{"id":10350,"date":"2020-12-05T10:31:05","date_gmt":"2020-12-05T13:31:05","guid":{"rendered":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/?p=10350"},"modified":"2021-04-20T11:16:08","modified_gmt":"2021-04-20T14:16:08","slug":"efeitos-fisiologicos-da-exposicao-aguda-de-peixes-a-hidrocarbonetos-de-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gia.org.br\/portal\/efeitos-fisiologicos-da-exposicao-aguda-de-peixes-a-hidrocarbonetos-de-petroleo\/","title":{"rendered":"Efeitos fisiol\u00f3gicos da exposi\u00e7\u00e3o aguda de peixes \u00e0 hidrocarbonetos de petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"10350\" class=\"elementor elementor-10350\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5f746847 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default exad-glass-effect-no exad-sticky-section-no\" data-id=\"5f746847\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3e6e80fe exad-glass-effect-no exad-sticky-section-no\" data-id=\"3e6e80fe\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0565b44 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"0565b44\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Dr. Giorgi Dal Pont<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-dbce429 exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"dbce429\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A am\u00f4nia \u00e9 o principal composto nitrogenado produzido e excretado pelos peixes tele\u00f3steos. Sua alta taxa de difus\u00e3o reduz a necessidade do uso de energia para desintoxicar e armazenar am\u00f4nia como ureia ou \u00e1cido \u00farico, como ocorre com mam\u00edferos, aves e r\u00e9pteis, respectivamente. Em solu\u00e7\u00f5es aquosas, como o ambiente intracelular e o ambiente aqu\u00e1tico, a am\u00f4nia ocorre em duas formas qu\u00edmicas: ionizada (NH<sub>4<\/sub><sup>+<\/sup>) e n\u00e3o ionizada ou gasosa (NH<sub>3<\/sub>); e a soma de ambas as formas \u00e9 denominada am\u00f4nia total. O pH e a temperatura intracelulares, extracelulares ou ambientais s\u00e3o os principais fatores que contribuem para a dissocia\u00e7\u00e3o do NH<sub>4<\/sub><sup>+<\/sup> em NH<sub>3<\/sub>, mostrando uma rela\u00e7\u00e3o direta desses fatores com a concentra\u00e7\u00e3o de NH<sub>3<\/sub>. Al\u00e9m disso, o NH<sub>4<\/sub><sup>+<\/sup> \u00e9 pouco perme\u00e1vel nas membranas biol\u00f3gicas quando comparado ao NH<sub>3<\/sub>. Por esse motivo, a am\u00f4nia geralmente atravessa as membranas biol\u00f3gicas, em ambas as dire\u00e7\u00f5es, na forma de NH<sub>3<\/sub>.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de glicoprote\u00ednas Rhesus (Rh) aumenta a taxa de difus\u00e3o da NH<sub>3<\/sub> nas membranas das br\u00e2nquias de peixes. O NH<sub>3<\/sub> tamb\u00e9m \u00e9 permeado atrav\u00e9s dos canais K<sup>+<\/sup>. Sabe-se que a excre\u00e7\u00e3o de NH<sub>4<\/sub><sup>+ <\/sup>\u00e9 realizada ativamente atrav\u00e9s de membranas, mas o mecanismo real nas membranas apical e basolateral permanece discut\u00edvel. O mecanismo difusional, relacionado \u00e0 permeabilidade da membrana e que permite que a NH<sub>3<\/sub> seja facilmente excretada ou absorvida do ambiente, tamb\u00e9m \u00e9 considerado um ponto fraco nas condi\u00e7\u00f5es de estresse ambiental. Essas situa\u00e7\u00f5es podem ser causadas por v\u00e1rias fontes de estresse e podem levar a altera\u00e7\u00f5es nos mecanismos de osmorregula\u00e7\u00e3o. Na acidose metab\u00f3lica, que pode ser induzida por uma condi\u00e7\u00e3o hip\u00f3xica, a excre\u00e7\u00e3o de res\u00edduos de compostos nitrogenados diminui \u00e0 medida que o NH<sub>3<\/sub> se combina com o H<sup>+<\/sup> e fica preso no ambiente extracelular ou intracelular interno. Para compensar um desequil\u00edbrio osmorregulador excretor ou difusional, normalmente associado a perdas de \u00edons, e para eliminar res\u00edduos metab\u00f3licos, os peixes acumulam \u00edons (Na<sup>+<\/sup> e Cl<sup>&#8211;<\/sup>) em troca de NH<sub>4<\/sub><sup>+<\/sup>, H<sup>+<\/sup> e HCO<sub>3<\/sub><sup>&#8211;<\/sup>.<\/p>\n<p>Entre as principais fontes de estresse, diferentes subst\u00e2ncias qu\u00edmicas como hidrocarbonetos de petr\u00f3leo, s\u00e3o conhecidos por sua alta toxicidade e t\u00eam sido considerados uma das principais causas de altera\u00e7\u00f5es nas respostas fisiol\u00f3gicas em peixes. Sabe-se, por exemplo, que hidrocarbonetos monoarom\u00e1tico (BTEX &#8211; Benzeno, tolueno, etilbenzeno e xileno) polic\u00edclicos arom\u00e1ticos (HPA) podem causar altera\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas, fisiol\u00f3gicas, morfol\u00f3gicas e comportamentais em peixes. Eles podem, por exemplo, alterar a capta\u00e7\u00e3o de O<sub>2<\/sub> devido altera\u00e7\u00f5es narc\u00f3ticas ou danos morfol\u00f3gicos nas br\u00e2nquias, resultando em decl\u00ednio da concentra\u00e7\u00e3o plasm\u00e1tica de O<sub>2<\/sub>. Em condi\u00e7\u00f5es hip\u00f3xia metab\u00f3lica, os peixes tendem a apresentar baixa efici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de ATP como resultado das altera\u00e7\u00f5es no metabolismo. Embora um grande n\u00famero de estudos tenha investigado os efeitos dos hidrocarbonetos de petr\u00f3leo em diferentes respostas dos peixes, as observa\u00e7\u00f5es sobre seus efeitos na excre\u00e7\u00e3o compostos nitrogenados e a intera\u00e7\u00e3o com mecanismos osmorreguladores e regula\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica na exposi\u00e7\u00e3o aguda s\u00e3o limitadas.<\/p>\n<p>Em parceria com o Dr. Chris Wood, da Universidade da Col\u00fambia Brit\u00e2nica (UBC) e com o Dr. Marco Tadeu Grassi, do Grupo de Qu\u00edmica Ambiental da UFPR, pesquisadores do Grupo de Aquicultura e Estudos Ambientais (GIA-UFPR) delinearam e executaram um projeto de pesquisa com o objetivo de avaliar os efeitos da exposi\u00e7\u00e3o aguda a fra\u00e7\u00e3o sol\u00favel em \u00e1gua (FSA) da gasolina sobre os processos fisiol\u00f3gicos de excre\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio e ativa\u00e7\u00e3o do metabolismo anaer\u00f3bico na esp\u00e9cie de peixe <em>Carassius auratus<\/em>. Os resultados obtidos, recentemente publicados no peri\u00f3dico <em>Comparative Biochemistry and Physiology Part C: Toxicology &amp; Pharmacology<\/em>, demonstraram que a exposi\u00e7\u00e3o aguda a FSA afetou a excre\u00e7\u00e3o de res\u00edduos de nitrogenados devido a altera\u00e7\u00f5es no metabolismo anaer\u00f3bico. Embora a FSA n\u00e3o tenha alterado a excre\u00e7\u00e3o de am\u00f4nia (NH<sub>4<\/sub><sup>+<\/sup>+NH<sub>3<\/sub>), a exposi\u00e7\u00e3o por 6 h foi suficiente para desencadear altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas e aumentar a excre\u00e7\u00e3o de ureia. Essas altera\u00e7\u00f5es parecem estar relacionadas ao comprometimento da capacidade de do animal de captar O<sub>2<\/sub> da \u00e1gua, resultando no aumento da excre\u00e7\u00e3o de Mg<sup>2+<\/sup> e ureia e no ac\u00famulo de lactato plasm\u00e1tico. Ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o da FSA, o peixe recuperou (1 h) a capacidade respirat\u00f3ria, exibindo uma estimula\u00e7\u00e3o compensat\u00f3ria do MO<sub>2<\/sub> e diminuindo as concentra\u00e7\u00f5es de lactato para os n\u00edveis basais.<\/p>\n<p>A integra do trabalho pode ser encontrada acessando o site do <a href=\"https:\/\/gia.org.br\/portal\/efeitos-fisiologicos-da-exposicao-de-peixes-a-gasolina\/\">GIA\/UFPR<\/a> ou o site do peri\u00f3dico <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1532045619303060?via%3Dihub\">CBP:C<\/a>.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5576b87e exad-sticky-section-no exad-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5576b87e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\"><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dr. Giorgi Dal Pont A am\u00f4nia \u00e9 o principal composto nitrogenado produzido e excretado pelos peixes tele\u00f3steos. 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