{"id":10356,"date":"2020-12-10T10:33:12","date_gmt":"2020-12-10T13:33:12","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/?p=10356"},"modified":"2021-04-20T11:16:08","modified_gmt":"2021-04-20T14:16:08","slug":"sustentabilidade-no-cultivo-de-moluscos-bivalves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/sustentabilidade-no-cultivo-de-moluscos-bivalves\/","title":{"rendered":"Sustentabilidade no cultivo de moluscos bivalves"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"10356\" class=\"elementor elementor-10356\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-145278dd elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default exad-glass-effect-no exad-sticky-section-no\" data-id=\"145278dd\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-329a44a9 exad-glass-effect-no exad-sticky-section-no\" data-id=\"329a44a9\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-91b0406 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"91b0406\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Por Gisela Castilho Westphal<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-643a190 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"643a190\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>\u00c9 fundamental que os moluscos bivalves sejam cultivados seguindo as Boas Pr\u00e1ticas de Manejo e em um ambiente de \u00f3tima qualidade, pois se o meio for saud\u00e1vel, o molusco tamb\u00e9m o ser\u00e1 e o maricultor evitar\u00e1 problemas com a comercializa\u00e7\u00e3o de seu produto. Al\u00e9m disso, medidas de Biosseguridade s\u00e3o importantes n\u00e3o s\u00f3 para se manter a qualidade dos moluscos produzidos, mas tamb\u00e9m, por criar barreiras que protejam os organismos cultivados, reduzindo a probabilidade de introdu\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos no ambiente de cultivo e, consequente, surtos de doen\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es durante o processamento<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e447f20 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"e447f20\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"292\" height=\"396\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-1.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-10365\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-1.png 292w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-1-221x300.png 221w\" sizes=\"(max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e692ce8 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e692ce8\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Figura 1. Material que pode ser consultado para ado\u00e7\u00e3o de Boas Pr\u00e1ticas na produ\u00e7\u00e3o de ostras. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/m.sebrae.com.br\/sites\/PortalSebrae\/bis\/ostreicultura-manual-de-boas-praticas,6f16974198962510VgnVCM1000004c00210aRCRD\">https:\/\/m.sebrae.com.br\/sites\/PortalSebrae\/bis\/ostreicultura-manual-de-boas-praticas,6f16974198962510VgnVCM1000004c00210aRCRD<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>Evitar os hor\u00e1rios mais quentes do dia e, sempre que poss\u00edvel, manejar as ostras na sombra. Durante o manejo os moluscos n\u00e3o devem ser deixados fora da \u00e1gua e superaquecidos ao Sol, assim como tamb\u00e9m n\u00e3o podem ser depositados em lugares que possibilitem a contamina\u00e7\u00e3o por produtos qu\u00edmicos.<\/li>\n<li>Manipular as ostras com cuidado para n\u00e3o quebrar a concha e sempre em lugar limpo, para evitar contamina\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Utilizar sempre equipamentos, utens\u00edlios, bancada em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o, constru\u00eddos de materiais imperme\u00e1veis (como o pl\u00e1stico), resistentes, que n\u00e3o liberem nenhuma subst\u00e2ncia t\u00f3xica e que sejam de f\u00e1cil limpeza.<\/li>\n<li>Anotar em um caderno, formul\u00e1rio ou planilha de computador: o n\u00famero do lote (pode-se usar n\u00fameros em sequ\u00eancia para cada lote produzido), a data e o hor\u00e1rio da colheita, a quantidade de ostras em cada lote, o destino de cada lote e o nome do respons\u00e1vel.<\/li>\n<li>Bivalves devem ser armazenados longe do ch\u00e3o e embalados de uma forma que os mantenham vivos, com seu l\u00edquido no interior da concha.<\/li>\n<li>Procure retirar moluscos bivalves mortos ou danificados, pois eles podem contaminar todo o lote.<\/li>\n<li>Bivalves n\u00e3o podem ser armazenados sujos. Caso os bivalves estejam cobertos por lama ou outras sujeiras, precisam ser lavados com \u00e1gua limpa, antes de coloc\u00e1-los em tanques de purifica\u00e7\u00e3o e, principalmente, para a comercializa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Como deve ser feita a limpeza das ostras vivas para a comercializa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Limpar as ostras com lavadora de alta press\u00e3o ou equipamentos similares, que retirem toda a sujeira presente na concha. Se n\u00e3o for poss\u00edvel, usar uma mangueira, mas sempre usando \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/li>\n<li>Depois, em local fresco e sombreado, retirar manualmente as cracas, algas e outros organismos que permaneceram preso \u00e0s conchas das ostras.<\/li>\n<li>Lavar mais uma vez as ostras em \u00e1gua pot\u00e1vel e armazen\u00e1-las em caixas pl\u00e1sticas ou em sacos do tipo usado para transportar cebolas.<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>Certifique-se de que o molusco n\u00e3o est\u00e1 armazenado imerso em \u00e1gua ou encostado diretamente no gelo, pois pode haver comprometimento da qualidade do produto. Obs.: s\u00f3 utilize gelo de qualidade, produzido com \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/li>\n<li>A temperatura ideal para transporte de molusco bivalves vivos, que ser\u00e3o utilizados para consumo, \u00e9 de 2\u00b0C a 10\u00b0C.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Implica\u00e7\u00f5es ambientais do cultivo de moluscos bivalves<\/strong><\/p>\n<p>Existem requisitos legais que abrangem a maioria dos moluscos bivalves (ostras, mexilh\u00f5es, am\u00eaijoas e vieiras), grande parte das opera\u00e7\u00f5es de cultivo, as \u00e1reas de colheita, os centros de depura\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Sedimenta\u00e7\u00e3o do ambiente<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1c06601 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"1c06601\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"576\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-2.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-10362\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-2.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-2-750x563.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-2-440x330.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-2-627x470.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-84abfb3 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"84abfb3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Figura 2. Sedimenta\u00e7\u00e3o em cultivo de ostras.<\/p>\n<p>Para a sua alimenta\u00e7\u00e3o, os bivalves filtram cerca de 100 Litros de \u00e1gua todos os dias. Todo o material que est\u00e1 na \u00e1gua \u00e9 capturado, como organismos microsc\u00f3picos (principalmente microalgas) e part\u00edculas de mat\u00e9ria org\u00e2nica. Estas part\u00edculas aliment\u00edcias capturadas s\u00e3o aderidas ao muco e transportadas at\u00e9 a boca, onde os palpos labiais selecionam o alimento. A dieta dos bivalves \u00e9 constitu\u00edda somente de material org\u00e2nico particulado e dissolvido e de algas microsc\u00f3picas (fitopl\u00e2ncton). O material rejeitado, mas ainda aglutinado pelo muco, \u00e9 ejetado de volta ao meio sob a forma de \u201cpseudofezes\u201d.<\/p>\n<p>A atividade de cultivo de moluscos bivalves apresenta aspectos positivos, em termos econ\u00f4micos para as comunidades de pescadores artesanais, mas tamb\u00e9m apresenta impactos ambientais para as regi\u00f5es onde se desenvolve. Desses impactos, o aumento da taxa de sedimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos efeitos comumente observados. Este impacto \u00e9 decorrente da forma de alimenta\u00e7\u00e3o dos moluscos bivalves, que filtram a \u00e1gua do mar e ret\u00eam todas as part\u00edculas contidas. Parte deste material \u00e9 utilizada como alimento e resulta na produ\u00e7\u00e3o de fezes e outra<br \/>parte, que n\u00e3o \u00e9 utilizada como alimento e lama, \u00e9 eliminada na forma de muco e volta para a coluna de \u00e1gua. O material que cai no fundo do mar, junto com moluscos, s\u00e3o os organismos associados que despencam ou morrem, fazendo com que se observe uma mudan\u00e7a na composi\u00e7\u00e3o do sedimento de fundo onde os cultivos s\u00e3o realizados. Assim, o cultivo pode fazer com que haja uma grande quantidade de mat\u00e9ria org\u00e2nica no sedimento, tirando inclusive os animais e vegetais, mudando a composi\u00e7\u00e3o da vida que habita este ecossistema. A mat\u00e9ria org\u00e2nica que se assenta no fundo sofrer\u00e1 a a\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias, que consomem uma grande quantidade de oxig\u00eanio durante o processo de decomposi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o havendo renova\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pr\u00f3xima ao fundo, poder\u00e1 haver um d\u00e9ficit de oxig\u00eanio e a morte dos organismos que ali vivem, resultando em um s\u00e9rio problema.<\/p>\n<p><strong>Destrui\u00e7\u00e3o de mata nativa<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1fbf84f exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"1fbf84f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"576\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-3.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-10363\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-3.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-3-750x563.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-3-300x225.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-3-440x330.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-3-627x470.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-676e4b4 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"676e4b4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Figura 3. Confec\u00e7\u00e3o de estruturas de cultivo utiliza\u00e7\u00e3o troncos provenientes da mata local.<\/p>\n<p>Em diversos cultivos que utilizam o m\u00e9todo de estacas, os maricultores retiram a mat\u00e9ria-prima para a constru\u00e7\u00e3o das estruturas da mata nativa. Como resultado, tem-se o desmatamento e suas consequ\u00eancias sobre a flora, fauna e sobre as comunidades humanas que habitam a regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Instala\u00e7\u00e3o do cultivo de forma desorganizada<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-39da9c5 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"39da9c5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"453\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-4-1024x453.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-10360\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-4-1024x453.png 1024w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-4-750x332.png 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-4-1140x504.png 1140w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-4-300x133.png 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-4-768x340.png 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-4-440x195.png 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-4-627x277.png 627w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-4.png 1312w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-661e386 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"661e386\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Figura 4. Diferen\u00e7as entre a forma de disposi\u00e7\u00e3o das estruturas de cultivo.<\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o de cultivos de forma desorganizada e sem alinhamento causa impacto visual (polui\u00e7\u00e3o visual) e diminui\u00e7\u00e3o da qualidade da paisagem em que o cultivo est\u00e1 inserido. Fato que confronta diretamente com uma das principais atividades econ\u00f4micas atualmente no litoral, o turismo. Portanto, o aspecto visual dos cultivos deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o para se evitar problemas.<\/p>\n<p><strong>Descarte inadequado de conchas<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e6faea1 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"e6faea1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"576\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-5.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-10364\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-5.jpg 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-5-750x563.jpg 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-5-300x225.jpg 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-5-440x330.jpg 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig.-5-627x470.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f2643f0 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f2643f0\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Figura 5. Conchas de ostras descartadas no ambiente.<\/p>\n<p>Muitas vezes as conchas s\u00e3o depositadas em lugares inadequados e, frequentemente, s\u00e3o utilizadas como material de aterro. Um desperd\u00edcio de material nobre, pois as conchas s\u00e3o ricas em c\u00e1lcio e possuem grande potencial de aproveitamento para agricultura (para corre\u00e7\u00e3o do solo), pecu\u00e1ria (alimenta\u00e7\u00e3o animal) e \u00e1rea farmac\u00eautica (formula\u00e7\u00e3o de medicamentos para reposi\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio).<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4d97185f exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4d97185f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>IMPACTOS AMBIENTAIS POSITIVOS<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f7ac280 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"f7ac280\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"363\" src=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-6-1024x363.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-10361\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-6-1024x363.png 1024w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-6-750x266.png 750w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-6-1140x404.png 1140w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-6-300x106.png 300w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-6-768x272.png 768w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-6-440x156.png 440w, https:\/\/gia.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Fig-6-627x222.png 627w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6c614f8 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6c614f8\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Quando conduzida de forma racional, a maricultura \u00e9 uma atividade ecologicamente correta, pois nos locais onde os cultivos s\u00e3o desenvolvidos observa-se um aumento na abund\u00e2ncia e na diversidade de diferentes esp\u00e9cies de organismos marinhos, proporcionando uma inter-rela\u00e7\u00e3o tr\u00f3fica entre as esp\u00e9cies neste novo \u201cecossistema\u201d. O aporte de mat\u00e9ria org\u00e2nica sob os cultivos inclusive com queda dos pr\u00f3prios moluscos e toda a fauna associada que pode cair no fundo viva ou morta, aumenta a oferta de alimento para muitos organismos. A \u00e1rea de cultivo pode servir como \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o para polvos, lagostas, caranguejos, gastr\u00f3podes (caramujos), predadores e outros organismos que podem ter interesse comercial e serem capturados.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Marenzi, A. W. C. &amp; Castilho-Westphal, G. G. Cultivo de organismos aqu\u00e1ticos \u2013 Malacocultura. Curitiba: E-Tec Brasil. 2012. 130 p.<\/p>\n<p>Ostrensky, A.; Castilho-Westphal, G. G.; Girotto, M. V. F.; Horodesky, A.; Hungria, D. B. Ostreicultura. Manual de boas pr\u00e1ticas: qualidade e seguran\u00e7a para bons neg\u00f3cios. Bras\u00edlia: Sebrae. 2015. 33 p.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Gisela Castilho Westphal \u00c9 fundamental que os moluscos bivalves sejam cultivados seguindo as Boas Pr\u00e1ticas de Manejo e em um ambiente de \u00f3tima qualidade, pois se o meio for saud\u00e1vel, o molusco tamb\u00e9m o ser\u00e1 e o maricultor evitar\u00e1 problemas com a comercializa\u00e7\u00e3o de seu produto. 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