rastreabilidade2

 

trabalho, realizado em parceria com o SEBRAE, está inserido em um contexto de profissionalização da cadeia produtiva de ostras cultivadas na região Nordeste do Brasil, notadamente nos estados de Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba. O trabalho envolve: a) um levantamento e análise de dados técnicos e ambientais na área de ostreicultura com espécies nativas; b) identificação dos principais organismos incrustantes, epibiontes, patogênicos e predadores destas ostras; c) proposição das bases conceituais, técnicas e operacionais de um sistema de rastreabilidade das ostras produzidas na região de estudo; d) elaboração de um guia de boas práticas de produção de ostras.

No final do mês de março/2015, foram iniciadas as atividades de campo com o objetivo de obter ostras para análise de organismos incrustantes, epibiontes, patogênicos e predadores. Técnicos do GIA, Plânkton e SEBRAE percorreram ao todo 1.920 km, passando pelos estados de Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco (estado não inserido no projeto) e Rio Grande do Norte. 

As ostras (Crassostrea brasiliana e Crassostrea rhizophora) foram coletadas em sistemas diferentes de cultivo: mesa fixa, mesa fixa com travesseiro e varal. Esses são os principais sistemas de cultivo utilizados nos estados estudados (SE, AL, PB e RN), porém foi encontrado outro tipo de sistema, o BST.

O sistema BST está sendo testado pelo SEBRAE em alguns dos cultivos do estado do Sergipe. O principal objetivo desse teste é avaliar se ocorre um melhor desempenho de crescimento e reprodução das ostras. Neste sistema, as ostras são inseridas em estruturas semelhantes a cestos, o qual é encaixado nos BST (conhecido como Sistema de Long-line Ajustável).

Ao serem retiradas da água, as ostras foram fotografadas e imediatamente acondicionadas em sacos plásticos e em caixas térmicas contendo gelo em gel. Para evitar o contato direto da amostra com o gelo, uma lâmina de papelão foi colocada entre eles.

Dentro de cada caixa térmica, foram fixados com lacres, medidores de temperatura portáteis (datalogger) para o registro de dados durante todo o período de transporte. O datalogger utilizado é um registrador eletrônico de temperatura. Em seu interior há um sensor que registra e armazena a variação de temperatura ocorrida dentro de caixas térmicas durante o processo de transporte.

Os dataloggers foram programados para iniciar a mensuração da temperatura desde o momento em que as ostras foram retiradas da água até a abertura das caixas em laboratório. A seguir, as caixas térmicas foram fechadas, lacradas e encaminhadas (via aérea) até o Laboratório de Histologia e Microbiologia (LHM), em Curitiba, PR.

Em laboratório, as caixas térmicas foram abertas, as ostras lavadas e separadas de acordo com a finalidade de cada grupo (identificação macroscópica de agentes biológicos, biometria, histologia e microbiologia).

Identificação macroscópica de agentes biológicos

Todos os organismos epibiontes (externos e intervalvares) foram retirados e fotografados. Posteriormente eles foram identificados ao menor nível taxonômico possível.

Índices de condição

Todas as ostras coletadas foram pesadas, para determinação do peso total e do peso da carne úmida e medidas (altura, largura e comprimento). Dez exemplares de cada ponto amostral foram secos em estufa a 60°C por 48 horas e posteriormente pesados para determinação do peso da concha seca e peso da carne seca.

Análise histológica

Amostras contendo partes moles (com secções de estômago, manto e gônadas) de dez ostras por ponto amostral, foram fixadas em solução de Davidson (ALFAC) e processadas histologicamente, de acordo com a técnica de rotina para inclusão em parafina e secção em micrótomo rotativo com 5µm de espessura.

Análise microbiológica

A extração de DNA total foi realizada com 20 subamostras de tecidos das ostras, principalmente do trato digestório, coletadas em cada um dos pontos amostrais. Estas ostras passaram pelo processo de abertura e retirada da carne e líquido intervalvar para posterior maceração e esfregaço do conteúdo. Após o esfregaço, cada amostra passará pelo processo de extração do DNA total utilizando o Kit Invitrogen (Purelink® Genomic DNA).

Esse material está sendo submetido ao pirossequenciamento a partir das regiões V1/V2 do gene ribossomal 16S. Em seguida, será realizado o processamento de sequências para análise de agrupamentos e estabelecimento de unidades taxonômicas operacionais, e comparação com bancos de dados genômicos para estabelecimento de linhagens bacterianas presentes.

 

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trabalho, realizado em parceria com o SEBRAE, está inserido em um contexto de profissionalização da cadeia produtiva de ostras cultivadas na região Nordeste do Brasil, notadamente nos estados de Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba. O trabalho envolve: a) um levantamento e análise de dados técnicos e ambientais na área de ostreicultura com espécies nativas; b) identificação dos principais organismos incrustantes, epibiontes, patogênicos e predadores destas ostras; c) proposição das bases conceituais, técnicas e operacionais de um sistema de rastreabilidade das ostras produzidas na região de estudo; d) elaboração de um guia de boas práticas de produção de ostras.

No final do mês de março/2015, foram iniciadas as atividades de campo com o objetivo de obter ostras para análise de organismos incrustantes, epibiontes, patogênicos e predadores. Técnicos do GIA, Plânkton e SEBRAE percorreram ao todo 1.920 km, passando pelos estados de Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco (estado não inserido no projeto) e Rio Grande do Norte. 

As ostras (Crassostrea brasiliana e Crassostrea rhizophora) foram coletadas em sistemas diferentes de cultivo: mesa fixa, mesa fixa com travesseiro e varal. Esses são os principais sistemas de cultivo utilizados nos estados estudados (SE, AL, PB e RN), porém foi encontrado outro tipo de sistema, o BST.

O sistema BST está sendo testado pelo SEBRAE em alguns dos cultivos do estado do Sergipe. O principal objetivo desse teste é avaliar se ocorre um melhor desempenho de crescimento e reprodução das ostras. Neste sistema, as ostras são inseridas em estruturas semelhantes a cestos, o qual é encaixado nos BST (conhecido como Sistema de Long-line Ajustável).

Ao serem retiradas da água, as ostras foram fotografadas e imediatamente acondicionadas em sacos plásticos e em caixas térmicas contendo gelo em gel. Para evitar o contato direto da amostra com o gelo, uma lâmina de papelão foi colocada entre eles.

Dentro de cada caixa térmica, foram fixados com lacres, medidores de temperatura portáteis (datalogger) para o registro de dados durante todo o período de transporte. O datalogger utilizado é um registrador eletrônico de temperatura. Em seu interior há um sensor que registra e armazena a variação de temperatura ocorrida dentro de caixas térmicas durante o processo de transporte.

Os dataloggers foram programados para iniciar a mensuração da temperatura desde o momento em que as ostras foram retiradas da água até a abertura das caixas em laboratório. A seguir, as caixas térmicas foram fechadas, lacradas e encaminhadas (via aérea) até o Laboratório de Histologia e Microbiologia (LHM), em Curitiba, PR.

Em laboratório, as caixas térmicas foram abertas, as ostras lavadas e separadas de acordo com a finalidade de cada grupo (identificação macroscópica de agentes biológicos, biometria, histologia e microbiologia).

Identificação macroscópica de agentes biológicos

Todos os organismos epibiontes (externos e intervalvares) foram retirados e fotografados. Posteriormente eles foram identificados ao menor nível taxonômico possível.

Índices de condição

Todas as ostras coletadas foram pesadas, para determinação do peso total e do peso da carne úmida e medidas (altura, largura e comprimento). Dez exemplares de cada ponto amostral foram secos em estufa a 60°C por 48 horas e posteriormente pesados para determinação do peso da concha seca e peso da carne seca.

Análise histológica

Amostras contendo partes moles (com secções de estômago, manto e gônadas) de dez ostras por ponto amostral, foram fixadas em solução de Davidson (ALFAC) e processadas histologicamente, de acordo com a técnica de rotina para inclusão em parafina e secção em micrótomo rotativo com 5µm de espessura.

Análise microbiológica

A extração de DNA total foi realizada com 20 subamostras de tecidos das ostras, principalmente do trato digestório, coletadas em cada um dos pontos amostrais. Estas ostras passaram pelo processo de abertura e retirada da carne e líquido intervalvar para posterior maceração e esfregaço do conteúdo. Após o esfregaço, cada amostra passará pelo processo de extração do DNA total utilizando o Kit Invitrogen (Purelink® Genomic DNA).

Esse material está sendo submetido ao pirossequenciamento a partir das regiões V1/V2 do gene ribossomal 16S. Em seguida, será realizado o processamento de sequências para análise de agrupamentos e estabelecimento de unidades taxonômicas operacionais, e comparação com bancos de dados genômicos para estabelecimento de linhagens bacterianas presentes.

fichas

As Fichas Técnicas foram pensadas e criadas, em parceria com o SEBRAE,  para serem usadas diretamente no campo, por produtores e técnicos extensionistas.

Elas apresentam os principais organismos que podem ser vistos a olho nu (sem o uso de lupa ou de microscópio), que podem prejudicar os  cultivos e que foram encontrados sobre ou dentro das conchas de ostras cultivadas em quatro estados do Nordeste (Sergipe, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do  Norte) durante o ano de 2015.

As fichas técnicas foram estruturadas na forma de temas como:

  • Quem é aquele organismo encontrado junto às ostras?
  • Ele pode ser consumido ou comercializado para algum outro fim?
  • Quais os prejuízos ele causa e qual é o grau de dificuldade para o seu controle?
  • Quais são as formas e como são os custos para se evitá-lo e para combatê-lo?
  • Qual é o grau de risco que ele apresenta à saúde do consumidor de ostras?

É preciso lembrar que manejar envolve trabalho, riscos e custos e, por isso mesmo, o manejo precisa ser otimizado. Por outro lado, sem um manejo adequado, as ostras infestadas por esses organismos, demorarão mais tempo para crescer, perderão valor de mercado e poderão até mesmo morrer.

Por isso, as fichas técnicas são um importante instrumento para auxiliar na orientação técnica e na tomada de decisões mais corretas para que se consiga produzir mais e melhor.

Boaspraticas

 

A produção de ostras no Brasil é vista como algo fácil, simples e barato de ser feito – e vendido. Por essa razão, a atividade ainda está na idade das pedras se comparada com o que é feito e com os resultados alcançados por produtores de outros países.

A ostreicultura praticada no Brasil produz pouco; apresenta rendimento muito baixo; ainda não oferece a devida garantida de qualidade para o consumidor; e, acima de tudo, seus produtores não ganham o dinheiro que poderiam ganhar com a atividade.

Este manual tem como objetivo indicar caminhos para que os produtores possam produzir ostras cada vez mais saudáveis, com menos perdas por mortalidade e demorando cada vez menos para que elas atinjam o tamanho exigido pelos compradores.

Seguir estes caminhos é o primeiro de muitos passos que precisam ser dados para que os consumidores possam ter a certeza de que estão comprando um produto com qualidade diferenciada e que até aceitem pagar mais por ele.

Acesse aqui o manual e comece a aprimorar sua produção.

 

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O trabalho, realizado em parceria com o SEBRAE, está inserido em um contexto de profissionalização da cadeia produtiva de ostras cultivadas na região Nordeste do Brasil, notadamente nos estados de Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba. O trabalho envolve: a) um levantamento e análise de dados técnicos e ambientais na área de ostreicultura com espécies nativas; b) identificação dos principais organismos incrustantes, epibiontes, patogênicos e predadores destas ostras; c) proposição das bases conceituais, técnicas e operacionais de um sistema de rastreabilidade das ostras produzidas na região de estudo; d) elaboração de um guia de boas práticas de produção de ostras.

No final do mês de março/2015, foram iniciadas as atividades de campo com o objetivo de obter ostras para análise de organismos incrustantes, epibiontes, patogênicos e predadores. Técnicos do GIA, Plânkton e SEBRAE percorreram ao todo 1.920 km, passando pelos estados de Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco (estado não inserido no projeto) e Rio Grande do Norte. 

As ostras (Crassostrea brasiliana e Crassostrea rhizophora) foram coletadas em sistemas diferentes de cultivo: mesa fixa, mesa fixa com travesseiro e varal. Esses são os principais sistemas de cultivo utilizados nos estados estudados (SE, AL, PB e RN), porém foi encontrado outro tipo de sistema, o BST.

O sistema BST está sendo testado pelo SEBRAE em alguns dos cultivos do estado do Sergipe. O principal objetivo desse teste é avaliar se ocorre um melhor desempenho de crescimento e reprodução das ostras. Neste sistema, as ostras são inseridas em estruturas semelhantes a cestos, o qual é encaixado nos BST (conhecido como Sistema de Long-line Ajustável).

Ao serem retiradas da água, as ostras foram fotografadas e imediatamente acondicionadas em sacos plásticos e em caixas térmicas contendo gelo em gel. Para evitar o contato direto da amostra com o gelo, uma lâmina de papelão foi colocada entre eles.

Dentro de cada caixa térmica, foram fixados com lacres, medidores de temperatura portáteis (datalogger) para o registro de dados durante todo o período de transporte. O datalogger utilizado é um registrador eletrônico de temperatura. Em seu interior há um sensor que registra e armazena a variação de temperatura ocorrida dentro de caixas térmicas durante o processo de transporte.

Os dataloggers foram programados para iniciar a mensuração da temperatura desde o momento em que as ostras foram retiradas da água até a abertura das caixas em laboratório. A seguir, as caixas térmicas foram fechadas, lacradas e encaminhadas (via aérea) até o Laboratório de Histologia e Microbiologia (LHM), em Curitiba, PR.

Em laboratório, as caixas térmicas foram abertas, as ostras lavadas e separadas de acordo com a finalidade de cada grupo (identificação macroscópica de agentes biológicos, biometria, histologia e microbiologia).

Identificação macroscópica de agentes biológicos

Todos os organismos epibiontes (externos e intervalvares) foram retirados e fotografados. Posteriormente eles foram identificados ao menor nível taxonômico possível.

Índices de condição

Todas as ostras coletadas foram pesadas, para determinação do peso total e do peso da carne úmida e medidas (altura, largura e comprimento). Dez exemplares de cada ponto amostral foram secos em estufa a 60°C por 48 horas e posteriormente pesados para determinação do peso da concha seca e peso da carne seca.

Análise histológica

Amostras contendo partes moles (com secções de estômago, manto e gônadas) de dez ostras por ponto amostral, foram fixadas em solução de Davidson (ALFAC) e processadas histologicamente, de acordo com a técnica de rotina para inclusão em parafina e secção em micrótomo rotativo com 5µm de espessura.

Análise microbiológica

A extração de DNA total foi realizada com 20 subamostras de tecidos das ostras, principalmente do trato digestório, coletadas em cada um dos pontos amostrais. Estas ostras passaram pelo processo de abertura e retirada da carne e líquido intervalvar para posterior maceração e esfregaço do conteúdo. Após o esfregaço, cada amostra passará pelo processo de extração do DNA total utilizando o Kit Invitrogen (Purelink® Genomic DNA).

Esse material está sendo submetido ao pirossequenciamento a partir das regiões V1/V2 do gene ribossomal 16S. Em seguida, será realizado o processamento de sequências para análise de agrupamentos e estabelecimento de unidades taxonômicas operacionais, e comparação com bancos de dados genômicos para estabelecimento de linhagens bacterianas presentes.


Figura-1
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Figura-23
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Figura-26

  • O lambari: uma espécie promissora

  • Metagenômica de ostras cultivadas em ambientes estuarinos

  • Aspectos da vida do salmão

  • Produção de siri-mole: Cuidados com a qualidade da água

  • Mexilhão dourado - Parte 2

  • Segurança alimentar para consumidores de ostras

  • Partenogênese em peixes cartilaginosos

  • O uso de sulfitos na conservação de camarões

  • Efeitos dos hidrocarbonetos de petróleo sobre os mecanismos de metabolização e excreção da amônia em peixes dulcícolas

  • A aplicabilidade e os cuidados com o uso do do sal na piscicultura de água doce

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