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Limnoperna fortunei

Limnoperna fortunei (Dunker, 1856), vulgarmente conhecido como mexilhão dourado (golden mussel, mejillón dorado), é um molusco bivalve da família Mytilidae, a mesma família dos mexilhões marinhos.

A espécie é nativa de rios e arroios chineses e do sudeste asiático e apenas recentemente, por razões desconhecidas, vem expandindo sua distribuição em todo o mundo.  Em 1991, espécimes de L. fortunei foram detectados pela primeira vez no estuário do Rio da Prata. A introdução da espécie se deu através da água de lastros de navios provenientes de Hong Kong ou da Coréia nos portos do estuário do Rio da Prata.

L. fortunei foi, desde sua introdução, considerada uma espécie de grande potencial de impacto devido às suas características biológicas. Os danos ecológicos causados por L. fortunei na América do Sul são semelhantes àqueles causados por Dreissena polymorpha (mexilhão zebra) na América do Norte.  Esses danos vão desde a variação na composição da comunidade bêntica, com a remoção de moluscos nativos e um aumento na abundância e distribuição de outros grupos como Oligochaeta, Hirudinea, diversos crustáceos, Chironomida, Turbellaria e Nematoda, até modificações na cadeia trófica, onde espécies malacófagas são beneficiadas em detrimento de outras. Além disso, como foi observado para o mexilhão zebra na América do Norte, L. fortunei é encontrado fixado sobre substratos vivos, representados por espécies nativas de bivalves e crustáceos. 

Cordylophora capia

Este hidróide colonial, originário dos mares Negro e Cáspio,  consiste de pólipos macroscópicos (de cerca de 1 mm), ligados por uma cavidade gastrovascular.  As colônias, por sua vez, podem chegar a ter 5 a 10 cm de altura. Possui ramificações e aparência de musgo.

Vive em água doce e salobra e também em habitats ligeiramente salgados. As colônias crescem em substratos duros, incluindo pedras, estacas e em cascas de mexilhão dourado.

Suas larvas são pelágicas e dispersas pelas correntes de água. Cada ramo vertical pode suportar 1-3 gonóporos com 6-10 ovos cada. A fecundidade depende do número de ramos e, consequentemente, do número de gonóporos. As larvas são liberadas na forma de plânulas e nenhuma fase medusoide ocorre. No entanto, em alguns casos, as larvas podem se desenvolver diretamente em pólipos juvenis no próprio gonóporo, mesmo antes da sua liberação.

Como outros hidróides, pode se reproduzir assexuadamente por brotamento a partir de outra colônia. Outra forma comum de reprodução assexuada envolve a formação de estolhos verticais, que se desprendem e podem se aderir a substratos adjacentes, formando outra colônia.

A espécies tem também a capacidade de produzir fases dormentes (menontes), que são muito mais resistentes às alterações ambientais que a própria colónia.

Podem ser disseminados para o ambiente através de água de lastro ou mesmo através de escapes a partir de aquários ornamentais.

C. caspia é um "predador colonial bentônicos", que se alimenta de quironomídeos e outros insetos larvais. Pode consumir organismos de 2 a 3 vezes o tamanho dos pólipos individuais. Essa predação pode resultar em menor disponibilidade desses alimentos para peixes. Entretanto, os impactos ecológicos de C. cáspia  ainda não foram minuciosamente estudados.

Em usinas hidrelétricas as colônias podem causar entupimento de tubulações dos sistemas de resfriamento e aumento das taxas locais de sedimentação.

Objetivos

· Treinamento para coleta e envio de amostras de corpos de prova e plâncton, a ser realizado na UHE Governador Ney Braga;

· Análise qualitativa da presença de Limnoperna fortunei com uso de marcador molecular;

· Análise quantitativa de Limnoperna fortunei através da contagem de larvas e/ou adultos;

· Avaliação de incrustação por L. fortunei e C. caspia em corpos de prova;

· Campanha de campo para avaliação de instalações e equipamentos de usinas;

· Estudo do tema "espécies invasoras", com destaque para  L. fortunei e C. cáspia.

 

 

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