00eds e ent\u00e3o nos deu de presente o pr\u00e9-sal, rapidamente vendido (sem trocadilhos) como a reden\u00e7\u00e3o de todos os problemas do pa\u00eds. O que se viu a partir da\u00ed foi uma verdadeira batalha pol\u00edtica entre os estados &#8220;com pr\u00e9-sal&#8221; e os estados &#8220;sem pr\u00e9-sal&#8221; pelos royalties do tesouro rec\u00e9m descoberto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A face menos percept\u00edvel desse fen\u00f4meno foi que, como m\u00e1gica, sumiram os projetos de desenvolvimento tecnol\u00f3gico e de inova\u00e7\u00e3o para aprimoramento e populariza\u00e7\u00e3o de fontes energ\u00e9ticas limpas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Hoje, apenas em meia d\u00fazia de estados (se tanto) ainda compensa abastecer o carro com \u00e1lcool. A capacidade instalada para a gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica no pa\u00eds mal chega a 1% da gera\u00e7\u00e3o hidroel\u00e9trica e a capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia solar \u00e9 virtualmente zero.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Mas, voltando a S\u00e3o Pedro, ele deve ter recebido alguma orienta\u00e7\u00e3o superior para fechar as torneiras, pois se agora somos um pa\u00eds riqu\u00edssimo em petr\u00f3leo, precisamos usar essa nossa nova riqueza. Com isso, as caras e poluidoras termoel\u00e9tricas (movidas principalmente a g\u00e1s, mas tamb\u00e9m a carv\u00e3o) precisaram ser acionadas. O resultado, um rombo bilion\u00e1rio nas contas das empresas distribuidoras de energia e uma conta que, mais cedo ou mais tarde, vai ser cobrada do agora riqu\u00edssimo consumidor brasileiro \u2013 sem falar, \u00e9 claro, na conta ambiental, mas essa ser\u00e1 paga pelos cond\u00f4minos deste planeta chamado Terra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O fato \u00e9 que parece que todo o discurso de sustentabilidade, de gera\u00e7\u00e3o de energia limpa, de produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, era apenas e t\u00e3o somente discurso, desses com aquela robustez e credibilidade que acompanham todo e qualquer discurso eleitoral.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A realidade, por\u00e9m, mostra um pa\u00eds sem planejamento estrat\u00e9gico na \u00e1rea de energia; reservat\u00f3rios super explorados e minguando, mesmo em um cen\u00e1rio ainda de pr\u00e9-altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas globais; usinas e\u00f3licas prontas, mas sem entrar em opera\u00e7\u00e3o porque as linhas de transmiss\u00e3o simplesmente n\u00e3o foram constru\u00eddas; subs\u00eddios insustent\u00e1veis nas nossas contas de energia e nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, o que est\u00e1 estrangulando respectivamente as empresas de transmiss\u00e3o de energia e a tamb\u00e9m a gigante (em pleno processo de implos\u00e3o) Petrobras. Nesse contexto, fica muito claro que o Brasil optou pelo caminho da polui\u00e7\u00e3o e da inefici\u00eancia energ\u00e9tica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Mesmo assim, e por incr\u00edvel que pare\u00e7a, ainda temos mesmo raz\u00f5es para comemorar o dia Mundial da \u00c1gua. &nbsp;Em um cen\u00e1rio em que as imagens de pessoas sem \u00e1gua em suas casas, sequer para atender as suas necessidades mais b\u00e1sicas, amea\u00e7a se mudar do sert\u00e3o nordestino para a regi\u00e3o abastecida pelo reservat\u00f3rio da Cantareira, na sexta cidade mais populosa do mundo, talvez em breve n\u00e3o tenhamos \u00e1gua sequer para o brinde. &nbsp;Brindemos enquanto &nbsp;\u00e9 tempo ent\u00e3o. Tim Tim!!<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1042\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/seca.jpg\" alt=\"seca\" width=\"543\" height=\"329\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/seca.jpg 490w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/seca-300x182.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/seca-440x267.jpg 440w\" sizes=\"(max-width: 543px) 100vw, 543px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Antonio Ostrensky &nbsp; &nbsp;Jos\u00e9 Roberto Borghetti<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Ocean\u00f3logo &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Bi\u00f3logo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um tempo em que o fantasma do apag\u00e3o assombra o j\u00e1 pouco eficiente e bamboleante setor industrial brasileiro e, ainda que em menor grau, assusta os incautos cidad\u00e3os comuns, estamos prestes a &#8220;comemorar&#8221; mais um Dia Mundial das \u00c1gua. 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